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19.12.10

Crítica: Tron - O Legado

TRON - O LEGADO
Tron Legacy


Estados Unidos
, 2010 - 125 min.
Ficção científica

Direção:
Joseph Kosinski

Roteiro:
Edward Kitsis, Adam Horowitz


Elenco: 
Jeff Bridges, Garrett Hedlund, Olivia Wilde, Bruce Boxleitner, James Frain, Beau Garrett, Michael Sheen, Anis Cheurfa, Serinda Swan, Yaya DaCosta, Elizabeth Mathis, Kis Yurij, Conrad Coates, Daft Punk

Chega este fim de semana nos cinemas, o tão aguardado Tron: O Legado, uma espécie de continuação do filme cult de 1982, Tron: Uma Odisséia Eletrônica. Detonado pela crítica, o filme do estreante Joseph Kosinski está longe de ser uma obra de arte, ou uma reiteração dentro do gênero, mas também está longe de ser a catástrofe criada sobre ele. E acho que sei o porquê...

Na trama, Kevin Flynn (Jeff Bridges) desaparece certa noite, deixando órfãos seu filho Sam e a empresa, que, 21 anos depois, está prestes a trair todos os princípios do sujeito ao lançar um produto defeituoso criado por Edward Dillinger, herdeiro do vilão do primeiro filme. É então que Sam descobre o paradeiro do pai, que se encontra preso na Grade – o mundo virtual que vinha criando e que agora é dominado por CLU (também Bridges), o programa desenvolvido por Flynn para cuidar daquele universo.

Visualmente dizendo, Tron: O Legado é simplesmente perfeito: fotografia fantástica, efeitos especiais fascinantes, uma criação de design raramente vista com tanta perfeição nos cinemas. A trilha igualmente sensacional de Daft Punk acompanha o filme de maneira adequada sem perder em nenhum momento a linha. Parte desta perfeição é devido aos músicos estarem presentes as filmagens para compôr a trilha de maneira mais cabível possível. O 3-D foi utilizado de maneira correta e sútil ao longa, ele funciona apenas no mundo virtual criado por Flynn e quando estamos no mundo real o longa segue em 2-D. Uma escolha realmente interessante.


O problema da continuação de Tron é ter um roteiro raso que poderia ser mais aprofundado e o motivo da decepção de muitos que viram as prévias era que, visualmente dizendo Tron - O Legado estava maravilhoso e suas prévias deixavam um tom de mistério, até complexidade sobre aquele mundo totalmente original e empolgante. Digamos que a decepção de muitos foi devido Tron ter um visual tão fascinante, que deveria ter um roteiro à altura para torná-lo memorável no cinema e não foi o que aconteceu.


O motivo desta falha de roteiro não se sabe ao certo de quem veio, se do diretor estreante Joseph Kosinski que se dedicou exclusivamente no visual, dos roteiristas de Lost ou da própria Disney que pode ter bloqueado um roteiro mais complexo para o filme, pois durante a finalização do longa e uma apresentação aos produtores executivos da Pixar, o filme passou por refilmagens, sem contar que 2010 simplesmente não foi o ano da Disney com exceção claro, dos fenômenos Toy Story 3 e Alice no País das Maravilhas. O produtor Jerry Bruckheimer simplesmente errou a mão em todos os projetos do estúdio e talvez o medo da Disney de lançar algo tão complexo que fosse rejeitado pelo seu público alvo, acabou apostando em um longa mais de entretenimento, empolgante e divertido para o grande público, porque apesar de Tron não ser o que poderia ter sido, não podemos negar suas qualidades e muitas se devem a Jeff Bridges.

Bridges se sente muito confortável com a posição de mentor zen e seu carisma é inegável, faz com que as fases de seu personagem pareçam realmente verdadeiras e sua versão mais jovem, acompanhada da mesma tecnologia utilizada em O Curioso Caso de Benjamin Button, é uma experiência interessante. Já Garrett Hedlund, ator pouco conhecido vindo de pontas de blockbusters como Tróia e Eragon, o garoto parece ser o que mais se diverte com toda a experiência do longa, mas suas expressões caricatas pouco colaboram ao persoangem. Olivia Wilde marca presença apesar de ter um papel contido, dramaticamente dizendo, e Michael Sheen diverte-se a sua maneira como Zuse: pula, dança, faz caretas bizarras que lembram uma mistura divertida dos personagens de Johnny Deep em A Fantástica Fábrica de Chocolate e Alice no País das Maravilhas. E a pequena ponta de Cilliam Murphy como Edward Dilleger, que simplesmente o tornou irreconhecível.


Como resultado final, Tron: O Legado é uma experiência interessante que pode simplesmente ser divertida e facilmente esquecida ou muito melhor aproveitada em uma possível sequência, que seria muito bem vinda por sinal.


Nota: 7,5/10



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