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10.1.13

Crítica: Ted

TED

Estados Unidos, 2012 - 106 min. 
Comédia

Direção: 
Seth MacFarlane

Roteiro: 
Seth MacFarlane, Alec Sulkin, Wellesley Wild

Elenco: 
Mark Wahlberg, Mila Kunis, Seth MacFarlane, Giovanni Ribisi, Joel McHale, Patrick Warburton, Matt Walsh, Jessica Barth, Patrick Stewart

O gênero de comédia dentro do cinema hollywoodiano vem sofrendo pela falta de criatividade dos diretores e roteiristas que, em meio a mesmice, é cada vez mais raro um longa original e realmente engraçado. Talvez o mais bem sucedido deles tenha sido "Se Beber, Não case", há 3 anos atrás. Sob este mercado saturado, porém, improdutivo, Ted chega para trazer um respiro a meio de comédias românticas cafonas e infelizmente, não obtém o resultado que se esperava.

Na trama conhecemos o pequeno John que, sem nenhum amigo, deseja que o ursinho ganhado em seu aniversário ganhe vida para que ele possa ter um amigo para brincar. Incrivelmente, o ursinho ganha vida e eles juram um pacto de amizade pelo resto da vida onde, com os passar dos anos, vai influenciar diretamente no futuro do relacionamento de John (já crescido) e de Lori.

O diretor Seth MacFarlane, também responsável pela famosa série de tv "Uma Familia da Pesada", adota aqui uma linguagem narrativa semelhante ao longa de Todd Phillips (Se Beber, Não Case), onde o humor negro, palavrões intermináveis e piadas de todos os tipos tomam conta do projeto em uma linha irresponsável e imatura. Diferente de Phillips, que possuía personagens e atores extremamente divertidos e apropriados para fazer toda a loucura de seu longa ser de fato divertida, MacFarlane erra a mão por escolher o indigesto Mark Wahlberg para o protagonista. Apesar da idade ser apropriada para o longa, Wahlberg não possui carisma ou mesmo competência para segurar a plateia no estilo do personagem "Stu" (O dentista de Se Beber, Não Case cujo personagem também é bobo, porém, diverte pela sua inocência) deixando que toda a carga cômica do filme sobrecarregue em cima de um urso feito em CGI. Apesar do propósito de Ted é a primeira vista trazer espanto pela voz fortemente masculina em um urso "inocente", fracassa pelo exagero de situações que o personagem é exposto numa clara tentativa de suprir a falta de expressão do bicho de pelúcia (já que em diversos filmes, em especiais, os de comédia, é perfeitamente natural o improviso de expressões, falas e gestos) que infelizmente não podem ser supridos pela computadorização gráfica, deixando muito do humor do longa, sem graça. E com uma direção fraca de atores, nem Mila Kunis consegue segurar o projeto.

Em meio a um roteiro dispersivo, que foca-se a primeira vista, expôr de forma degradativa e depreciativa os personagens a tão grosso modo, que em horas, tornam-se insuportáveis. Após um sessão interminável de situações e piadas fracassadas, próximo ao meio do segundo ato, o longa decide prosseguir o roteiro com uma história tão previsível quanto seu desfecho.

O que salva Ted de ser uma bomba, é que apesar de toda a incompetência de Seth MacFarlane em tentar criar um novo Se Beber, Não Case sob outros moldes, é que igual Todd Phillips, o diretor de "Uma Família da Pesada" consegue divertir, em certas horas, o telespectador com situações cômicas que envolvem resgatar a nostalgia de personagem iconográficos do cinema e series de TV, junto a sátira de filmes e atores de sucesso atual. Mas isso não é desculpa para perder seu tempo com esse filme. Se quer nostalgia aliado a muita diversão, vá ver Scott Pilgrim contra o mundo. 

Nota: 4,5/10 

Um comentário:

  1. LUCAS, DISCORDO DE VOCÊ,ESTE É UM FILME QUE MERECERIA PELO MENOS UMA NOTA 7...

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