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20.8.10

Crítica: Os Mercenários

OS MERCENÁRIOS
The Expendables

Estados Unidos , 2010 - 103 min.
Ação

Direção: 
Sylvester Stallone

Roteiro: 
Dave Callaham, Sylvester Stallone


Elenco: 
Sylvester Stallone, Jason Statham, Jet Li, Dolph Lundgren, Eric Roberts, Randy Couture, Steve Austin, David Zayas, Giselle Itié, Gary Daniels, Terry Crews, Mickey Rourke


Quando foi anunciado o elenco de Os Mercenários, automaticamente, o filme se transformou em um dos mais aguardados pelos fãs do gênero de ação oitentista, já que sua escala incluia uma dezena de atores que marcaram épocas. O resultado final não foi bem o que se esperava, mas com certeza, deverá agradar aos fãs.

Na trama, Sylvester Stallone lidera um grupo de mercenários que terão que executar um trabalho na Ilha de Vilhena onde um ditador torna a pequena ilha em uma verdadeira prisão para seus moradores. Quando Stallone enxerga o tamanho da situação que tem em mãos, decide recuar e desistir, mas a jovem Sandra (Gisele Itié) acaba mexendo com os conceitos morais do grandalhão que decide ajudar a moça.

A descrição da trama acima resume, literalmente, o roteiro de Os Mercenários. Despretensioso e longe de ser original, onde só pela leitura da sinopse podemos comparar o filme com qualquer um dos filmes da franquia Rambo. Alias, seria mais honesto se Os Mercenários fosse intitulado como Rambo V. Não que Stallone seja um Hitchcock, mas esperava-se que a interação dos grandes atores fossem a maior sacada do filme. Ao contrário do que poderia ter sido, o longa se resume tiroteios de longas e gigantescas escalas. 

Em uma das pequenas cenas de interação realmente interessante dos personagens, onde Stallone, Bruce Willis e Arnold Schwarzenegger se encontram e começam a satirizar uns aos outros. No final, Schwarzenegger dá as costas aos outros e Willis pergunta: "Por que ele está indo embora?", Stallone rebate: "Ele está indo embora porquê quer ser presidente.". A sacada de humor sobre a vida pessoal e os diferentes rumos nas carreiras profissionais que distanciaram estes atores durante duas décadas parecia ser o motivo ideal para construir Os Mercenários e tira-lo da mesmice, porém, Stallone recua e nos entrega "mais do mesmo".

Longe de saber administrar um bom desenvolvimento de personagens, Sylvester tenta de todas as formas se mostrar insubstituível diante do grandioso elenco. No longa, ele é roteirista, diretor e ainda estrela o filme, o que poderia ser a explicação da limitação de toda a película. Parece ser exigência demais para um longa com atores que passaram metade de suas vidas atirando para todos os lados e marcando os grandiosos filmes de ação dos anos 80, mas mesmo tentasse construir uma crítica apenas sob este consentimento, o filme, ainda sim, ficaria abaixo do esperado. Construir uma película nostálgica com vários atores que marcaram uma época, fazendo homens liberarem a testosterona pela ação desenfreada e machista literalmente à risca, considerando a época e as diferenças atuais, é no mínimo limitado. Sem contar é claro, que já havíamos visto tudo isso milhares de vezes, que acaba transformando o filme em algo totalmente previsível e monótono. É isso acontece, no caso.

Mas apesar dos inúmeros defeitos, o longa tem lá seus méritos. O carisma (brutesco) dos atores e o conforto que alguns sentem nos papéis amenizam, em partes, as imperfeições de Os Mercenários. A cara de canastrão de Stallone está de volta, Jason Staham traz todo o seu carisma, Mickey Rourke também colabora e traz o seu melhor, junto de Terry Crews e todo o bom elenco secundário. Apenas Jet Li mostra-se perdido no meio de todo o tiroteio, já que este subgênero de ação não é a especialidade do ator, mas seu carisma tenta abater isso.

Os fãs do gênero e dos atores provavelmente nem perceberão todos os defeitos de Os Mercenários transpõe. A excitação de ver todos os atores mais poderosos de ação oitentista dentro do mesmo filme, vai fazer da experiência, uma relembrança mais do que satisfatória. Pena que na realidade, não é bem assim.

Nota: 5/10


Um comentário:

  1. horrivel esse filme !NÃO CONSEGUI VER NEM A METADE DO FILME

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