Transformers 3 - O Lado Oculto da Lua
Transformers - Dark of the Moon
EUA , 2011 - 157 min.
Ação / Ficção científica
Direção:
Michael Bay
Roteiro:
Ehren Kruger
Por Derek Klein
Depois de ser massacrado em 2009 por Transformers: A Vingança dos Derrotados, Michael Bay se sentiu ofendido pelas críticas e prometeu não voltar mais ao universo dos robôs que se transformam em carros. Pouco tempo depois, aliado a uma pressão do estúdio, o diretor enfim admite que errou no segundo longa e oficializa que vai dirigir o terceiro sob outros conceitos que não seja apenas a ação desenfreada, sem lógica e interruptível que foi todo o segundo filme. Desde então, Bay e o roteirista Ehren Kruger vem dizendo a impressa do quão empolgado eles estavam com o novo roteiro do próximo filme, que ele era imensamente melhor que o segundo, e mais sério também. O primeiro teaser do longa nos mostrou exatamente o que estávamos esperando ser introduzido a franquia um roteiro interessante que trouxesse de volta a honra que o primeiro longa conseguiu, quando ele era ainda descrente de todos. Pois bem, depois de assistir Transformers: O Lado Oculto da Lua, a sensação que se tem é apenas uma: Como alguém que foi massacrado pela crítica, passa dois anos da vida dele construindo os mesmos (literalmente OS MESMOS) erros de Transformers: A Vingança dos Derrotados?
Na trama, o jovem Sam Witwicky (Shia Laboulf) está em um novo relacionamento, (aqui entra Rosie Huntington-Whiteley no lugar de Megan Fox, depois da atriz ter comparado Michael Bay ao Adolf Hitler) e a sua vida volta de onde o conhecemos no primeiro longa, falido, descrente, desajeitado (ainda sim consegue fazer par com a modelo considerada a mulher mais sexy do mundo) e à procura de um novo emprego. Enquanto isso os Autobots estão aliados ao governo para missões secretas e proteção aos membros poderosos do governo. Quando o governo descobre que a omissão do verdadeiro propósito da primeira viagem a Lua está sendo ameaçada pelos Decepticons, que armam um plano de reconstruir Cybertron na Terra, já que agora os robôs vêm uma nova possibilidade no nosso planeta, sobre os artefatos recolhidos na época da corrida espacial. É claro, que os Autobots vão querer impedir toda a tirania proposta pelos Decepticons e assim iniciar a maior sequência de destruição já feita pela história do cinema.
Conhecendo Michael Bay e os propósitos de blockbusters como Transformers, é claro que ninguém espera uma obra-prima em termos de roteiro e muito menos atuação dos personagens, mas novamente não há nenhum tipo de comprometimento nestes termos e o expectador não tem a mínima conexão com os personagens, que por sinal, não demonstram nenhum tipo de carisma, então o resultado não poderia ser pior: quem está assistindo simplesmente não se importa com quem são os mocinhos e quem são os vilões, a única coisa que resta é ver robôs se matando e destruindo tudo ao redor sem nenhum tipo de foco. E nisso, Michael Bay não economiza a sequência ininterrupta de 40 minutos de uma guerra com os efeitos mais impressionantes já feitos desde Avatar, supera ainda a sequência final do filme de James Cameron em termos de grandiosidade de uma maneira que nada e nunca parece ter fim para o diretor americano, a ação só fica cada vez mais grandiosa, grandiosa, grandiosa a um ponto de que você se pergunta "Eles estão brigando porque mesmo?".
Claro, em termos técnicos, Bay é impecável, os efeitos de Transformers 3 são tão impressionantes que realmente da a impressão de ser o filme mais caro da história do cinema, aliado a um 3D poderoso, a experiência visual é impactante sem sombras de dúvidas. Mas como nenhum filme é feito somente de efeitos especiais e não há nenhuma conexão com nenhum dos personagens, a ação que deveria ser excitante acaba se tornando totalmente vazia e já na metade do terceiro ato ela torna-se cansativa o suficiente para você querer que aquilo acabe. Alias, os 157 minutos de película, como em seu antecessor, são novamente desnecessários, uma vez que não há uma história desenvolvida o suficiente para que justifique tamanha longa-metragem.
