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17.2.13

Crítica: A Hora Mais Escura


A HORA MAIS ESCURA
Zero Dark Thirty

EUA , 2012 - 157 minutos
Ação

Direção:
Kathryn Bigelow

Roteiro:
Mark Boal

Elenco:
Jessica Chastain, Jason Clarke, Reda Kateb, Jennifer Ehle, Kyle Chandler, James Gandolfini, Joel Edgerton, Harold Perrineau, Nash Edgerton, Chris Pratt, Mark Strong, Mark Duplass, Edgar Ramirez, Fares Fares, Stephen Dillane

* Indicado ao Oscar 2013

Quando A Hora Mais Escura começa, acompanhamos perturbadoras gravações de ligações telefônicas de vítimas presas dentro das torres gêmeas no atentando de 11 de Setembro que deixou, aproximadamente, três mil mortos. Temos também um rápido lembrete sobre o voo 93, onde passageiros conseguiram derrubar o avião tomado por terroristas para que ele não atingisse seu alvo. A cada voz apavorada que ouvimos diante de uma tela negra, pessoas morrendo enquanto falavam com serviços de emergência ou descrevendo as atrocidades presenciadas naquele dia, é a forma perfeita que Kathryn Bigelow escolhe para cutucar uma ferida que ficou aberta por quase 10 anos, trazendo revolta ao telespectador e, ao mesmo tempo, justificando todas as torturas que um dos agentes da CIA irá fazer para tentar descobrir informações que revelem o paradeiro de Osama Bin Laden. Detalhes que comprometeram a inteligência americana sobre a violação de direitos humanos exposta no longa, fez com que o governo americano, nestes tempos de busca por paz, criticasse o filme por sua abordagem supostamente exagerada sobre as sequências de tortura contra terroristas. Consequentemente, fez com que Kathryn Bigelow e A Hora Mais Escura fossem ofuscados em um Oscar que, em pouco tempo atrás, não hesitaria em premiar diretora e seu espetacular filme como os melhores do ano. O mais irônico dentro de tudo isso é que, na realidade, os americanos batem palmas para o longa longe dos holofotes e eternizam Bigelow por fazer jus a uma procura que parecia ser infinita.

Acompanhamos a história através da agente Maya (Jessica Chastain) que saí dos escritórios de Washington para atuar em campo inimigo. Com o passar do tempo, ela descobre pistas sobre poderosos terroristas que podem estar escondendo Bin Laden.

Quando Guerra ao Terror ganhou o Oscar de 2010, injustamente, por melhor filme, por ser mediano, patriota demais e moldado para vencer premiações, a diretora ex-esposa de James Cameron que até então, não possuía um grande filme em seu currículo. Após ter todos os olhos virados para ela com a premiação de seu filme, pareceu mais do que oportuno que ela logo pegasse um roteiro que expandisse ainda mais sua aclamação. Estaria saindo de um filme patriota que retratava o sofrimento e a perturbação permanente de soldados americanos na guerra contra o Iraque, para um filme de uma caçada dentro de uma guerra contra o mesmo terrorismo, mas que levaria o maior terrorista de todos os tempos ao falecimento. Felizmente, as comparações entre os dois filmes ficam apenas na teoria. A Hora Mais Escura é muito superior à Guerra ao Terror. Não apenas como película, a direção de Kathryn executa o melhor do melhor dentro do tema. A fotografia expressa com extrema precisão, o cansaço, medo e a realidade de estar dentro de um país em que não se pode ao menos sentar para comer em um restaurante sem pensar em ser explodido em um atentado. Assim com a edição exemplar e intensa que faz o ritmo do longa ser incrivelmente forte e prender a atenção do público e fazendo seus 157 minutos passarem voando.

