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10.1.13

Crítica: A Casa Silenciosa


A CASA SILENCIOSA
Silent House

Estados Unidos / França, 2011 - 86 min.
Drama / Horror / Thriller

Direção:
Chris Kentis, Laura Lau

Roteiro:
Gustavo Hernández, Laura Lau

Elenco:
Elizabeth Olsem, Adam Trese, Eric Sheffer Stevens



É bem verdade que qualquer coisa que cause um minimo de hype fora da grande indústria, Hollywood corre para refilmar e lançar seus famosos "remakes". O projeto do uruguaio Gustavo Hernández "La Casa Muda" foi abocanhado pelo diretor de Mar Aberto e ganhou o nome de "A Casa Silenciosa". Sem ter assistido o original, me sinto isento de fazer comparações, mas posso afirmar com convicção que a refilmagem está muito longe das críticas (tão) negativas que seu original recebeu.

Filmado em plano-sequência o longa não possui um corte sequer. A ideia é transmitir estamos vendo tudo em tempo "real" ao que a protagonista vê, nos concedendo assim, uma interessantíssima filmagem que pode desagradar a muitos, porém, a mim nem um pouco. 

Está certo sim que sua história não é original nem muito menos inovadora, até mesmo um pouco previsível. Possui claras inspirações em Ilha do Medo (de Martin Scorcese), [REC] (Jaime Balagueró e Paco Plaza), O Iluminado (de Stanley Kubrick), Os Estranhos (Bryan Bertinio). Pode parecer a primeira vista que se contradiz a tudo que se criou desde o principio, mas uma segunda olhada é evidente que não. O que realmente interessa no remake e se destaca afinal, é sua indiscreta fotografia.

Chris Kentis e Laura Lau acertam em manter a subjetividade que Mar Aberto possuía, seja pelo motivo de contribuir para o mistério da trama ou seja para criar uma situação em que obriga o telespectador a vivenciar o que a protagonista está vivendo. As inúmeras e ótimas sacadas dos planos inspiram uma deliciosa filmagem que remete aos mais bobos e divertidos túneis do tempo. Possui uma criatividade que parece infinita nas mudanças de ângulos, que sempre contribui para o conceito claustrofóbico, real e crú (de certa forma) que a película remete. Esta técnica também permite manipular não apenas a visão do telespectador sobre o que se vê, mas sobre o suspense que será empregado em cada cena, como o público será surpreendido e de que maneira aquilo transmitirá que estamos agarrados à protagonista.

É de fato uma edição que possui também seus defeitos: o corte "infinito" pode fazer parecer que o filme é maior do que é e antecipar, pelos vícios de movimento, as revelações da trama se o diretor não for esperto, e aqui felizmente, isso não chega a ser tão prejudicial. 

Se tivesse mantido toda a subjetividade que seu "primo" Atividade Paranormal (o primeiro) manteve, certamente o crescente e tenso suspense criado durante toda exibição, poderia beirar o insuportável (vide o fantástico Bruxa de Blair) e elevar o longa a pretensões bem maiores que um mero remake.

Nota: 7/10


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