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10.1.13

Crítica: Magic Mike

MAGIC MIKE

EUA , 2012 - 110 min.
Drama

Direção: 
Steven Soderbergh

Roteiro: 
Reid Carolin

Elenco: 
Channing Tatum, Alex Pettyfer, Cody Horn, Matthew McConaughey, Riley Keough, Olivia Munn, Joe Manganiello, Matt Bomer, Kevin Nash, Adam Rodriguez, Reid Carolin, Gabriel Iglesias

Steven Soderbergh (Contágio, Traffic) assim como metade de Hollywood caíram nas graças de Channing Tatum, ator até pouco tempo desconhecido que hoje, é quase onipresente dentro dos longas norte-americanos. Entre uma conversa intima e outra, Soderbergh descobre a ex vida de Tattum como stripper, como isso um ramo lucrativo e cheio de sujeiras. Não demorou muito para o renomado diretor perceber que daí sairia um bom filme e para completar a sacada, nada melhor que colocar o próprio Channing Tatum junto de Matthew McConaughey, Joe Manganiello, Alex Pettyfer, entre outros para tirar o folego da plateia feminina. Com uma premissa que visivelmente poderia agradar apenas as mulheres, Magic Mike se prova, entre alguns erros, que sabiamente é mais que um grande show de stripper.

Na trama somos coordenado primeiro pela visão de Adam (Pettyfer), um jovem que tenta parar em um emprego para conquistar o que qualquer um quer na sua idade. Depois de ser expulso de um emprego temporário, Adam reencontra Mike (Tattum) seu colega no trabalho em frente a uma boate e entre uma conversa e outra, Mike decide ajudar o garoto, mas não da forma como ele imagina, de fato.

Soderbergh constrói um roteiro de visão simplista. A medida que o longa vai avançando a narrativa se troca, assim como seu protagonista. É experto desde o primeiro momento em estabelecer o stripper como um elemento construtivo e não apenas uma exibição de corpos masculinos semi-nus (em partes nus).
Diferente de Crepúsculo que encontra todos os motivos do mundo para colocar Jacob sem camisa, aqui, as cenas possuem ótimo contexto dentro da narrativa e por incrível que pareça, possuí menos destaque que a própria publicidade entrega. E dentro desta abordagem, as inevitáveis brincadeiras são trabalhadas sempre com um humor (em certas horas quase sátiro) contagiante, não apenas para o público feminino, mas consegue atingir também os machões. Os problemas de Magic Mike começam mesmo quando ele mostra que não é apenas uma grande festa e sim um longa sério.

O diretor americano é assertivo em tratar desde o primeiro ato, mesmo a segundo plano, uma narrativa que indica certa seriedade, que de fato toma o longa posteriormente e cabe perfeitamente dentro da proposta. Entretanto, no desenvolvimento destes problemas, Soderbergh escorrega em não explora-los o suficiente e isso se agrava, pois a medida que o arco dramático chega a seu ápice, é quase impossível não causar certa estranheza no público pela frieza dos personagens decorrente as atitudes cometidas pelos mesmos. De certa forma, é compressível a visão do diretor em mostrar que em um mundo onde a sujeira prevalece junto de uma ilusão sem fim, nem sempre quem está dentro enxerga por onde pisa. Mas para explorar tal mensagem, haveria que ser explorado melhor seus personagens. E falando neles, Steven traz uma ótima direção de atores e torna o elenco (em sua grande maioria masculino) tangível emocionalmente, seja em momentos dramáticos ou humorísticos, com um excelente entrosamento, que garante toda a diversão que o longa promete.

Por fim, Magic Mike prova ser mais que um espetáculo de strippers com vários atores mais cobiçados do cinema e entrega certo drama que erra em seu desenvolvimento. No entanto, merece créditos por ser honesto com o telespectador desde o princípio e não usa a pior explicação cientifica do planeta (sobre como Jacob tem que tirar a camisa todo o momento pois ele sente muito calor, quando na realidade, ele sentiria mais frio devido os febrões internos). Quando tem que ganhar o telespectador com corpos, o faz infinitamente com mais competência.

Nota: 7,2/10

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