Uma das poucas semelhanças do filme com Guerra ao Terror fica por conta da protagonista. Assim como o sargento William James, Maya vive exclusivamente para o trabalho. O trabalho de Jessica Chastain é surpreendente. A nova queridinha de Hollywood, cuja a carreira deslanchou recentemente (mesmo já estando no ramo há  quase 10 anos), é impressionante em dar vida, contraditoriamente, a uma mulher fria, cujo o treinamento consiste em não passar emoções. O papel de mulher astuta, que é obrigada a responder seus ferozes chefes sob intensa pressão, colaboram gratamente para que Jessica segure com muita intensidade as cenas. Aliás, todo o elenco possuí um desempenho ótimo, junto a direção de atores e o afiado roteiro.

O que A Hora Mais Escura consegue passar com louvor, sem nunca exibir patriotismo banal, é um senso de justiça para pessoas inocentes que tiveram suas vidas arrancadas de forma monstruosa em uma série de atentados, não apenas ao World Trade Center. Assim como também a quantidade de soldados e funcionários que foram vitimas de terroristas. Ou mesmo, dos que se dedicaram anos e anos de suas vidas pessoais para que Bin Laden fosse executado.

Ironicamente o longa foi boicotado pela mesma academia que premiou Guerra ao Terror e Kathryn Bigelow, que também foi esquecida na indicação (merecida) a melhor direção este ano. Talvez esta seja a justiça que está sendo feito pela diretora ter arrancado da mão do ex-marido o prêmio por Avatar. Infelizmente ela deveria estar pagando de outra forma, pois A Hora Mais Escura é um dos melhores indicados ao prêmio que, extremamente competente, será encoberto por políticas menos polêmicas como Lincoln ou Argo.

Nota: 10/10

Ps: Zero Dark Thirty é um termo usado pelo exercito americano para definir um ponto na madrugada (sem um horário, de fato, específico) em que o céu ainda está todo escuro.

10.2.13

Crítica: Lincoln


LINCOLN

EUA, 2012 - 150 minutos
Drama

Direção:
Steven Spielberg

Roteiro:
Tony Kushner

Elenco:
Daniel Day-Lewis, Sally Field, Tommy Lee Jones, Joseph Gordon-Levitt, David Strathairn, Lee Pace, Jared Harris, Hal Holbrook, James Spader, John Hawkes, Tim Blake Nelson, Bruce McGill, Joseph Cross, David Costabile, Byron Jennings, Dakin Matthews, Boris McGiver, Gloria Reuben, Jeremy Strong e David Warshofsky, Michael Stuhlbarg, Walton Goggins, Jackie Earle Haley

* Indicado ao Oscar 2013

Com exceção ao competente As Aventuras de Tintim, Steven Spielberg vem despencando nos últimos anos (mais precisamente desde Munique) perto do que já havia sido. Entrando como produtor executivo em porcarias como Cowboys e Aliens, M.I.B – Homens de Preto 3, Transformers e a direção do chato Cavalo de Guerra.  Agora o diretor de Jurassic Park se redime completamente, trazendo um filme sensível, poderoso e de atuações absolutamente espetaculares. Lincoln é o pedido formal de desculpas de um diretor que passou a vida construindo a história do cinema e nos últimos anos, ajudando a destruí-la.

A trama segue a adaptação do livro de Doris Kearns Goodwin que foca, exclusivamente, a jornada do 16º Presidente dos Estados Unidos para extinguir a escravatura e a guerra dentro do país, que viria afetar permanentemente os americanos e até o mundo.

Tudo dentro do novo longa de Spielberg é admirável. Desde a minuciosa direção de arte, incluindo uma fotografia exemplar e linda, ao roteiro de diálogos excepcionalmente precisos, afiados e memoráveis. Claro que para obter sucesso com tamanha pretensão de história, núcleo e timing, o diretor se encarregou de trazer duas dezenas dos atores mais sensacionais do cinema atual, o que faz, diretamente, Lincoln atingir seu devido patamar. Afinal, em seus longos 150 minutos, Steven abdica da ação para focar em diálogos. E é aqui que estes atores, principalmente Daniel Day-Lewis, Tommy Lee Jones, Sally Field, David Strathairn dão um espetáculo em atuações. Day Lewis, mais que parecido fisicamente com o Presidente, faz uma encarnação esplêndida de Abraham. Seu timing, timbre de voz, expressões e presença de cena transcendem a excelência dos atores coadjuvantes, e espelham o ápice de performance de um dos melhores atores da atualidade. Sua indicação e provável premiação no Oscar este ano como melhor ator é mais do que merecida. É obrigatória.

