Procure uma crítica

2.7.13

Crítica: 300

300

Estados Unidos, 2007 – 117 minutos.
Ação / Épico / Fantasia

Direção:
Zack Snyder

Roteiro:
Zack Snyder, Kurt Johnstad, Michael Gordon

Elenco:
Gerard Butler, Lena Headey, David Wenham, Dominic West, Vincent Regan, Michael Fassbender, Rodrigo Santoro, Andrew Tiernan, Andrew Pleavin, Tyrone Benskin, Marcello Bezina, Clint Carleton, Richard Cet

Com a chegada dos anos 2000 e colocando Gladiador com uma das raras exceções, o gênero de filmes épicos começaram a cair drasticamente nos cinemas. Os longas não conseguiam empolgar o público, ou mesmo a crítica (vide Tróia e Cruzada), e os altíssimos orçamentos nem sempre retornavam com o lucro esperado, o que fez com que as produtoras freassem o ritmo destas produções a quase zero. No meio da década passada, uma maior dramaticidade sombria começou a virar tendência nas películas comerciais e a ideia de Zack Snyder em adaptar a conceituada HQ de Frank Miller, Os 300 de Esparta (o título foi encurtado para o filme), a um orçamento a 1/3 do valor de uma produção grande do gênero ao olhar apaixonado de seu realizador, pareceu uma ótima oportunidade para a Warner Bros. Felizmente a jogada de marketing deu muitíssimo certo ao ponto da película reinventar o modo fazer épicos.

Na adaptação, o Rei Leônidas de Esparta (interpretado por Gerard Butler) teme o domínio de suas terras ao comando forçado do soberano Xerxes (Rodrigo Santoro). Após ter seu pedido negado pelos oráculos em abençoa-los e permitir que ele, junto de seus 300 homens, se desloque para defender suas terras temendo o pior, Leônidas decide contrariar todas as opiniões e seguir com seu plano a diante e enfrentar o exército massivo e letal de Xerxes.  

Snyder adapta cada página da obra de Miller com muito respeito impondo seu estilo próprio. Na parte técnica, a impressão gráfica que se sente é que, literalmente, as páginas da HQ ganham movimento em forma de película. Palheta de cores, ambientação, ângulos e toda direção de arte seguem fielmente o material original, incluindo o roteiro que utiliza inúmeras falas idênticas da obra adaptada, o que deve impressionar e empolgar os fãs.

Entretanto, é a direção do americano que dá vida a 300. Muitos diretores cometem erros de ritmo ao adaptar algum material com medo de não colocar detalhes o suficiente da obra usada e decepcionar os fãs, comprometendo muito da adaptação. O que definitivamente não acontece aqui. Zack personaliza a película com uma edição de excelente ritmo, utiliza da famosa técnica de slow-motion para enfatizar as excelentes cenas de ação. Muito interessante neste quesito, como Snyder consegue usar o recurso “trojan horse” (tomada em slow-motion que é acelerada rapidamente e logo volta para a técnica anterior), junto de um sangue estilizado, a orquestrar como uma obra-prima as ótimas lutas do filme, revolucionando a forma de trabalhar a ação deste gênero.

A escala de elenco também não poderia ser mais certeira. Gerard Butler dá um show como Rei Leônidas, desenvolve falas e cenas épicas (com perdão do trocadilho) no longa. Muito a vontade também está Rodrigo Santoro e seu bizarro Xerxes. Criatura prepotente, egocêntrica e fascista ganha proporções excelentes desenvolvidas pelo brasileiro. Lena Headey, Dominic West, David Wenham, Michael Fassbender completam o bom elenco primário.

Com ritmo empolgante, uma bela empolgação visual e uma poderosa trilha sonora composta por Tyler Bates tiram 300 da mesmice e o colocam como referência dentro de um gênero que se esgotou ao poucos por sua falta de reinvenção. Mas aqui está a película de Zack Snyder para provar que épicos ainda dão excelentes filmes.


Nota: 9/10

3 comentários:

  1. Esse filme é brilhante! Fiel a fonte e narrativamente criativo.
    Parabéns pelo blog!

    abraço

    marcelokeiser.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
  2. Obrigado, Marcelo. Parabéns pelo seu também.

    Tudo de bom, abraços.

    ResponderExcluir
  3. ¡Se disfruta! Pues definitivamente como todos los filmes, esta película tiene puntos buenos y malos. Me fascinó su apuesta visual, sus barrocos planos, sus estudiadas composiciones a cámara lenta y esa sorprendente falta de camisetas y ropa en general de sus musculosos protagonistas y los que entrecerrando los ojos se centran en el mensaje que ofrece, que tildan de fascista. Por lo tanto, "300" tiene un mérito innegable; es la única película que ha conseguido que la gente aplique el adjetivo fascista donde corresponde, al menos en tanto a lo que de militarista, homofóbica, racista y eugenética tiene. Por cierto Eva Green hace una escena erótica épica.

    ResponderExcluir

(Comentários de baixo calão serão moderados e excluídos)