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9.1.13

Crítica: Batman - O Cavaleiro das Trevas


BATMAN - O CAVALEIRO DAS TREVAS
The Dark Knight 

Estados Unidos, 2008 - 152 min.
Crime/Drama/Thriller

Direção: 
Christopher Nolan

Roteiro: 
David S. Goyer, Christopher Nolan

Elenco: 
Christian Bale, Michael Caine, Morgan Freeman, Heath Ledger, Gary Oldman, Aaron Eckhart, Maggie Gyllenhaal, Eric Roberts, Nestor Carbonell , Anthony Michael Hall, Melinda McGraw, Nathan Gamble


Poucos tem o pulso que Christopher Nolan teve para tirar Batman do limbo e o jogar em um patamar superior. O que não dava para imaginar, porém, era que Nolan não apenas superaria o primeiro longa do morcego, ou mesmo tivesse criado um dos maiores filmes de super-herói de todos os tempos. Batman: O Cavaleiro das Trevas é a construção perfeita do desenvolvimento de uma trilogia, que explora todo o mundo sombrio que Bruce Wayne deverá encarar para cumprir seu papel dentro de Gotham.

Christopher e Jonathan Nolan acertam em trabalhar exatamente o ponto fraco do personagem, mostrar a Wayne coisas que ele deverá fazer... coisas ruins, para conter o mal. Mal talvez seja uma palavra pequena para explicar o que o vilão Coringa significa. O papel vivido esplendidamente por Heath Ledger é a personificação não apenas dos piores devaneios do homem morcego, mas o ponto de vulnerabilidade entre o ser humano desenvolvido sob conceitos e morais dentro de uma sociedade e a impulsão, a imprevisibilidade, o caos, a loucura que cada pessoa pode carregar dentro de si. É apenas uma questão de não ter nada a perder e não seguir os padrões.

A cada ponto técnico, de roteiro, atuação e arco dramático do longa cresce de uma maneira sutil e brilhante em relação ao longa anterior, nunca soa forçado, algo normal em filmes hollywoodianos. A trilha sonora de Hans Zimmer evolui intensamente (que já era ótima), aliado a soberba fotografia de Wally Pfister torna O Cavaleiro das Trevas um espetáculo visual primoroso digno de toda a sua história, que desenvolvida de forma tão poderosa, com personagens interessantíssimos e funcionais dentro do arco dramático, torna a continuação de Batman Begins algo ímpar, em uma Hollywood que desenvolve roteiros após ter criado as cenas de ação apenas para preencher (porcamente) o vazio que se abre entre uma e outra sequencia recheada de efeitos especiais de ponta. Uma obra-prima impecável.

Nota: 10/10

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