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3.4.13

Crítica: The Walking Dead (3ª Temporada)


THE WALKING DEAD

Estados Unidos, 2013 – 720 min. (aprox.)
Drama – Série de TV

Criador da série: Frank Darabont

Roteiro: Frank Darabont, Robert Kirkman (quadrinhos), Charlie Adlard, Tony Moore

Elenco: Andrew Lincoln, Sarah Wayne Callies, Laurie Holden, Steven Yeun, Chandler Riggs, Norman Reedus, Melissa McBride, Lauren Cohan, Scott Wilson, Emily Kinney, Michael Rooker, Danai Gurira, David Morrissey


Após 16 empolgantes e inspirados episódios, The Walking Dead finaliza a terceira temporada. Diferente das duas temporadas anteriores, esta terceira etapa da série dos zumbis contou com um número bem superior de episódios, atingindo recordes de audiência no território americano. A expectativa do confronto de um dos maiores vilões da história criada por Robert Kirkman colaborou para isso. Mas o seriado, de fato, cumpriu com todas as expectativas criadas? Sim, e muito.

Na trama, após o confronto com os errantes na fazenda de Hershel e o desencontro com Andrea na fuja, Rick e o grupo de sobreviventes decidem se instalarem em uma prisão. Com a proteção das grades, o local parece ser ideal para se proteger dentro do mundo dominado por mortos-vivos. Logo descobre-se que não muito longe dali existe uma cidadezinha chamada Woodybury, comandada por um homem intitulado de Governador. À medida que as situações vão surgindo e personagens vão de encontrando, vem à tona que o local vive de aparências e sobre a fragilidade de um homem doentio. Quando Governador acaba descobrindo a existência do grupo de sobreviventes na prisão, sente-se ameaçado e decide então, cravar uma sanguinária guerra onde os errantes parecerão ameaçadas inofensivas.

Os realizadores da série são felicíssimos na criação do roteiro desta terceira temporada. Há, como esperado, o aprimoramento do texto em relação às duas temporadas anteriores. Muito mais do que isso, os criadores enfatizam o ser humano como o maior perigo do mundo. Mesmo em um mundo dominado por mortos-vivos. Utilizam todos os segundos dos episódios para explorar todas as portas possíveis, sem esquecer-se do que foi criado anteriormente. Dá foco para novos personagens com profundidade, sem fazer com que os veteranos percam espaço. Pelo contrário, consegue atingir limites extremos para alguns. Novamente, não poupa os telespectadores, nem mesmo o protagonista, de abater, literalmente, grandes personagens, provocando intensa surpresa e dor. A sensação de que o sofrimento é interminável permanece intacta nesta temporada, sem apelar para o que já havia sido criado.

A série também inova em desestabilizar o protagonista, fazendo com que o telespectador tenha uma sensação interna de caos. Cria verossimilhança, lembrando que Rick não é indestrutível dentro deste mundo caótico. Mas que isso, é incapaz de controlar tudo a sua volta e isso inclui sua própria família, seja sobre suas vidas ou mesmo a saúde mental da mesma, mesmo que isso inclua seu próprio sacrifício.

Dentro de toda a trama criada, The Walking Dead também sabe ser divertido. O aperfeiçoamento dos personagens em relação à defesa contra os zumbis, a própria Michonne, nova personagem que carrega consigo uma espada de samurai, alguns elementos vindo dos quadrinhos como os zumbis da prisão usando proteção de força tática. Impagável.  Há intensas sequências envolvendo o Governador que prendem o público. Não é a toa que a série quebrou recordes de audiência em momentos de suas reviravoltas.

A direção de atores continua sendo extremamente eficaz em manter todo o elenco em sintonia, trazendo ótima interação e performances de todos. Assim como a direção de arte que surpreende novamente pela perfeição da maquiagem criada, a fotografia belamente executada, assim como a ambientação minuciosa e realista.

Os criadores mostram que ouviram algumas reclamações em relação às duas temporadas anteriores e trazem até aqui, a melhor temporada da série. Só não fecha de forma irrepreensível pelo seu season finale que deixa o telespectador com mais perguntas e expectativas do que deveria. Mas nada que perca a força criada nesta terceira temporada e faça os fãs aguardarem a quarta mais que ansiosamente.

Nota: 9,5/10

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