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9.1.13

Crítica: Prometheus

PROMETHEUS

EUA , 2012 - 124 minutos 
Ficção científica / Horror

Direção: 
Ridley Scott


Roteiro: 
Jon Spaihts e Damon Lindelof


Elenco:
Noomi Rapace, Michael Fassbender, Charlize Theron, Idris Elba, Guy Pearce, Logan Marshall-Green, Sean Harris, Rafe Spall, Kate Dickie, Benedict Wong, Emun Elliott, Patrick Wilson



A volta de Ridley Scott ao gênero que ele, junto de Stanley Kubrick, James Cameron e uma limitadíssima lista ajudou a criar, não apenas criou uma imensa expectativa sobre como seria o resultado do tal audacioso projeto, mas um alvoroço ao saber que de uma forma, a nova criação do diretor, influenciaria na sua maior obra-prima: Alien, O Oitavo Passageiro. Posso com certeza afirmar que Prometheus é realizado, em sua maior parte, de uma extrema competência, mas aqui o fato é apenas um: eis que o criador de uma das maiores ficções cientificas de todos os tempos não conseguiu se superar. Vamos aos fatos.

A todo instante Prometheus bebe da fonte de Alien, e através dela aperfeiçoa não apenas os efeitos especiais do longa original, mas toda a tecnologia de todo o ambiente em que o filme se passa, ousa em criar outras, e espanta pela criatividade.

Propositalmente ou não, Scott reconstrói toda a estrutura de personagens do original e para quem o assistiu é simples identificar: temos os curiosos, o gênio, os que abordaram a nave apenas por dinheiro, a durona e os medrosos que precisam preencher números no elenco, afinal, é sempre deles que vêm as mortes. Tudo o que o diretor pode fazer pra reformular Alien em uma nova ambientação e garantir o próximo passo de criação é feito, porém, um erro extremamente comum dentro de Hollywood, que diretores do nível de Ridley (especialmente neste caso) não costumam cair: Prometheus quer explicar mais do que deve, quer inventar mais do que pode, quer mastigar mais do que o necessário, com medo de que os novos telespectadores não compreendam a complexidade de sua criação. Era o que Alien nunca fez. Foi o que deu certo e é exatamente por estes motivos que hoje ele é o que é. O filme porém, anda perfeitamente até 1:20 de projeção, a medida que a complexidade vai se desenvolvendo, o susto de que muitos não compreendam o que está em tela  parece tomar o diretor, que simplesmente começa a mastigar explicações sobre o que está acontecendo e é tão desnecessário por que sua criação é tão sublime e sensacional que não precisava de explicações, era a arte esculpida em sua complexidade, uma arte que enfraquece ao longos dos 40 minutos finais.

Em resumo aos erros e acertos, felizmente os acertos acabam sendo maiores. Ainda sim é um filme imperdível, mas infelizmente não o esperado... não completamente pelo menos.

Nota: 7,5/10

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