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10.1.13

Crítica: Tudo Pelo Poder


TUDO PELO PODER
The Ides of March 

Estados Unidos, 2011 - 101 min.
Drama

Direção: 
George Clooney

Roteiro: 
George Clooney, Grant Heslov, Beau Willimon

Elenco: 
Ryan Gosling, George Clooney, Evan Rachel Wood, Philip Seymour Hoffman, Paul Giamatti, Marisa Tomei, Max Minghella, Jeffrey Wright


George Clooney retorna aqui, após cinco anos ausente, ao seu posto como diretor. Seu último trabalho, "O Amor Não Tem Regras" contrastou negativamente com sua calorosa recepção em "Boa Noite, Boa Sorte". Mas aqui está "Tudo Pelo Poder" para reafirmar que além de um ator maravilhoso, Clooney possui um olhar de direção poderoso.

Na trama, conhecemos Stephen Meyers (Ryan Gosling), inteligente e meio ingênuo assessor de comunicação política para a eleição do Governador Mike Morris (George Clooney), cujo o trabalho é executado com extrema competência. Até demais, para a concorrência. A medida que revelações pessoais de alguns funcionários da campanha vão surgindo, aliado a conflitos de interesse, o mundo de Meyers começa a mudar radicalmente.

Clooney mostra sabedoria em lidar com o soberbo elenco e administra-lo de maneira que todas as suas estrelas brilhem. Afinal, não é todos os dias que temos Ryan Gosling, o próprio Clooney, Paul Giamatti e Phillip Seymour Hoffman no mesmo elenco. A sintonia beira a perfeição quando os atores entendem perfeitamente a substancia de seus papeis e não transformam seus momentos em disputas de performances. Com uma técnica sútil e irrepreensível, tudo favorece o longa aos seus elogiáveis alcances.

Mas nada fica mas claro em "Tudo Pelo Poder" que sua mensagem sobre o mundo da politica (apesar do roteiro pecar um pouco pela simplicidade empregue em sua abordagem, havendo certa dispersão, mas nada que comprometa o resultado). Há certo momento do filme, em que um personagem defende bravamente os ideais de seu candidato, do que ultrapassa as barreiras profissionais, e faz com que ele realmente acredite no que está "vendendo" e é quando outro diz: "Você pode se decepcionar muito com ele. Nada é tão simples quanto aparenta ser". Em ditado popular: nem tudo o que reluz é ouro. De fato, não. 

Interessante que o longa foge dos retratos de filmes como "Frost/Nixon" ou "Intrigas de Estado" sem perder sua essência politica. Sem apelar para tramas "bola de neve" ou políticos descaradamente corruptos, a película expõe o jogo de blefes, chantagens e medidas que precisam ser necessárias para que o objetivo seja atingido, mas faz questão de mostrar a todo o instante que não importa o quão honesto ou corrupto um candidato seja, mas sim a sua imagem que será retratada na mídia e nas melhores hipóteses, arranjar um podre do concorrente e fazer a informação vazar nos jornais. Sendo verdadeira ou não, no fim nada importa. O candidato afetado perderá no minimo um dia se explicando e tudo o que se precisa é de tempo. O desgaste dele é a maior arma. E neste meio fio, salve-se quem puder.

Nota: 8,3/10



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