Procure uma crítica

17.5.13

Crítica: Arrow


ARROW

2012/2013, Estados Unidos – 966 minutos
Série de televisão

Direção:
Guy Norman Bee, John Behring, Kenneth Fink, Michael Schultz, Nick Copus, Eagle Egilsson

Roteiro:
Greg Berlanti, Marc Guggeneheim, Andrew Kreisberg, Lana Cho, Wendy Mericle, Beth Schwartz, Ben Sokolowsi, Moira Kirland, Geoff Johns, Jake Coburn, Drew Z. Greenberg

Elenco:
Stephen Amell, Katie Cassidy, Colin Donnell, David Ramsey, Willa Holland

Começou querendo agradar o público mais do que devia. Rapidamente, os criadores estabilizaram a temporada e a qualidade foi apenas melhorando. Entre diversão e um bom roteiro, Arrow concluiu sua primeira temporada agora no último dia 15 (Maio). Com um season finale eletrizante, a série deixa na medida certa a expectativa para os fãs aguardarem a segunda temporada.

Em uma viagem de barco, o milionário playboy Oliver Queen sofre um acidente de barco e passa cinco anos perdido em uma ilha. Transformado por tudo o que passou lá, o jovem decide lutar com suas próprias mãos contra o crime e a corrupção, cumprindo o último desejo de seu pai antes de morrer.

A série começa sob o passado sombrio de um legado desgasto: Smallville. Com medo de que o público imaginasse que Arrow fosse seguir exatamente os mesmos caminhos cansativos da série do superman, os produtores executivos logo se precipitarem em (tentar) encher os olhos e mente do público na abertura do seriado. Entre efeitos especiais de segunda linha, uma edição pavorosa e um resumo quase completo de mais da metade da temporada, Arrow quase deu com os burros n’água. A realidade é que o único elemento vivo que remete a antiga série é a casa vivida pela família Queen, cujo cenário foi reaproveitado da mansão dos Luthor a fim de manter os custos da nova produção baixos.

Terminado a paranoia dos executivos, a série começa a se desenvolver. Baseada nos quadrinhos do Arqueiro Verde, tal titulo poderia ser alterado para “inspirado”. Vendo que Arrow apropria-se de elementos básicos do núcleo central e seus personagens, o seriado televisivo toma novos rumos em relação seu material original, estabelecendo também um tom mais pesado, com uma visão bem interessante do personagem. Visto que a mera coincidência, de fato, não é verdade quando dizemos que Arqueiro Verde lembra um primo mais simples do Batman, afinal, os quadrinhos do capuz verde foram originados de uma inspiração ao homem-morcego (Ambos milionários que decidem combater o crime de suas cidades fictícias, com seus ajudantes e seus apetrechos tecnológicos. Até seus amores Laurel e Rachel são personagens muito parecidos), junto do montante explosivo da trilogia de Christopher Nolan e a nova linha que a DC está dando aos seus personagens nas telas, a proposta de seguir um seriado mais sombrio e pé no chão pareceu bem apropriado. E realmente foi.

Dentro destas propostas, Arrow sabe se virar muito bem, começando pelo seu protagonista vivido por Stephen Amell. Ator até então sem nada de muito relevante na carreira, consegue segurar com muita vontade seu personagem e suas transformações. Diferente do que acontece a vários personagens deste propósito de mudanças, seja em seriados ou cinema, em que ele passa de babaca para uma pessoa racional e respeitosa nem sempre é comprada pelo público pela falta de intensidade do ator. Não é o caso aqui. O fator beleza física (que é usada aqui constantemente sem, inacreditavelmente, molestar a credibilidade do personagem) é usado com extrema frequência para suprir este déficit em atores de segunda. Neste caso, com Amell é diferente, pois ajuda construir (e desconstruir, conforme o roteiro se desenvolve) a imagem que se tem do personagem. Realmente o telespectador sente a mudança do caráter de Oliver e não finge em acreditar, como acontece na grande maioria das vezes. Diferente, por exemplo, de Roy Harper (vivido por Colton Haynes), paquera da irmã de Queen, cuja mudança realmente não convence e fica visível o apelo físico (e sensual) para que o telespectador não note isso.

Para não avançar com a história de maneira complexa, e que não comprometa a audiência dos telespectadores que assistem o seriado apenas pela diversão, sem acompanhar tudo, de fato, os produtores seguem a famosa cartilha de desenvolver uma micro história por episódio que, no fim, se unem e montam toda a série. Isso funciona muito bem aqui porque o roteiro aborda um assassino da lista do arqueiro por episódio, e isso se torna bem funcional, além de suprir as necessidades comerciais do seriado. Mas a negatividade do formato se expõe quando Arrow necessita de um pouco mais vínculos permanentes com o público.

De roteiro bem redondinho, com personagens interessantes, cenas divertidas e uma abordagem sóbria que parece nunca pesar a mão, a série consegue abranger um público relativamente grande, já que não apela para nada que possa comprometê-la comercialmente. Nada que deturpe a boa criação e diversão que a série propõe ao telespectador, que devem aguardar ansiosos os novos episódios do capuz verde.

Nota: 8/10

Um comentário:

  1. porque em arrow não coloca todos os super-heróis que existem
    batman christian bale
    superman brandon routh
    lanterna verde ryan reynolds
    mulher maravilha adrianne palickie
    demolidor ben affleck
    homem-aranha tobey maguire e os outros super-heróis dos filmes e séries.
    pode ter super-heróis parecidos porque podem ser clones, heróis do passado ou heróis do futuro.
    seria legal a união de vários super-heróis pela primeira vez nos filmes e séries. igual no gibis (HQ)

    ResponderExcluir

(Comentários de baixo calão serão moderados e excluídos)