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1.09.2012

Crítica: Missão: Impossível - Protocolo Fantasma

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Missão: Impossível 4 - Protocolo Fantasma
Mission: Impossible - Ghost Protocol
EUA , 2011 - 133 min.
Ação / Aventura / Suspense

Direção:
Brad Bird

Roteiro:
André Nemec, Josh Appelbaum

Por Derek Klein

Após uma trilogia muito bem sucedida, um quarto Missão Impossível a primeira vista pareceu desnecessário e como de costume, um comum golpe de marketing de Hollywood para faturar milhões com o nome da conhecidíssima franquia. Tom Cruise não parecia a princípio tão empolgado com a idéia de um quarto filme e no fim a idéia de fazer um novo longa expandindo a história de Ethan parece apropriada com tanto que ele pudesse passar seu "legado" para outro espião, o onipresente Jeremy Renner (que curiosamente substituirá também Matt Damon na franquia Bourne). A saída de Brad Bird das animações para o live action a primeira vista foi temida pelo fracasso de não dar conta de estabelecer o fôlego que Missão Impossível: Protocolo Fantasma necessitava para despertar o interesse do público para uma nova trilogia para a franquia. O resultado felizmente foi surpreendente e muito satisfatório, onde Bird entrega aqui provavelmente o melhor M:I.

Na trama, Ethan Hunt (Cruise) é acusado de um atentado terrorista contra a Rússia, onde suas atitudes são consideradas dignas de um conflito que pode causar a terceira guerra mundial. Virando inimigo do estado, Hunt terá que se virar por seus meios para impedir que uma guerra se inicie e provar a sua inocência.


A premissa simples rende mais que o esperado e traz ares novos a franquia, um deles é a adição de um humor muito bem vindo que em nenhum momento compromete o desenvolvimento do filme, ao contrário, faz que com o longa não se leve a sério demais e garanta uma diversão de muito bom gosto para o espectador em busca do melhor nível de ação, que alias, é algo que não poderia faltar. No longa do diretor de Ratatouille, as sequências de ação são magistralmente orquestradas com tomadas de perder o fôlego, a já famosa sequência filmada em Dubai é para ser vista preferencialmente na maior tela que você puder encontrar e assim como J.J. Abrams, Bird desenvolveu um longa de novos horizontes sem perder a essência da franquia, aqui o título Missão Impossível nunca fez tanto jus ao nome.

O elenco possui ótimo entrosamento, destaques para Simon Pegg que possui ótimos momentos em tela, Tom Cruise traz o necessário para o personagem icônico, Paula Patton cumpre o que se espera da personagem, assim como todo o elenco que não deixa a desejar. O meu único ressalve é saber o que motiva os produtores de Hollywood a acreditar que Jeremy Renner possui todos os requisitos necessários para sustentar não apenas uma, mais três enormes franquias cujos personagens são movidos exclusivamente pela ação, cujos os papéis heroicos necessitam de um cara com imagem icônica para fazer com que o público acredite que tudo aquilo pode ser possível, Renner recentemente completou 41 anos, apesar de ter feito bons papeis em ótimos filmes como "Atração Perigosa" e "Guerra ao Terror" e ter desempenhado um bom papel agora no quarto filme da franquia, ele nem de longe tem fôlego para substituir Tom Cruise, Matt Damon (A Trilogia Bourne) e de quebra ser um super herói em "Os Vingadores". Vamos aguardar para ver até onde a surpresa será negativa ou positiva.


A surpreendente estréia de um diretor que dedicou a carreira toda as animações foi marcada por dar o respiro necessário que a franquia precisava para engatar uma nova trilogia e entregar uma diversão de primeira aos expectadores que não desgrudarão da cadeira nos 133 minutos de projeção.

Nota: 8,5

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