Spielberg explora em Lincoln, maravilhosamente bem, toda a politicagem que os membros do governo precisam enfrentar. Impressiona o telespectador à reflexões sobre humanidade em cenas que expõe o absurdo e o insensato (o que é muito claro hoje, mas não parecia ser na época) sobre os negros terem a mesmas condições de vida que uma pessoa branca. Pior que isso, questionar se eles possuíam o mesmo grau de humanidade de uma pessoa de pele clara. Também o prazer e a normalidade do que muitos tratavam a compra e venda de escravos negros, utilizando-os até, como forma de investimento patrimonial. Travando uma sangrenta guerra entre parte dos EUA que se dividiu quando o Presidente decidiu fazer uma emancipação para a libertação dos escravos, o diretor americano não poupa o público de ver, mesmo que sobre segundo plano, os horrores e as inúmeras vitimas de uma guerra que, claramente, questiona a crueldade da humanidade.

Com tanta história para ser contada, Lincoln se sustenta de diálogos eficazes e poderosos, certas vezes divertidos, mas como é comum no gênero, sofre levemente com excessos, deixando-o pesado, devidas vezes. Nada que tire sua genialidade ou que não seja rebatido por Daniel Day-Lewis.

Assim como seu concorrente direto (Argo) e outros indicados, como Django Livre e Os Miseráveis, a intensa indicação de Lincoln no Oscar, revela as intenções do prêmio este ano. O que precisamos saber agora é se o filme falso que salvou seis americanos no Irã (Argo) será páreo para competir com 16º Presidente dos EUA. A mensagem de paz e humanidade americana está lançada.

Nota: 9,5/10

7.2.13

Crítica: Argo


ARGO

EUA, 2012 - 120 min.
Drama / Suspense

Direção:
Ben Affleck

Roteiro:
Chris Terrio, Joshuah Bearman

Elenco:
Ben Affleck, Alan Arkin, John Goodman, Bryan Cranston, Tate Donovan, Taylor Schilling, Nelson Franklin, Kerry Bishé, Kyle Chandler, Rory Cochrane, Christopher Denham, Clea DuVall, Victor Garber, Zeljko Ivanek, Richard Kind

* Indicado ao Oscar 2013

É raro, porém, não impossível de se acontecer em Hollywood. Um profissional migrar para outra área da qual é muito conhecido e se dar bem. E se dar muito bem, é raríssimo. Felizmente, este é o caso. Aqui saí o rostinho bonito e uma atuação mediana (que aqui está muito competente) para entrar um Ben Affleck apaixonado. Uma paixão que começou em Medo da Verdade, evoluiu em Atração Perigosa e chega esplendorosamente em Argo. O terceiro longa do novato diretor exibe características de uma mente nova em uma indústria cansada, mas com a qualidade (quase) irretocável de um veterano.

A história verídica conta o inusitado plano da CIA em resgatar reféns no Irã em 1979, quando os EUA deu exílio para o xá Reza Pahlevi e o povo iraniano revoltado, fez 54 reféns na embaixada americana no país. Através do forjamento de um filme falso, o agente Tony Mendez tinha como objetivo levar para casa 6 americanos exilados em uma colônia canadense. Sobre identidades falsas, o grupo tentaria passar pelo aeroporto e, enfim, deixar o país.

