Procure uma crítica

9.1.13

Crítica: A Pele que Habito


A PELE QUE HABITO
La Piel que Habito 

Espanha , 2011 - 117 minutos 
Terror

Direção: 
Pedro Almodóvar

Roteiro: 
Pedro Almodóvar, Thierry Jonquet (romance)

Elenco: 
Antonio Banderas, Elena Anaya, Blanca Suárez, Jan Cornet, Marisa Paredes

O que não falta no mundo, são loucos. Essa afirmação se conclui também entre os cineastas. Mas ser louco e genial ao mesmo tempo, é uma característica rara, que felizmente, Pedro Almodóvar tem de sobra.
A Pele Que Habito traduz na pratica toda a essência citada anteriormente de um cineasta incomum, que da forma mais bizarra e doentia, constrói sob seu próprio olhar, uma versão moderna de O Médico e o Monstro.

O diretor espanhol sabe como poucos, se adaptar as necessidades narrativas sem perder a sua própria identidade, que são facilmente distinguidas em seus projetos desde os letreiros dos créditos iniciais à palheta de cores berrantes que remetem a uma arte de certa forma cafona (quase que beirando o trash), mas sempre traz algo genial a ambientação que a película se propõe.

A comparação ao clássico de 1971 é bastante descritiva em relação a história do longa, que prefiro não comentar para não perder o impacto do filme. Mas inevitavelmente tal comparação e inspiração de fato, faz com que A Pele Que Habito seja levemente decepcionante pela previsibilidade que o longa expõe após o final do segundo ato, perdendo a oportunidade de um impactante final, a nível de Má Educação, uma das maiores (se não a maior) obra-prima do cineasta. Entretanto, não há nada que de fato tire o brilhantismo do novo filme de Almodóvar. Imperdível como sempre.

Nota: 9/10

Nenhum comentário:

Postar um comentário

(Comentários de baixo calão serão moderados e excluídos)