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9.18.2010

Crítica: Resident Evil: Recomeço (3-D)

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Resident Evil 4: Recomeço
Resident Evil: Afterlife
EUA, 2010
Ação / Suspense
Direção:
Paul W.S. Anderson
Roteiro:
Paul W.S. Anderson

Por Derek Klein
De que Resident Evil não é sinônimo de qualidade, nem fidelidade e que o 3-D agora é o hype do momento todos já sabem e é exatamente aí que Resident Evil: Recomeço faz a diferença. Sendo o primeiro filme a utilizar as câmeras Fusion System criadas por James Cameron para Avatar, o filme utiliza a tecnologia de forma tão maravilhosa que simplesmente consegue prender a atenção dos telespectadores de forma tão surpreendente e fazer-los esquecer do desastre que é o filme em termos de roteiro e coerência.

A superficial trama traz Alice (Milla Jovovich) tentando destruir a corporação Umbrella junto de seus clones. Quando um rápido acidente acontece tudo vem há passar seis meses depois e a personagem acha que está sozinha no mundo. Não demora muito e a personagem descobre haver um grupo de resistentes que conseguiram se isolar do vírus e dos zumbis numa ilha e é a procura destes resistentes que Alice descobre um grupo de sobreviventes que viram a lutar juntos pela sobrevivência e reorganização do mundo.

O roteiro é horrível, os diálogos são fracos e os atores realmente não convencem, Paul W.S Anderson é um péssimo diretor de atores, conseguiu deixar Milla Jovovich passar em branco no seu melhor estilo de atuação, o mesmo pode se dizer de Wentworth Miller e Ali Carter. Novamente os personagens não têm profundidade, não tem desenvolvimento em tela e o telespectador realmente não consegue se identificar de maneira alguma com nenhum dos sentimentos emotivos da protagonista, nem mesmo compreender algumas passagens e personagens que vem a encher as telas repentinamente. Até aqui nada demais, outro típico filme de Paul W.S Anderson e o típico caça-níquel desenvolvido para retirar todo o dinheiro possível do público fã dos games e que realmente não tem o que fazer no fim de semana. É daí que veio a brilhante idéia de usar o 3-D para a construção do filme e o resultado é simples: Não é que o 3-D traz vida ao filme, ele segura todos os inúmeros clichês em tela e desenvolve uma construção gráfica digna de palmas e consegue tirar Resident Evil: Recomeço da catástrofe.

Com uma fotografia sensacional e absurdamente muito bem desenvolvida cai como luvas para as câmeras de James Cameron. Tão bem desenvolvida que me recuso a acreditar que Anderson não recebeu ajuda de James Cameron para trazer o 3-D de forma tão magnífica como o resultado final mostra. Desenvolvendo ambientes de maneiras mais tridimensionais e utilizando de artifícios cristalinos como água, estilhaços de balas e paredes, o desenvolvimento de tridimensionalidade em cenas paradas são incríveis trazendo objetivos de cenários comuns de maneira interativa, além de todo o espetáculo dos objetos voarem magnificamente em direção do telespectador fugindo completamente dos desastres das conversões, em exemplo o recente Premonição 4 e Fúria de Titãs que foram convertidos após serem filmados com câmeras comuns. E diante do resultado, Anderson fez tudo o que podia para fazer jus as câmeras que utilizava, seu único defeito foi a falta de originalidade da identificação visual do filme.

Apesar de muito bem desenvolvido, o visual do filme faz referências gritantes ao longo da película como Matrix, Watchmen e 300, o que apesar de sensacional acaba trazendo uma sensação de "Eu acho que já vi isso antes...", mas o telespectador que não tem costume de reparar ou mesmo que nunca tenha assistido nada em 3-D não terá problemas com isso, o desenvolvimento gráfico de Resident Evil: Recomeço é tão impactante que chama até a atenção de quem não gosta da franquia ou gênero. Mas alerta: se sua cidade não estiver exibindo o 3-D não perca seu tempo, o filme não se garante sozinho já que o longa foi criado e filmado exclusivamente para ser exibido assim. Sortes deles que terão o retorno financeiro e nosso por não sairmos frustrados de outro blockbuster deste ano, não completamente pelo menos.

Nota: 6,0

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