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9.1.13

Crítica: Pecado da Carne

PECADO DA CARNE
Einayim Petukhoth

Israel, Alemanha, França, 2009 - 97 min.
Drama

Direção:
Haim Tabakman

Roteiro:
Merav Doster

Elenco:
Zohar Shtrauss, Ran Danker, Tinkerbell, Tzahi Grad



Pecado da Carne é um longa israelense polêmico, que retrata um romance entre dois homens judeus dentro do fechado ciclo judaico. 

Haim Tabakman cria o ambiente perfeito para retratar a desgraça e angustia interna que o protagonista (Aaron) vive e finge estar tudo bem. A palheta de cores frias e quase que monótomas, aliado a um cenário pacato e tudo de certa forma as ruínas, ajudam a construir a ambientação que o longa quer transmitir, que diz internamente que tudo ainda esta de pé, mas fraco, sem forças e acabando aos poucos. O diretor israelense sabe utilizar do judaísmo e suas culturas de maneira coerente e correta para criar todo o moralismo e barreiras que estão entre os protagonistas, que de forma competente, transmite toda a tensão que a sociedade impõe e pressiona em suas costas, pouco ajuda também, o fato de ser casado e ter filhos.

Os problemas que o longa carrega são de fato a falta de afeição no relacionamento dos protagonistas, que de certa forma, é mal desenvolvido por não ficar claro as verdadeiras intenções de Aaron (vivido por Zohar Shtrauss). Tabakman utiliza de belíssimas cenas silenciosas, que enfocam olhares nunca inexpressivos, mas de fato, as cenas amorosas entre os dois carecem de diálogos e eis que surge a dúvida. Afinal, ele usa Ezri (Ran Danker) para sair da miserável vida em que vive ou realmente o ama? É uma dúvida, que nem mesmo, as resoluções do terceiro ato realmente deixa explicito. Até aí ainda não seria verdadeiramente um problema, entretanto, uma atitude extremista do protagonista no ato final confirma que o problema não está na subjeção das cenas e sim numa falha de roteiro. Apesar da frieza que a religião e da pressão que caem em cima de Aaron, uma refinada na história facilmente ajudaria desenvolver o longa com mais clareza.

Nota: 7,5/10

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