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9.1.13

Crítica: Pecados Íntimos


PECADOS ÍNTIMOS
Little Children 

EUA, 2006 - 130 min.
Drama

Direção: 
Todd Field

Roteiro: 
Todd Field e Tom Perrotta

Elenco: 
Kate Winslet, Jennifer Connelly, Patrick Wilson, Jackie Earle Haley, Gregg Edelman, Noah Emmerich, Phyllis Somerville, Mary B. McCann, Jane Adams



Apesar do título Pecados Íntimos não afetar o propósito do longa, “Criancinhas" (Little Children) titulo original do filme e do livro do qual se baseia, é ideal para transpor toda a passividade, comodismo e necessidade de auto afirmação dos personagens principais. 

Sarah (Vivida excepcionalmente bem por Kate Winslet) e Brad (papel feito pelo ótimo Patrick Wilson) vivem em situações bem parecidas: ambos são infelizes no casamento e o sucesso de seus respectivos marido e esposa os fazem sentir como dois mortos vivos em uma vida pacata e rotineira. O bairro que ambos vivem, de classe media alta, é habitado por criaturas tão maturas quanto folhas de sulfite, possuem hábitos, manias e atitudes típicas de pessoas que vivem do comodismo de não ter que se preocupar com absolutamente nada que não seja suas casas impecáveis ou seus filhos perfeitos. Tudo seria tão esplendido se não fosse um vizinho com distúrbios sexuais (atuação fenomenal de Jackie Earle Haley) que vira símbolo de terror e perigo dentro da vizinhança.

O romance vivido pelos protagonistas não explora a ideia da infidelidade, mas da infantilidade e negação do comodismo de ambos. Assim como crianças imaturas, que agem sem pensar, os dois vivem uma serie de acontecimentos excepcionalmente criveis e em um time que chega a espantar pela qualidade do quase estreante Todd Field, onde no fim das contas mostra a verdadeira face de fingir ser quem não é, afinal, o único afirmar que possui problemas e precisa de ajuda é o vizinho pervertido. Uma ironia. A direção de Field seria irretocável se não fosse a narração mastigada que o diretor insiste em explicar sentimentos do arco dramático que, para um espectador mais atento é completamente desnecessária, que demonstra não confiar totalmente em seu público, mas nada que consiga apagar o brilhantismo desenvolvido por ele.

Nota: 9/10


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