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20.3.11

Crítica: Invasão do Mundo: Batalha em Los Angeles

INVASÃO DO MUNDO: BATALHA EM LOS ANGELES
World Invasion: Battle in Los Angeles

EUA , 2011 - 116 min
Ficção científica / Guerra

Direção: 
Jonathan Liebesman

Roteiro:
Christopher Bertolini

Elenco: 
Aaron Eckhart, Michelle Rodriguez, Ramón Rodríguez, Bridget Moynahan, Ne-Yo, Michael Peña


Depois da explosão que causou na Comic Con ano passado, Invasão do Mundo: Batalha em Los Angeles chega aos cinemas. Ao final do filme, a medíocre narração constrange a tal ponto que é impossível não se lembrar de Teletubbies e sua famosa frase “É hora de dar tchau”.

O erro de colocar um diretor tão incompetente com um orçamento de 70 milhões de dólares, de desperdiçar uma grande repercussão na Comic Con, de optar pelos piores caminhos de execução de um filme, por passar uma imagem de ficção cientifica com base de uma invasão alienígena, quando o filme é voltado muito mais para soldados e a guerra em si, pela medíocre história, pelos clichês que rodam o gênero e por fim, conseguir criar uma das narrações mais didáticas e horríveis da última década do cinema.

Na medíocre trama, a terra é invadida por alienígenas que querem se apossar de nossa água em vários pontos do globo, um deles, Los Angeles. A história foca um grupo de soldados que são enviados para o resgate de civis presos em uma delegacia em Santa Mônica, onde os eles precisam resgatar-los o mais rápido possível porque a intenção do governo é bombardear a cidade.

Há vários exemplos no cinema que não se precisa de muita originalidade para se construir um ótimo filme e nem de nenhum diretor conceituado. O maior exemplo é 500 Dias com Ela. A diferença é que Marc Webber é um diretor iniciante fantástico, que sabe onde pode apelar, utiliza das melhores alternativas para executar o que pretende e traz o carisma necessário aos personagens na dosagem que precisa. Já Jonathan Liebesman se mostra tão incompetente, que consegue perder oportunidades de apelos rápidos e de impacto como os efeitos sonoros de um filme de ficção científica de extraterrestres Alias, os erros do filme já começam no titulo alterado. De Batalha em Los Angeles, o longa teve o nome alterado para Invasão do Mundo: Batalha em Los Angeles; Realmente há uma invasão do mundo, mas a última coisa que Liebesman faz é enfatizar o fato do motivo de toda a incessante, maçante e desagradável ação desenfreada acontecer, é pelo fato de uma invasão alienígena, e se a intenção dele era trazer mistério, medo ou fobia de lutar com aquilo que não se vê, ele também peca pela falta de enquadramento necessário para este tipo de filme em específico, sem contar a falta de uma boa trilha sonora e como os já citados, efeitos sonoros. Em nenhum momento do filme as naves alienígenas trazem ao público alguma sensação de originalidade ou impacto superior a raça humana, também não traz uma definição específica da forma dos alienígenas e quando decide usa-los no longa, é apenas para causar um impacto de repugnância, muito clichê por sinal.

Impacto também é a palavra certa para o que Liebesman tenta trazer ao filme e nem de longe obtém resultado. As atuações são de atores que parecem estar atuando no modo automático e personalidades que são oferecidas aos personagens são as mais exaustivas possíveis: o militar que se encontra na última missão da carreira e precisa provar para as pessoas o quanto ele é inocente das mortes de seus homens da sua penúltima missão falha, tem também a militar durona que quer mostrar que sabe lidar com situações graves, o soldado novato que não sabe como comandar sua tropa e é orgulhoso e assim por diante. Para tentar compensar, tenta criar situações delicadas para emocionar o público e acaba tornando a coisa mais clichê possível: tem o garotinho que acaba ficando órfão e precisa de um pai-modelo para enfrentar toda a situação, algumas piadinhas desagradáveis para minimizar a tensão (que ele acha ter criado e ter sido bem sucedida) e o vergonhoso sermão do veterano militar sobre o remorso da perca de seus homens. E vale também ressaltar como o iniciante diretor acha que para ter impacto às cenas de guerra, todos os personagens do filme têm que estar gritando sem parar, outro exemplo como o diretor tenta extrair um apelo emocional inexistente para causar impacto, juntando a câmera na mão, focos rápidos em rostos assustados e todo o clichê que tem se pode ter direito com um orçamento de 70 milhões de dólares.

A fim de trazer alguma realidade ao filme, várias cenas filmadas com câmera na mão são adicionadas ao filme sem nenhuma noção de enquadramento realístico, elas literalmente servem apenas para cegar o público da falta de criatividade, de um bom roteiro ou de um bom motivo para o filme existir. Porque ele não tem nenhuma mensagem a passar, não tem ação ou poder suficiente que consiga divertir o público, a única sensação que fica depois de tanta repercussão causada em seu nome é o desperdício de perder todos os elementos de um filme de ficção cientifica de destruição em massa e não trazer nada mais do que tiros, gritos e situações constrangedoras. Invasão do Mundo: Batalha em Los Angeles poderia ser facilmente um filme de guerra com o foco nos soldados que sofrem em campo, o que impediu que Jonathan Liebesman construísse um filme assim era "Guerra ao Terror" de Kathryn Bigelow, a falta de um ótimo roteiro e o fato dele ser um péssimo diretor de atores.

Se a Warner Bros. está querendo limpar o nome do clássico "Fúria de Titãs" com uma sequência que será dirigida por Jonathan Liebesman, deveriam rever os conceitos e ver se estão colocando o diretor certo para fazer isto.

Nota: 3,0

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