Procure uma crítica

17.1.13

Crítica: O Lado Bom da Vida


O LADO BOM DA VIDA
Silver Linings Playbook

Estados Unidos, 2012 - 120 min.
Comédia / Drama

Direção:
David O. Russell

Roteiro:
David O. Russell

Elenco:
Bradley Cooper, Jennifer Lawrence, Robert De Niro, Chris Tucker, Julia Stiles, Shea Whigham, Anupam Kher, Jacki Weaver, Dash Mihok

* Indicado ao Oscar 2013

Difícil trabalho os diretores possuem. Primeiro, porque nem sempre é possível trazer algo realmente inovador dentro de um filme. Segundo, porque ainda mais difícil, é retratar um longa simples, de maneira magnífica. Coisa rara, na verdade. Nisso, Marc Webber se destacou, com 500 Dias com ela. E o trabalho de David O Russell agora, em O Lado Bom da Vida, repete a formula de Webber, transpondo uma simples e conhecida história, de maneira magnificamente única, precisa e que conta, exclusivamente, com a excelência de seus atores. Competente, O. Russel extraí a melhor atuação da carreira de Bradley Cooper.

A história retrata Pat (Cooper), um homem que sofre de distúrbio de bipolaridade, e um dia, perde toda a sua vida indo parar em um hospital psiquiátrico por quase ter matado o amante de sua esposa, em um acesso de raiva. Com ordem de restrição à esposa, ele volta a morar na casa dos pais para tentar recompor sua vida e assim, ter sua esposa de volta. Em um jantar familiar na casa de um amigo, Pat conhece Tiffany (Jennifer Lawrence), uma jovem perturbada e deprimida pela repentina e absurda morte de seu marido. Entre uma discussão e outra, ambos enxergam a possibilidade de superarem seus problemas com mútua ajuda.

De trama simples, o diretor americano concentra-se basicamente em uma edição veloz, diálogos afiadíssimos, atuações e personagens maravilhosos e totalmente conectados. Sem ser deprimido demais, David sabe incluir um sutil humor em situações delicadíssimas, que em uma ocasião real beiraria o trágico, que aqui, são retratadas com um bom senso de humor, sem nunca parecer exagerado. Consegue expor todas as consequências da doença do personagem principal, sem ser deprimido demais. Para conectar o telespectador à Pat, O. Russel casualmente utiliza de uma narrativa que retrata toda a situação decorrente em diversas partes do longa, através da visão do personagem, fazendo com que o público compreenda, as vezes, as bizarrices cometidas pelo protagonista.

Mas tudo seria inválido se não contasse com atuações brilhantes. A interação entre Bradley Cooper e Jennifer Lawrance é maravilhosa e divertidíssima. Muito ajuda também o elenco secundário, como Robert De Niro, como um pai obsessivo-compulsivo de Pat e Chris Tucker, como o amigo louco que frequentemente foge da clínica psiquiátrica. Quando o diretor decide colocar todos em cena de uma só vez, atinge o ápice da película. É um show de grandes. E o enquadramento de David capta com perfeição toda esta exalação.

O Lado Bom da Vida quer nos passar superação. Superação não de apenas conseguir seguir em frente, mas de entender que o que era bom antigamente, nem sempre é o melhor para nós agora. Que por mais feia e terrível que a situação esteja, uma coisa é certa: nada acontece por acaso. Basta você estar disposto a olhar atentamente o que está ao seu redor.

Nota: 8,5/10

Nenhum comentário:

Postar um comentário

(Comentários de baixo calão serão moderados e excluídos)