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10.1.13

Crítica: Perigo por Encomenda


PERIGO POR ENCOMENDA
Premium Rush

Estados Unidos, 2012 - 91 min.
Ação/ Thriller

Direção:
David Koepp

Roteiro:
David Koepp, John Kamps

Elenco:
Joseph Gordon-Lewitt, Michael Shannon, Dania Ramirez

David Koepp é um cineasta/roteirista que já participou de muitas produções de nome em Hollywood, como Jurassic Park e Missão Impossível e, através dos anos, cometeu alguns erros artísticos durante sua carreira. É difícil para meros mortais entender como alguém que depende de investidores para trabalhar consegue cometer tais erros e ainda ter credibilidade no mercado. M. Night Shyamalan é especialista nisso, todos sabem. Mas diferente de Shyamalan que, em teoria, possuí interessantíssimos projetos que definitivamente são destruídos por sua péssima direção, Koepp aqui, conseguiu convencer os investidores com um projeto criativamente até ousado, mas insano do ponto de vista mercadológico. Um filme de ação de... Bicicletas. Sim, bicicletas. E após 1 hora e meia de projeção, devo presumir que David Koepp deva ter uma lábia tão assustadora quanto Hitler tinha, por que “Perigo por Encomenda” é, por razões obvias, parcialmente falho especificamente por sua ideia central: um filme de ação sobre bicicletas. 

Na trama simplória, conhecemos o mensageiro Wilee (vivido por Joseph Gordon Lewitt) cuja a vida é percorrer diariamente a caótica Nova York em cima de sua bicicleta em menor tempo possível para entregar suas encomendas. Apesar do trabalho não pagar bem, é a vida que Wilee sempre sonhou. Em um dia que parecia como qualquer outro recebe um pacote para ser entregue quando é abordado por um policial que exige que o conteúdo seja entregue. Se negando, o mensageiro tenta fugir e a partir daí, começa uma (não tão) eletrizante corrida pela cidade para entregar o pacote antes que o psicótico policial o detenha. 

Mesmo com uma edição precisa e de cortes bruscos, Perigo por Encomenda não convence como um filme de ação. Não há força o suficiente para isso. O diretor utiliza de técnicas vindas direto de jogos consagrados como Tony Hawk e GTA para tentar suprir esta necessidade e a única coisa que consegue de fato, é deixar o longa uma experiência interessante para amantes de jogos como os citados anteriormente. Fato que logo é corrompido por intensos exageros em movimentos acrobáticos e apetrechos tecnológicos que parecem ter vindo de um primo pobre de James Bond. Para nós brasileiros, a experiência é ainda afetada pelo fato de que a vida de Wilee pouco difere da vida dos motoqueiros de São Paulo, então cientes dos absurdos que passam, o longa de Koepp se mostra ainda mais fantasioso. 

O diretor também mostra outro inusitado esforço para colocar o concorrido Joseph Gordon Lewitt como protagonista que, com falta de conexão com o personagem, junto de sua imagem, cooperam ainda mais para que a ideia (parcialmente) inovadora do diretor americano não empolgue, de fato. Pouco colabora o resto do elenco.
Por fim, o que Perigo por Encomenda consegue fazer se pensar, é como uma ideia dessas foi para frente em uma Hollywood sedenta por efeitos especiais e histórias mirabolantes. Seria uma boa, se não fosse falha.

Nota: 5,5/10

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