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9.1.13

Crítica: O Menino do Pijama Listrado


O MENINO DO PIJAMA LISTRADO
The Boy in the Striped Pijamas 

EUA / Reino Unido , 2008 - 95 min.
Drama

Direção: 
Mark Herman

Roteiro: 
Mark Herman

Elenco: 
Asa Butterfield, Zac Mattoon O'Brien, Domonkos Németh, Henry Kingsmill, David Thewlis, Vera Farmiga, Jack Scanlon


“A infância é medida por sons, aromas e visões, antes que o tempo obscuro da razão se expanda." John Betjeman

É sobre esta frase que O Menino do Pijama Listrado, filme do diretor inglês Mark Herman toma suas formas e define seus tons. Sob a inocência de uma criança somos submetidos a ver por outros aspectos, como as verdadeiras monstruosidades feitas pelos nazistas não somente eram escondidas publicamente, mas até mesmo de muitas pessoas que em teoria defendiam a causa. 

Escalar Asa Butterfield para viver o encantador Bruno é uma das escolhas mais certeiras para fazer com que o projeto se firme e valorize dentro de seus conceitos, Butterfield é uma das crianças mais magnificas de Hollywood, com um olhar penetrante, altamente carismático, doce e puro, e utiliza-lo como guia para o telespectador ir tomando conhecimento do perigoso mundo que o cerca, se não fosse pela situação em si, exalaria um prazer inacreditável. Alias, a escalação de todo o elenco segue uma qualidade incontestável, como Vera Farmiga e David Trewlis. 

O problema que acaba incomodando inevitavelmente o longa de Herman é o fato da necessidade de ser comercial, de precisar ser menos radical dentro de seus propósitos para ser bem aceito por todo publico no mundo todo, não apenas aos fãs do livro, da qual a película se baseia. Retratar o nazismo dentro da Alemanha e ter que usar o inglês para se comunicar soa quase uma ofensa ao propósito que o diretor inglês parece ter se comprometido tanto, assim como elementos de ambientação e cenário pseudo-cults que Hollywood infelizmente cria como padrão em películas deste tipo, assim como o próprio elenco, que apesar de estar em geral muito bom, em especial o jovem Asa, poderia ser substituído por legítimos germânicos. Ao menos o inglês utilizado durante a projeção é o britânico e a falta de sangue germânico dos atores compensam pela qualidade dos mesmos.

Nota: 7,5/10

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