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10.1.13

Crítica: V/H/S


V/H/S

Estados Unidos, 2012 - 116 min.
Horror

Direção:
Matt Bettinelli-Olpin, David Bruckner, Tyler Gillett, Justin Martinez, Glenn McQuaid, Radio Silence, Joe Swanberg, Chad Villella, Ti West, Adam Wingard

Roteiro:
Brad Miska, Simon Barrett

Elenco:
Calvin Reeder, Lane Hughes, Adam Wingard



V/H/S foi escolhido para o cultuado Festival de Sundance e acabou assustando muita gente. Dirigido por seis cineastas diferentes, a fita se auto denominava o filme mais assustador de 2012. Não posso afirmar se o longa realmente é o mais assustador do ano, mas o mais babaca, este com certeza já levou o prêmio.

Os cineastas parecem esquecer o mínimo... simplesmente o básico da construção de um filme: roteiro. Os micros vestígios de uma história se dispersam completamente pela falta de coerência, construção de um arco dramático ou mesmo o minimo de identificação com o público, o que parece ser pedir demais se formos analisar que quase não consegue se enxergar os mesmos em tela.

A película tenta sobreviver durante intermináveis 2 horas (duração excessivamente longa para uma produção deste gênero, pois o balanceamento da câmera, entre inúmeros elementos deste estilo fazem com que o telespectador tenha enjoo com facilidade, vertigem e não consiga assimilar com facilidade o que se enxerga) de pequenos curtas contando histórias e lendas de lugares remotos e distintos, que também não seguem o básico de coerência já que os diretores decidem em fazer uma "mistureba" de subgêneros. Algumas tão incompreensíveis para a proposta do longa que só denuncia ainda mais a absurda falta de estrutura que em nenhum momento atinge o telespectador como um filme. É como assistir diversos vídeos aleatórios no You Tube. Simples assim. Todas as cenas perdem força por não existir um arco dramático, literalmente. Parece que alguns erros foram cometidos propositalmente devido as inúmeras e gritantes apelações dos realizadores em segurar a atenção do telespectador. Sem qualquer tipo de conexão ou ligação. Isso por si só já seria tão medíocre que V/H/S não poderia ser classificado como um longa metragem ou deveria ser banido dos cinemas. Afinal o longa nega o básico do cinema ao telespectador, o que o torna abominável.

Nota: 0,5/10



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