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9.1.13

Crítica: C.R.A.Z.Y. - Loucos de Amor


C.R.A.Z.Y. - LOUCOS DE AMOR
C.R.A.Z.Y.

Canadá, 2005 - 127 min.
Comédia 

Direção: 
Jean-Marc Vallée

Roteiro: 
François Boulay, Jean-Marc Vallée

Elenco:
Michel Côté, Marc-André Grondin, Danielle Proulx, Émile Vallée, Pierre-Luc Brillant, Maxime Tremblay, Alex Gravel, Natasha Thompson, Johanne Lebrun, Mariloup Wolfe, Francis Ducharme, Hélène Grégoire, Michel Laperrière, Jean-Louis Roux, Mohamed Majd


C.R.A.Z.Y: Loucos de amor conta a história da família Beaulieu em um tom dramático, sem perder o senso de humor, muito menos sua inspiração musical. Música na película, a proposito, é muito mais que ajudar da ambientação e ajudar criar o clima ideal das cenas, o diretor Jean-Marc Vallée reconstrói ao seu ponto de vista a alma do rock, country e indie através de situações que se cabem perfeitamente dentro do longa.

Como ponto narrativo e protagonista, Vallée foca em Zachary (Marc-André Grondin) para desenvolver a história da família, que percorre desde Zach como feto, até seus 30 anos. Assim acompanhamos em maior profundidade os dramas do garoto, que passa pela dúvida sobre a sua orientação sexual, pior que isso, a sua negação, perante a pressão de uma família extremamente religiosa e por preconceito próprio.

O diretor francês é sábio em adotar uma narrativa extremamente pessoal e carismática se aproximar do espectador para desenvolver situações que exploram de forma muito competente as dificuldades que a família tem, principalmente os pais, de ver seus filhos estarem crescendo, tendo a perda de controle, vendo que a imaturidade e a rebeldia são traços que parecem não desaparecer, a situação ainda piora quando se pensa que um dos filhos perderá boa parte das coisas fundamentais da vida por optar ser um homossexual. A ideia de mostrar que não é uma questão de opção e sim de aceitação, seja para a família ou apenas para o próprio Zachary, é bastante eficaz por criar situações que vão explorando as controvérsias dos pensamentos dos protagonistas.

O maior problema da direção de Jean-Marc é querer retratar o homossexualismo se afastando excessivamente das situações que deveriam ser desenvolvidas para submeter o protagonista a explorar não apenas passivamente, como sugere a maioria da direção, mas ativamente a sua sexualidade. Com medo de parecer exagerado, tudo se apaga demais, perdendo força no seu proposito principal. Tudo corre a favor do diretor, sua técnica (construída brilhantemente cafona como se exigi para retratar as décadas de 60,70 e 80, cujo esta ultima, já foi considerada a década perdida), o ótimo roteiro e atores, mas no momento que C.R.A.Z.Y: Loucos por amor precisa mostrar a que de fato veio, recua como Zachary, e não nos entrega tudo o que poderia, e se tratando praticamente do núcleo central da trama, isso é um erro grave.

Nota: 7,5



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