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9.1.13

Crítica: Há Tanto Tempo Que Te Amo

HÁ TANTO TEMPO QUE TE AMO
Il y a Longtemps que je T'Aime 

França , 2008 - 115 min.
Drama
Direção: 
Philippe Claudel

Roteiro: 
Philippe Claudel

Elenco: 
Kristin Scott Thomas, Elsa Zylberstein, Serge Hazanavicius, Laurent Grevill, Frédéric Pierrot e Lise Ségur

Há Tanto Tempo Que Te Amo é a adaptação de uma ex-prisioneira, sobretudo é a adaptação de uma mãe que luta desesperadamente contra o luto de seu filho, da rejeição que teve de sua família, para saber perdoar e tentar seguir em frente. Kristin Scott Thomas vive a protagonista Juliette. Philippe Claudel foca toda a sua direção para dar enfoque as emoções de Thomas, inclusive sua direção técnica, além da fotografia, cria o cenário, cores e ambientação ideal para expressar a amargura e a dor da protagonista que recebe um trabalho excepcional de Thomas, indicada ao Globo de Ouro, que cria uma antipatia com o expectador e aos poucos, reverte este sentimento de maneira surpreendentemente.

O trabalho do novato diretor em criar socialmente no roteiro situações que criam ainda mais desconforto na protagonista por parte do elenco secundário traz uma competência acima da média para um estreante, especialmente, pela forma magnifica de como tudo se encaixa dentro do núcleo central.

Há Tanto Tempo Que Te Amo é uma reflexão a dor, ao sofrimento de uma mãe que acima de tudo se sacrificou não apenas por um filho que perdeu, mas por se julgar incapaz de ser mais digna do que poderia ser. Com um trabalho tão bem feito, difícil não se emocionar.

Nota: 8,5/10

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