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30.6.13

Crítica: Guerra Mundial Z

GUERRA MUNDIAL Z
World War Z

Estados Unidos, 2013 - 116 minutos
Ação / Horror

Direção: 
Marc Forster

Roteiro: 
Matthew Michael Carnahan, Drew Goddard, Damon Lindelof, J. Michael Straczynski, Max Brooks (livro)

Elenco: 
Brad Pitt, Mireille Enos, Daniella Kertesz, James Badge Dale, Fana Mokoena, Ludi Boeken, Elyes Gabel, Pierfrancesco Favino, Peter Capaldi


Para a quantidade de problemas que Guerra Mundial Z teve antes de seu lançamento, onde houve inúmeras refilmagens e reestruturações de roteiro, é um feito raro neste tipo de ocasião que o longa tenha sobrevivido a mão de tantas pessoas e tenha chego aos cinemas com a integridade esperada pelo diretor Marc Foster. Mas como não poderia ser diferente, o resultado sofre pelos remendos e o tom forçado de comercialização para a baixa censura.

A película começa apresentando Gerry (Brad Pitt), um ex-agente da ONU, que é obrigado a retornar ao seu cargo quando uma epidemia desconhecida começa a se alastrar por todo o planeta, transformando as pessoas em zumbis velozes que disseminam o contágio rapidamente, em troca da família receber a segurança de militares que tentam ajudar um cientista a descobrir uma cura para conter o caos.

A história não é original, entretanto, Foster busca dar um olhar analítico aos absurdos montantes de zumbis que desolam os locais em que atacam em poucos minutos. Uma critica ao capitalismo e seus excessos, a medida que mostra que o crescimento exagerado da população é a causa contraditória para seu próprio extermínio. Isso é enfatizado também da forma violenta como os zumbis vão destruindo em forma de uma massa caótica e não visa a estranheza da contaminação em si, embora ela tenha relativa importância no enredo.

Por melhores que sejam as intenções do diretor e ela tenha boas execuções com um elenco competente e uma boa técnica, Guerra Mundial Z sofre com alguns furos imperdoáveis no roteiro, assim como tenta desesperadamente causar euforia no telespectador com algumas situações exageradas, como a queda violentíssima de um avião e a sobrevivência de seu protagonista. Por mais circunstanciais que parecem diversas sequências, há situações que não são digeríveis. A ausência de sangue para a baixa censura faz falta a medida que o roteiro quer explorar, por exemplo, a sobrevivência de um personagem que tem sua mão decepada e o local mal sangra, exigindo uma vista grossa desnecessária do telespectador dentro de um universo tomado por zumbis violentos. A inevitável comparação com o ótimo Extermínio de Danny Boyle e Contágio de Steven Soderbergh (que parecem junção de ideias para este filme) fazem estas situações ficarem ainda menos aceitáveis.

Embora tantos defeitos, Guerra Mundial Z consegue manter evidentes suas qualidades e um bom nível de entretenimento para o telespectador em busca de diversão. Mas não se engane, nada será lembrado no dia seguinte.

Nota: 6,5/10

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