Outro desperdício sem fim em Transformers são os atores, a quantidade de nomes de peso no terceiro longa causa indignação a quem conhece a capacidade de grandes nomes como John Malkovich, Frances Mcdormand, o novamente desperdiçado John Torturro e a participação de Ken Jeong é para ressaltar a vergonha alheia que ele causa no bem-vindo "Se Beber, Não Case" e que aqui, não funciona. A substituta de Megan Fox, apesar de linda, não traz nada a mais que a outra: excitar marmanjos e fazer-los esquecer de que seus cérebros foram recolhidos pela moça que entrega o óculos 3D assim que entramos na sessão, e Shia Laboulf atua no modo automático, não há nada que ele faça no filme, em termos de atuação, que já não tenha feito nos longas anteriores.
Apesar de reconstruir maioria dos erros do segundo longa, neste devido a câmera Fusion System, que é bem maior que uma 35 mm (diâmetro convencional dos longas) faz com que Michael Bay desacelere os intensos cortes que mal se distinguia a ação, faz com que ela se torne uma ação mais equilibrada e mais fácil de ser assimilada, e em quesito de cenários, o diretor retorna ao terceiro longa com uma releitura à lá "A Ilha", em um conceito de tecnologia e sofisticação de encher os olhos, aliado ao patriotismo, que já é marca registrada do diretor resgata uma parte do (bom) clichê de Bay. Mas infelizmente nada justifica a construção visualmente sensacional sem vida alguma.
Além do totalmente descomprometido com os personagens e o roteiro, o diretor piora toda a situação com a imensa quantidade de alívios cômicos e piadinhas que são feitas uma atrás da outra, afetando ao longa de tal maneira a não ter o mínimo de interesse em manter até a coerência de certas cenas e inúmeras vezes o clímax é perdidos por alívios cômicos irritantes, que claramente pouco destes alívios são necessários, juntos então, a uma quantidade enorme de personagens que não acrescentam nada, absolutamente nada a trama, onde afeta a todos: ao filme, ao orçamento da produtora já que inúmeros destes personagens são feitos por computadorização gráfica e a nós que perdemos um longa que se tivesse respeitado o mínimo de coerência e tivesse o mínimo de comprometimento com o público já teria sido de muito bom grado.
Afinal, o que pedimos de Transformers e Michael Bay, não é a genialidade de Christopher Nolan, o suspense sobrenatural de Darren Aronofsky ou a incomparável conexão de personagens robóticos e alienígenas de James Cameron, era apenas nos entregar um bom roteiro, bons personagens e o mínimo de comprometimento como público, por que o resto nós já conhecemos, são requisitos mínimos de um bom filme de entretenimento e que Michael Bay e sua obsessão por efeitos especiais, tomadas grandiosas de perfeição, simplesmente os ignoram.
Nota: 4,5




depois do segundo nao da pra esperar mais nada deste!
ResponderExcluirBOMBAAA DE FILME
ResponderExcluirTodos foram bons , criticar é fácil , quero ver ter a criatividade do cara mete a mão e fazer metade do qe ele faz , cala a boca antes de falar merda
ResponderExcluirWell, bom comentario. Não posso comentar, pois nao conheço o desenho ao qual o filme é baseado. Mas nao vejo necessidade de certas coisas que foram criticadas, ja que estão desde o primeiro filme xD
ResponderExcluirAnyway, "depois do segundo nao da pra esperar mais nada deste! " Vi muitos comentarios assim de quem via o desenho. =X
Ele é critico parceiro... ele tá ai pra isso :S /\
ResponderExcluirSe o filme for bom ele elogia...
Se for ruim ele vai apontar os erros... pqp
oque acabou foi ter tirado a Megan Fox do papel. :/
ResponderExcluirbom eu assisti ontem, sou muito fã dos transformers principalmente do optimus no começo quando mostrou um pouco mais da guerra de cybertron estava muito foda, mas o final todo me decepcionou, o segundo filme EU achei o melhor.
ResponderExcluirNão sabia que o autor da critica, era um CRITICO mesmo, encontrei essa critica por link's terceiros. De qualquer forma, concordo com algumas coisas citadas. Li essa critica antes de ver o filme, mesmo assim, gostei. Tambem achei a luta final enorme, porém levando em conta que é praticamente uma batalha para encerrar a trilogia, achei valida.
ResponderExcluircara se empolga demais com a própria opinião ¬¬
ResponderExcluirtodo mundo qe viu e eu perguntei gostou do filme, então esses detalhes (na melhor espécie caçador de defeitos) apontados na sua crítica é só pra pseudo-nerds balançarem a cabeça concordando...