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9.1.13

Crítica: Um Sonho de Amor


UM SONHO DE AMOR
Io sono l'amore

Itália, 2009 - 120 min.
Drama/Romance

Diretor:
Luca Guadagnino

Roteiro:
Barbara Alberti, Ivan Cotroneo, Walter Fasano, Luca Guadagnino

Elenco:
Tilda Swinton, Flavio Parenti, Edoardo Gabbriellinim, Alba Rohrwacher, Pippo Delbono


Um Sonho de Amor expõe as origens que o cinema Italiano tenta retornar, que já lhe deu com louvor a classificação do melhor cinema do mundo. E com sucesso, Luca Guadagnino homenageia e se inspira nos renomados diretores italianos, sem deixar sua própria originalidade de lado. 

Apesar do longa de Guadignino se remeter superficialmente ao gênero romance, é de libertação que o filme do calouro italiano se trata. A peculiaridade com que Luca cria a família Recchi é exemplar e irrepreensivelmente magnifica. A sofisticação, beleza, ambientação e o figurino, em especial dos Recchi, são de um extremo bom gosto. Igualmente competente, torna-se a sua direção de atores, dando o tom burguês, respeitador e conservador ideal para expor de fato, que todas as atitudes vindas das personagens femininas do longa, são indiscutivelmente destrutivas para a imagem criada pela família. 

A falta de identificação pessoal e a pressão impostas automaticamente por fazer parte de uma família de imagem impecável, faz com que Emma (vivida pela fantástica Tilda Swinton) não se remeta apenas a infelicidade em seu distante casamento, mas que sacrifique sua própria liberdade de se expressar, até mesmo culturalmente, pois Emma é a único membro da família que é de origem russa, e parecem não esquecer disto um instante sequer, apesar da educada e respeitosa relação. Por intervenção de seu filho Edoardo, ela acaba por conhecer Antonio, onde não viverá apenas uma impulsão romântica, mas a fará de fato encarar o que sempre soube: não faz parte da família Recchi. 

A direção madura de Guadagnino se mantém resistente em todos os aspectos que tornam Um Sonho de Amor belo em todos os sentidos. O único problema que o diretor italiano não consegue escapar de fato é da falta de conexão a amorosa e não apenas sexual entre a protagonista e Antonio, o que acaba pesando muito no trágico terceiro ato. 

O cinema italiano pode ainda não ter alcançado novamente o titulo de melhor cinema do mundo, mas Luca Guadagnino mostrou que o mais belo, ele pode ser com certeza.

Nota: 8/10

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