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10.1.13

Crítica: 007 - Quantum of Solace


007 - QUANTUM OF SOLACE
Quantum of Solace 

EUA , 2008 - 106 min.
Ação / Aventura

Direção: 
Marc Forster

Roteiro: 
Paul Haggis, Neal Purvis, Robert Wade

Elenco: 
Daniel Craig, Mathieu Amalric, Olga Kurylenko, Judi Dench, Giancarlo Giannini

O pior problema de uma franquia é quando seu antecessor chega a níveis espetaculares e cria uma intensa expectativa. "Cassino Royale" deu tão certo, que apenas um projeto igualmente poderoso poderia chegar à altura do longa criado por Martin Campbell. Infelizmente não é o que acontece aqui. Quantum of Solace sofre na mão de um diretor incapaz de entender as necessidades do personagem, assim como também foi lançado em uma terrível época que foi a grave dos roteiristas. Sem suporte, Marc Foster e o próprio Daniel Craig foram obrigados a terminar o roteiro inacabado. E é justamente essa sensação que se tem do filme.

A trama começa exatamente onde o anterior acabara, Bond tentando descobrir mais sobre a organização terrorista, mas agora sob uma violenta revolta e um ódio inconsolável pela morte da primeira mulher que amou na vida. No meio da espionagem, o agente britânico conhece Camille (Olga Korylenko), uma prostituta amante de um mercenário que, sem saber, há muito mais em comum com ele do que pensa. A medida que 007 vai parecendo cada vez mais negligente para M (Judi Dench), que acredita que o espião está sendo motivado por vingança, a mentora tenta a todo custo retirar Bond de campo, mesmo sabendo que, no fundo, nada vai pará-lo até descobrir o que realmente está acontecendo. 

O roteiro de Quantum of Solace é falho em dois aspectos: foge da trama que começa a explorar desde o começo do longa e o caminho que opta seguir é fraco e incapaz de manter o que se propunha desde o inicio. Para ajudar, a ruim direção de Foster complica ainda mais a situação do filme, a começar pela ação filmada e editada de maneira confusa, sempre utilizada frenética e interruptamente para esconder os furos no roteiro. A trilha sonora regride a um nível preocupante ao ponto de possuir falhas técnicas, erro inadmissível em um projeto deste porte, também se une a mediana abertura sequencial ao som de Alicia Keys "Another way to die".

Marc desconstrói o humor criado no longa anterior (embora aja uma sequência sensacional na qual Bond, em sua infinita arrogância, estraga um disfarce como professor por achar o hotel que iria se hospedar "pobre" demais) e arrisca a ser comparado a uma "cópia" de Bourne. Entretanto, boas coisas são mantidas como o elogiável figurino, a bela fotografia e ambientação. Quantum of Solace consegue fugir de uma (total) decepção pelo esforço de Daniel Craig, que, queriam ou não, é um dos melhores (para mim, o melhor) Bond de todos os tempos.

Nota: 6/10

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