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9.1.13

Crítica: O Noivo da Minha Melhor Amiga


O NOIVO DA MINHA MELHOR AMIGA
Something Borrowed 

Estados Unidos, 2011 - 109 min. 
Comédia / Romance

Direção: 
Luke Greenfield

Roteiro: 
Jennie Snyder

Elenco: 
Ginnifer Goodwin, Kate Hudson, Colin Egglesfield, John Krasinski, Steve Howey


Por ser um gênero extremamente saturado, as comédias românticas estão a cada ano perdendo o brilho e o encanto de suas reinvenções, apelando para clichês que acabam sendo remodelados por atores com rostos e corpos perfeitos, tentando desesperadamente encobrir os buracos dos roteiros. E por todos estes problemas e desafios, 500 Dias com Ela é uma das comédias românticas mais sinceras, delicadas e criativas da última década, porém, estamos aqui para falar de O Noivo da Minha Melhor Amiga, e este, é o cumulo da mediocridade.

Não é apenas pelos inúmeros clichês do gênero que o longa de Luke Greenfield fracassa, mas pela falta de bom senso (infelizmente é realmente este o termo) de não apenas apelar por tudo o que já foi criado, mas por tentar persuadir o espectador através de personagens caricatos e um roteiro vagabundo uma história de amor que não apenas se baseia no afeto entre os dois protagonistas do título, mas que tenta justificar as ações dos mesmos através de construções fracas e artificiais, que já seriam satisfatoriamente ruins, entretanto, tornam-se péssimas e imorais por construir a noiva traída num ser absurdamente superficial, ingrato e egoísta, que descaradamente encoraja o que seria um romance proibido, torna-se muito mais que aceito, pois Greenfield não deixa o minimo remorso ou qualquer sentimento que realmente questione o que está acontecendo, um erro absurdamente inaceitável dentro da situação que o longa se propõe. 

A verdade é apenas uma, O Noivo da Minha Melhor Amiga era um filme que facilmente era pra ser inexistente, não por que não aja qualquer tipo de reparo, mas que se não fosse baseado em um livro, poderia facilmente ser processo por plágio de "O Casamento do Meu Ex", que entrega basicamente o mesmo que Luke tenta trazer aqui, a diferença é que apesar que o longa dirigido por Galt Niederhoffer não ser uma referência ou uma inspiração, ao menos traz personagens mais carismáticos e um clima que não beira filmes da Disney. E não é um elogio.

Nota: 3/10


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