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10.1.13

Crítica: 007 - Cassino Royale


007 - CASSINO ROYALE
Casino Royale

Estados Unidos / Reino Unido, 2006 - 144 min.
Ação / Drama

Direção: 
Martin Campbell

Roteiro: 
Neal Purvis e Robert Wade, baseado em livro de Ian Fleming

Elenco: 
Daniel Craig, Eva Green, Mads Mikkelsen, Judi Dench, Jeffrey Wright, Giancarlo Giannini, Caterina Murino, Simon Abkarian, Isaach De Bankolé, Jesper Christensen, Ivana Milicevic, Tobias Menzies, Claudi

A melhor proeza da criação de Ian Fleming, é que 007 consegue se reinventar e se adaptar a cada época, possuindo extrema flexibilidade para mudanças sem perder suas características. O que de fato é perfeito, pois, a medida que os 22 filmes de James Bond foram atravessando épocas, mais que apenas uma questão de mercado, o personagem exigia uma reinvenção para que toda a sua história fosse compatível, interessante e impactante para cada nova era em que o agente britânico atravessasse. Começando com Sean Connery, passamos para George Lazenby, Roger Moore, Timothy Dalton, chegando até o macgyver Pierce Brosman e por fim ao mais novo Bond, Daniel Craig. A evidência de que o novo 007 teve leve inspiração na trilogia Bourne, isso é incontestável. Entretanto, ao invés de utilizar do famoso nome do agente que ao longo dos anos se tornou uma marca para fazer uma cópia descarada da trilogia de Paul Greengrass, Martin Campbell traz para a nova e atual série, todos os quesitos de aprimoramento do personagem. Retirou todos os exageros, que muitas vezes beirava ao trash e formou um Bond mais firme, sério, igualmente poderoso, de um humor sarcástico e sensualmente egocêntrico. Fez muitos como eu, que nunca gostaram de 007, amar Cassino Royale. Mas muito mais que isso, o longa de Campbell é facilmente é um dos melhores filmes de ação da história.

Baseado no primeiro livro do agente inglês, começamos conhecendo Bond antes de se tornar 00. A fotografia inicial em preto e branco remete claramente ao passado e a granulação da película evidencia que, apesar de viver cercado de luxo e belezas, a vida do agente só alavancaria a outro patamar após ter feito seu trabalho sujo. Matando dois homens. A adaptação para a vida de 00 do agente causa a M (vivida maravilhosamente por Judi Dench) muitas dores de cabeça. Bond, como ela bem sabia, nunca foi de seguir ordens e regras. Sua opção é infiltra-lo em Montenegro para um jogo de pôquer milionário, onde um terrorista endividado tentará a todo custo ganhar e continuar a financiar o terrorismo e a global organização da qual faz parte. Entre este meio tempo, James conhece Vesper, uma seria contadora da qual sua empresa financiará diretamente os lances do agente caso ache apropriado. Tão complexa como os terroristas, a contadora mexerá com a cabeça do agente secreto, onde verão que nem tudo que é o que parece quando se vive de aparências.

A direção do diretor neozelandês é perfeita em diversos aspectos: evolui o roteiro gradativamente sem nunca se perder ou se dispersar, traz uma fotografia extremamente competência em suas infinitas flexibilidades, sabendo trabalhar cada aspecto necessário em cada cena, colaborando e muito para resultado final da película. A trilha sonora de David Arnold é um espetáculo à parte e uma evolução felicíssima das trilhas sonoras anteriores. As sequencias de ação, felizmente, não são a única importância do diretor, apesar de estarem espetaculares e de tirar o folego, é a sintonia dos atores, o roteiro feito à medida e pequenas e geniais sacadas que fazem "Cassino Royale" ser memorável. Com certeza, é fundamental para qualquer amante do cinema, assim como para os fãs de 007. Afinal, o novo Bond não está para brincadeiras.

Nota: 10/10

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