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10.1.13

Crítica: Busca Implacável 2


BUSCA IMPLACÁVEL 2
Taken 2 

França, 2012 - 91 min. 
Ação

Direção: 
Olivier Megaton

Roteiro: 
Luc Besson, Robert Mark Kamen

Elenco: 
Liam Neeson, Maggie Grace, Rade Sherbedgia, Famke Janssen

Quando o produtor Luc Besson lançou Busca Implacável em 2008, ninguém esperava, inclusive os executivos, que o longa tivesse o sucesso que teve. Inclusive, apenas quase um ano após sua estreia na França que o filme foi lançado nos EUA, desempenhando milhões de dólares em um projeto incrivelmente simples e barato. É claro que aos olhos dos executivos, “Taken” merecia uma continuação. Aqui, Pierre Morel deixa a direção e entra Oliver Megaton e Besson permanece como produtor e roteirista. Muito criticado pela ganância de uma desnecessária continuação, Busca Implacável 2 incrivelmente surpreende, não por ser uma obra-prima, mas, apesar das inúmeras improbabilidades, Megaton e o produtor francês fogem do que atinge a maioria das sequências de películas de ação: falta de roteiro.

Na continuação, após salvar sua filha Kim (Maggie Grace) de traficantes de mulheres em Paris, o agente aposentado da CIA Bryan Mills (Liam Neeson) resolveu tirar férias ao lado da ex-esposa Lenore (Famke Janssen) em Istambul, na Turquia. O que ele não esperava era que o pai de um dos sequestradores resolvesse se vingar pelo que aconteceu com o filho, sequestrando Bryan e Lenore durante a viagem. Agora ele precisa contar com a ajuda de Kim para que possa escapar.

Mérito de Megaton em não jogar os personagens nas mesmas situações do longa anterior, mais que isso, o diretor mantém bom desenvolvimento entre os protagonistas e preocupa-se em construir, mesmo que simplificadamente, uma história com o qual o telespectador possa acompanhar e digerir todas as intensas sequências de ação posteriormente. Aqui, o histórico eletrizante de ação de Luc colabora para criar sequências mais reais sem apelar muito para a fantasia ou deixar a continuação megalomaníaca demais. Erro extremamente comum em continuações. 

É interessante ver que há inúmeros filmes em que muito do sucesso do protagonista dependem mais do que uma boa atuação, dependem exclusivamente e unicamente de um ator. Foi assim com Salt, que teve Angelina Jolie. Ultravioleta e Mila Jovovich, aqui Bryan Mills não teria nenhuma credibilidade se não fosse a epicidade de Liam Neeson no papel. Qualquer outro ator não conseguiria suportar a necessidade do personagem, principalmente em momentos que o público precisa crer na incrível habilidade do aposentado em façanhas impossíveis na mente de uma pessoa comum. Sendo assim, é um fato mais que verídico que Busca Implacável 2 se sustenta em Liam Neeson, mesmo que o longa desfrute de outras boas competências. 

Surpreendendo por não cair em erros comuns em continuações, o longa do produtor Luc Besson prende atenção do público do começo ao fim, mesmo que sua história não seja totalmente original ou crivelmente provável. Mas perto da infinita ambição dos executivos em produzir continuações a todos os custos, mérito ao produtor francês e Oliver Megaton.

Nota: 7/10

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