Já aparentava uma missão suicida na época. Atualmente então, mais do que concreta, com o mundo tomado por tecnologias. Mas numa época que necessitava até de um intermédio entre uma ligação telefônica e outra, é insano, porém, compreensível. E Affleck entende isso e sabe administrar tudo com força, sem perder certo tom cômico, muito bem vindo. Sempre se policiando para manter a gravidade e intensidade da situação. A narrativa do longa se sobressaí das comuns dentro do gênero por envolver o telespectador com elementos menos maçantes, como acontece com relativa frequência. Possuí uma introdução interessante através de story boards, diálogos e câmeras rápidas sem cair exclusivamente no típico filme que serve como faixa de elogios e patriotismos. Aqui, o novato diretor expressa seu entusiasmo por Hollywood, inclusive à Warner Bros. (da qual não se cansa de elogiar em premiações) em diversos pequenos momentos, como a iconográfica caixa d’água da produtora. Interessante também como mantém os personagens em uma linha única de dramaturgia sem forçar intensas performances, como é de praxe no gênero, a fim de ganhar Oscar. Porém, o belo elenco, aliado a um competente figurinista e fotografo, dá muito bem conta do recado.

Ben Affleck escorrega, por momentos, em exibir certos exageros, como a forçada comemoração de desfecho que questiona o profissionalismo dos envolvidos, principalmente considerando os cargos preenchidos. A sequência desagrada por exibir certa infantilidade na direção, considerando o poder da mesma durante toda a película.  Mas nada que tire os inúmeros méritos de Argo. Que merece, e muito, todos os elogios e prêmios ganhos, mostrando a louvável evolução de um ator que era visto apenas como um rosto bonito. Agora, bonito e respeitável.

Nota: 9,2/10

2.2.13

Crítica: Os Miseráveis


OS MISERÁVEIS
Les Misérables

Reino Unido , 2012 - 158 min.
Musical

Direção:
Tom Hooper

Roteiro:
William Nicholson

Elenco:
Hugh Jackman, Russell Crowe, Anne Hathaway, Amanda Seyfried, Sacha Baron Cohen, Helena Bonham Carter, Eddie Redmayne, Aaron Tveit, Samantha Barks, Daniel Huttlestone

* Indicado ao Oscar 2013

O trabalho do diretor que decide adaptar uma obra consagrada em outros meios, como livros ou quadrinhos, tem a difícil, quase que impossível tarefa de construir uma obra que faça jus à original. Além disso, deve estar preparado para todos os tipos de críticas de fãs xiitas e a falta de força do núcleo da adaptação referente ao inspirado.  Aqui, Tom Hooper decide fazer uma mais uma adaptação do consagrado e ícone de Victor Hugo, Os Miseráveis. Diferente de Zack Snyder, que foi criticado injustamente por alguns críticos, Hooper merece todas as críticas negativas que vem recebendo.

A história passa-se na França do século XIX entre duas grandes batalhas: a Batalha de Waterloo (1815) e os motins de junho de 1832. Conhecemos Jean Valjean (Hugh Jackman), um condenado que é colocado em liberdade depois de 19 anos servindo as gales após ter roubado um pão. Sob um péssimo registro documental, o homem possui problemas em encontrar um novo emprego. Quando é pego roubando novamente, é salvo por um bondoso padre na tentativa de fazer Valjean se redimir por seus pecados. Envergonhado por suas ações, o ex-condenado reaparece oito anos depois como prefeito em Montreuil, uma cidade no extremo sul da França, dono também de uma fábrica. Depois de descobrir que uma das suas funcionárias é demitida de suas instalações e sofre com extrema miséria e imparcialidade de uma cruel sociedade, Jean promete cuidar da pequena Cosette (Isabelle Allen e posteriormente Amanda Seyfried), filha de Fantine (Anne Hathaway) deixada na casa de um casal mais do que suspeito. Quando é desmascarado por Javert sobre sua falsa identidade, Valjean foge constantemente com a garota em busca de uma vida de paz.

