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9.1.13

Crítica: Meia-Noite em Paris


MEIA-NOITE EM PARIS
Midnight in Paris 

Espanha / Estados Unidos,  2011 - 100 min.
Comédia

Direção: 
Woody Allen

Roteiro: 
Woody Allen

Elenco: 
Owen Wilson, Marion Cotillard, Rachel McAdams, Carla Bruni-Sarkozy, Michael Sheen, Nina Arianda, Alison Pill, Tom Hiddleston, Kathy Bates, Corey Stoll, Kurt Fuller, Mimi Kennedy


Meia Noite em Paris pode ser alvo de muitas criticas positivas, em termos do misticismo da arte e a forma como Woody Allen com todo o seu talento, consegue retratar carisma e realismo em todas as suas cenas até de atores medianos como Owen Wilson, mas o fato é que a película é de fato... entediante.

Nada falta em técnica e ambientação na proposta de Allen, pelo contrario, tudo colabora para fazer com que a película seja agradavelmente aconchegante diante de um realismo, em diálogos e situações entre personagens. Mas como nem todos os fins justificam os meios, Meia Noite em Paris aposta numa ousada volta ao tempo para explicar e fazer com que Gil (vivido por Wilson) perceba como o presente pode ser insatisfatório independente do ano e tempo que se viva, mas do ponto de vista de cada pessoa e o que cada um considera o melhor para si. Há também belas sacadas entre uma pessoal e divertida pseudo descobertas entre vários grandes artistas do século XX, todas misturando realidade à imaginação do diretor. 

Tudo poderia ser excelente se não fosse pelo mal desenvolvimento do propósito que faz Gil voltar ao passado, não é apenas uma questão de mastigar a quem esta assistindo o motivo de tudo, mas entender, ao menos a um instante, como um romance que poderia ser desenvolvido com outros meios e ter melhor resultado, afinal, opta por opções que durante seu desenvolvimento começam a ficar arrastadas e chatas, pelo fato do personagem principal ser irritantemente passivo, e de fato, são cenas que apesar de divertir individualmente, pouco acrescentam a trama, uma vez que o mesmo pudesse ser feito de maneira mais objetiva e sem tanta nostalgia, que de alguma forma, parece forçar arte dentro do longa. 

Imagino como vários críticos e amantes de Woody Allen poderiam facilmente me abominar por estas palavras, mas ainda não muda o fato de Meia Noite em Paris ser entediante e superestimado.

Nota: 5,5/10 

Um comentário:

  1. Superestimado era a palavra que eu procurava para definir este filme. Estava triste em pensar que ninguém pudesse pensar o mesmo. Ufa!

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