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8.6.13

Crítica: Se Beber, Não Case - parte III

SE BEBER, NÃO CASE - parte III
Hangover Part III

EUA, 2013 - 100 minutos.
Ação / Comédia

Direção:
Todd Phillips

Roteiro:
Todd Phillips, Craig Mazin

Elenco:
Bradley Cooper, Ed Helms, Zach Galifianakis, Justin Bartha, Ken Jeong, John Goodman, Melissa McCarthy, Heather Graham, Jeffrey Tambor

Hollywood corre atualmente contra um monstro que ela própria criou. Sobrecarregando inúmeros gêneros com fórmulas que deram certo em filmes considerados originais e que atualmente parece ser um molde padrão para tudo. E dentro da comédia não é diferente. Quando Se Beber, Não Case estreou em 2009, o gênero recebia um respiro das idiotices e besteiróis puramente físicos, que falhavam no básico que se propunham. Com o sucesso do longa, não demorou para que os executivos crescessem os olhos em cima do audacioso longa de Todd Phillips e fazê-lo se tornar uma franquia. A continuação nada mais fez que duplicar o que foi feito no primeiro, perdendo grande parte de sua criatividade que foi coberta por milhões de dólares de um público ansioso para conferir o que viria em seguida.

A princípio parecia que Phillips e os produtores haviam entendido a enxurrada de críticas negativas do segundo longa e decidiram conduzir este terceiro para algo realmente inédito. Infelizmente o que poderia ter sido um frescor e uma renovação para uma fórmula que acabou sido estendida para outros desesperados em fraturar com ela (Projeto X, com a produção do mesmo diretor é uma delas), Se Beber, Não Case - parte III sofre constantemente com uma cegueira gananciosa vinda de executivos egocentricamente cheios de confiança e um diretor que, de uma hora para outra, tornou-se preguiçoso.

Neste terceiro Alan (vivido por Zack Galifianakis) está surtando mais do que o comum, o que acaba preocupando seus familiares e amigos. Decididos em levá-lo para uma intervenção, Doug, Stu e Phil são parados por criminosos no meio da estrada, que obrigam através de um sequestro, a encontrarem Chow, que aplicou um golpe milionário em um traficante que quer a toda custa seu dinheiro de volta. Aqui começa outra jornada do trio.

O novo roteiro tem um trabalho de construir um arco que uni, de certa forma, os dois anteriores a este, colocando este terceiro em um tom de fim de trilogia, o que realmente não deve aconteces se os cofres da Warner Bros. se encherem com este capítulo. O texto redondinho, não sabe nem de longe criar a áurea de seu original. Com passagens forçadas e desinteressantes, é difícil extrair um riso do telespectador, principalmente com a inteligência e vontade do primeiro.

A confiança dos realizadores é tão grande, que já a abertura da película retira este capitulo do tom forasteiro e despretensioso dos anteriores para erroneamente colocá-lo em um tom de epicidade inexistente. Até slow motion e ópera são adicionadas na sequência que, nem de longe, atinge seu propósito. Os atores antes sensacionais aderiram ao modo automático, quando não exagerados e sem graças, incluindo Galifianakis que resume a repetir suas façanhas anteriores.

Chegando como quem não queria nada, entre piadas de humor negro, sátiras inteligentíssimas, atores em excelente conexão e uma direção esperta, Se Beber, Não Case saiu da excelência e astúcia, mesclada com uma originalidade necessária em tempos tão repetitivos para se apunhalar e cair dentro da maldição de Hollywood onde apenas o primeiro realmente presta. Uma pena, pois potencial era o que não faltava.


Nota: 3,5/10

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