Com um elenco extremamente competente e cativante, é praticamente impossível criticar Les Misérables na dramaturgia dos atores em transpor com máxima competência o sofrimento que os personagens são impostos. Competente também é a ambientação e figurino que, minuciosos, transmite cenários ricos e muita beleza, mesmo na miséria. O roteiro é esperto e assertivo na maioria das músicas cantadas pelos personagens, que contam com performances excelentes e surpreendentes. Tudo pendia para que o longa atingisse um grau de excelência, se não fosse uma tenebrosa direção de fotografia que insiste, irritantemente, em forçar o telespectador a todo instante, de forma clichê e, as vezes, até caricata que beira ao ridículo. Mais que isso, conturba a narrativa do filme.

O diretor inglês parece que simplesmente não tem a mínima noção de filmar. Para demonstrar (algumas vezes de forma grotesca) a miséria e a pobreza vivida pela época, Hooper utiliza ininterruptos e incessantes closes que, por horas, atingem limites alarmantes de falta de técnica, como preencher a tela com super closes dos rostos dos atores sem obter clímax necessário para isso, e utilizar de lentes grande-angulares que deformam o rosto dos personagens, em especial, de Anne Hathaway. Há, no mínimo, duas sequências em que as lentes são utilizadas para reforçar (como se o rosto, figurino e a própria sequência) a tristeza vivida por Fantine que consegue deixar a cabeça da atriz desproporcional a seu pequeno corpo e a situação agrava quando o diretor decide subir a câmera e captar um angulo superior. Trabalho amador. A limitada técnica de Hooper ainda restringe o público de conhecer atentadamente o belo trabalho de ambientação construído pela direção de arte ou mesmo, solucionar pequenos impasses narrativos através de jogadas de câmera, como o irretocável Haneke faz. Exemplo da sequência em que Marius (vivido por Eddie Redmayne) volta ao local onde havia escapado com vida de uma chacina feita por oficiais no intuito de eliminar os anarquistas. Ao invés de utilizar a fotografia para expressar os sentimentos do personagem, o diretor mantém o close e faz com que Marius cante seus sentimentos, cena que rapidamente teria mais efeito e não envolveria o público em um roteiro que não exibe apenas maravilhosos diálogos em tom musical, mas conta com excessivos detalhamentos (mastigados) que incomodam dentro de um filme deste nível. Sem contar a incapacidade critica de Tom em utilizar ângulos que não tornem as tomadas em close todas parecidas ou até mesmo iguais. Inúmeras vezes o diretor se limita em filmar os atores de baixo para cima e focar toda a música cantada por eles e fazer o desvio de cenas com tomadas superiores e força os competentes atores a se rebaixarem em sua medíocre e passada técnica de personagens tristes que cantam para o céu esperando uma intervenção divina. Como se não fosse forçado o bastante, parece que houve um pedido para que as legendas do filme fossem jogadas para os cantos da tela para não interferirem nas tomadas, deixando-as ainda mais infelizes. Dentro disso, o filme foge do desastre pela extrema competência vinda de Hugh Jackman, Russel Crowe, Anne Hathaway (que apesar de todos os elogios possuí uma aparição menor do que o reconhecimento feito nas premiações), o ótimo elenco secundário, contando com os divertidíssimos Sacha Baron Cohen e Helena Bonham Carter que amenizam o palco de lamentações construído pelo diretor.

Inúmeros elementos ótimos, como a própria fonte da adaptação, os atores, uma ambientação sensacional e bela, Os Miseráveis sofre um impacto frontal com a falta de capacidade de um diretor em compreender a necessidade de uma execução competente na fotografia para estabelecer uma comunicação e uma narrativa mais astuta e precisa, fazendo toda a narrativa fluir. O fato do longa estar concorrendo a inúmeras categorias no Oscar, inclusive de melhor filme, mesmo possuindo uma autodestrutiva e imperdoável fotografia, mostra como os membros da academia possuem uma queda cega por musicais, sejam eles quais forem.

Nota: 6,8/10