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10.1.13

Crítica: O Hobbit - Uma Jornada Inesperada


O HOBBIT - UMA JORNADA INESPERADA
The Hobbit - An Unexpected Journey 

Nova Zelândia, Estados Unidos, 2012 - 169 min. 
Fantasia

Direção: 
Peter Jackson

Roteiro: 
Peter Jackson, Fran Walsh, Philippa Boyens, Guillermo del Toro

Elenco: 
Martin Freeman, Ian McKellen, Richard Armitage, James Nesbitt, Adam Brown, Aidan Turner, Dean O'Gorman, Graham McTavish, John Callen, Stephen Hunter, Mark Hadlow, Manu Bennett, Peter Hambleton, Ken Stott, Jed Brophy, William Kircher, Jeffrey Thomas, Mike Mizrahi, Cate Blanchett, Hugo Weaving, Elijah Wood, Andy Serkis, Sylvester McCoy, Lee Pace, Bret McKenzie, Barry Humphries, Benedict Cumberbatch

Peter Jackson tem uma característica muito comum entre os diretores europeus, mas que é um tanto incomum entre os americanos, em especiais, os que produzem filmes de grandes produções: obsessão por detalhes. Esta obsessão, de fato, já lhe proporcionou bens e males: A trilogia de Senhor dos Anéis e Um Olhar do Paraíso. Diferente dos diretores europeus, a riqueza de detalhes de Jackson, apesar de rica, nem sempre acrescenta algo ao núcleo central da trama e o último filme citado é um exemplo bem claro disso. E, felizmente e infelizmente, O Hobbit se beneficia e sofre ao mesmo tempo com isso.

A história é paralela e de certa forma, um prelúdio da famosa trilogia de Tolkien, onde Bilbo Bolseiro é convidado pelo mago Gandalf, a embarcar em uma aventura junto do rei Thorin mais uma dúzia de anões que tem como objetivo resgatar Erebor de um dragão. No entanto, à medida que avançam, outros inimigos se mostrarão tão mortais o quanto.

O longa, assim como todos os outros do diretor neozelandês se beneficia de um admirável cuidado e meticuloso trabalho com efeitos especiais, fotografia, trilha sonora, maquiagem, design de produção e ambientação. Nisso, O Hobbit é praticamente irretocável. No entanto, o roteiro que teve como objetivo desde o princípio expandir o livro original em detalhes abusa excessivamente nesta expansão, que aliado a um elenco primário não tão interessante (os anões sem grande desenvolvimento, são praticamente descartáveis), faz com que a película perca a força.

A falha de Jackson é deixar o roteiro excessivamente dispersivo e que prioriza por demais tramas paralelas ao núcleo central. Há incontáveis cenas que não acrescentam absolutamente nada a trama. Mas que, por ironia, funcionam de forma excelente individualmente. Não seriam talvez tão incômodas, no entanto, se o longa não se sustentasse nesta abordagem como sua narrativa, ao longo de seus 169 minutos.

Tudo isso talvez não se transponha tão descaradamente para os fãs ou para o público mais massivo, principalmente pelo fato de que, como já dito, as cenas funcionam muito bem individualmente, assim como também, se beneficia de um elenco secundário ótimo (os reis elfos, e o admirável Andy Sacks como Gollum), o esforçado Martin Freeman novamente como o Bilbo e o sempre competente Ian Mckellen, além de todas as outras competências de Peter Jackson, que fazem com que O Hobbit seja uma viagem nostálgica aos fãs de Senhor dos Anéis e divertida ao resto do público. 

Se não tivesse sofrido com tantos problemas em sua pré-produção, o longa teria sido dirigido por Guillermo Del Toro, que possivelmente teria se encarregado de uma execução mais acertada. Resta saber agora, se a adaptação de Jackson terá força para mais dois longas já que, claramente, Uma Jornada Inesperada mostra-se impreciso, de fato.

Nota: 7,3/10

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