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9.1.13

Crítica: O Vingador do Futuro


O VINGADOR DO FUTURO
Total Recall 

Estados Unidos , 2012 - 118 min. 
Ficção científica

Direção: 
Len Wiseman

Roteiro: 
Kurt Wimmer, Mark Bomback

Elenco: 
Colin Farrell, Kate Beckinsale, Jessica Biel, Bryan Cranston, John Cho, Bill Nighy, Bokeem Woodbine, Will Yun Lee, Milton Barnes, James McGowan, Natalie Lisinska


Quando a Columbia decidiu fazer o remake de "O Vingador do Futuro" e pediu para o roteirista Kurt Wimmer retirar toda parte "trash" do original, incluindo o próprio planeta Marte, para focar em algo futurista porém realista. Os fãs da obra de 1990 e de Philip K. Dick bateram o pé. Convirmos que o cinema atual é extremamente o oposto do começo de 90 e os "blockbusters trashs" eram muito melhores aceitos, até mesmo por que a humanidade ainda andava a curtos passos com os computadores, então de certa forma, tudo era possível. Hoje como tudo é mais acessível e o próprio cinema começou a caminhar para obras mais dentro da realidade pela melhor aceitação do público em relação a uma possível realidade que a humanidade poderia caminhar, em termos de tecnologia e sua adaptação na vida das pessoas. Analisando estes motivos, é fácil entender as decisões dos produtores executivos em dar uma cara mais "atual" ao remake. Quem dera se o problema fosse esse.

Não fica muito claro quais foram as verdadeiras intenções de Wiseman quando decidiu dar identidade ao longa atual. Facilmente podemos ver traços de Minority Report, A Identidade Bourne, uma pitada de Eu, Robô e uma dose especial de Tron: O Legado. Se considerarmos que Minority Report é uma obra também do próprio Philip K. Dick, ficam menos claras as culpas dos plágios de O Vingador do Futuro. Seria uma salada mista sem criatividade e insonsa se não tivesse uma surpreendente criação gráfica do mundo que o longa se passa. Coisas interessantes como o transporte usado para "cortar" o planeta de um lado para outro, assim como o design das metrópoles e as mais inusitadas e verdadeiramente eficientes tecnologias que trazem personalidade próprias e tiram o remake do plágio completo. 

O mais irônico dentro da proposta do remake é que se Zimmer ou Wiseman tivessem seguido a risca o que "Total Recall" (vou usar o nome original para que quando alguém for assistir tente assimilar com o que eu quero dizer) propõe no inicio do filme, consertando alguns buracos no roteiro aqui e ali, e o polissem para que não parecesse a todo instante que o roteiro foi escrito sem uma releitura do mesmo, aparecendo informações e situações tão de "última hora", que é evidente que foram jogadas para alienar o telespectador que o projeto realmente é mais complexo do que parece. O que é uma besteira. Mas se tivesse mantido a primeira ideia que propõe, depois de todas as reviravoltas que o roteiro tenta fazer, não só seriam felizes no resultado final, como traria um longa com resultados extremamente surpreendentes e facilmente seria relembrado não apenas como um remake que falhou ou mal planejado, mais uma nova perspectiva sobre a obra. O desperdício abundante do diretor e roteirista são indigeríveis, vendo que ambos em outros projetos, já cometeram os mesmos erros amadores, que geralmente acontecem com cineastas principiantes e alucinados com o poder que foram-lhe concedidos.

Nota: 6/10

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