A Saga Crepúsculo: Lua NovaThe Twilight Saga: New Moon
EUA, 2009 - 130 min
Romance / Fantasia
Direção: Chris Weitz
Roteiro: Melissa Rosenberg
Por Derek Klein
Depois de um ano e muita expectativa, a continuação de Crepúsculo, Lua Nova chega aos cinemas. Um filme bem superior ao primeiro,
mostrando que seus realizadores entenderam o tamanho da situação que puseram-se ao traduzir para as telas, um dos romances teen mais
famosos dos últimos tempos, mas ainda tem coisas a desejar.
De épocas em épocas, há filmes que modificam o cinema, involuntariamente ou não, trazendo em resultado, dar uma moda temporária de filmes que se aproximam ao máximo do gênero, a fim de obter o mesmo Sucesso. Quando em 2001, Harry Potter chegou aos cinemas fazendo uma das bilheterias mais louváveis de todos os tempos, todos acharam que era o bruxinho era o filme ''modinha'' do momento. 2002 chegou e estava lá Harry Potter massacrando todos os filmes que ingressam nos cinemas. Veio 2004 e Harry Potter a partir daí provou que tinha vindo para ficar, enlouquecendo outras produtoras de filmes, que tentaram de qualquer maneira, arranjar um substituto ao bruxo, para acabar com seu legado ou simplesmente substituí-lo quando sua história chegasse ao fim. Vieram ''As crônicas de Nárnia'', ''Eragon'', ''Os seis signos da Luz'', ''A Bússola de Ouro'', ''Piratas do Caribe'', ''Transformers'', entre outros. Que com excessão aos dois últimos citados não foram para frente ou simplesmente perderam a força conforme os anos. Motivo? O de sempre. Nunca houve história que realmente motivasse o público para voltarem seis vezes ao cinema como já aconteceu com Harry Potter. Foi aí que apareceu Crepúsculo. Situado na internet como o substituto de Potter na literatura e nos cinemas, Crepúsculo ganhou força e logo chegou aos cinemas. Com um orçamento razoável, o filme dominou os cinemas, animando seus realizadores para uma continuação, isso mesmo que o filme de origem da possível frânquia tivesse sido bem ruim, o que pelo visto hoje, não desanimou o público para ver a continuação.
Só citei toda esta história por um motivo bem simples: A Saga Crepúsculo, seja ele, Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse ou Amanhecer não são os futuros substitutos de Harry Potter, seus livros e filmes podem até serem bons entretenimentos para alguns e serem tudo para os fãs, mas A Saga Crepúsculo não tem a força e a magnitude que a criação de J.K Rowling tem. Ao contrário de Stephenie Meyer, Rowling cativou não só o seu público alvo, mas fez milhões de pessoas no planeta se voltarem cultuadamente a sua criação. A Summit Enterteniment entende isso, tanto que foi obrigada a colocar nas continuações de Crepúsculo ''A Saga Crepúsculo'', para que os não fãs pudessem identificar que aqueles filmes eram continuações. Não nego seu fênomeno e sua ambição, mas enxerguem a realidade e desfrutem a honra de conseguirem chegar a progredir e crescer dentro deste gênero fantasioso, que poucos conseguiram.
Voltando a Lua Nova, a chegada de Chris Weitz foi de bom grado, e nota-se a diferença que fez desde o começo do filme, dando-lhe um ''acabamento'' sútil e interessante, alternando-se de boas trilhas sonoras, reformulando aquela fotográfia fraca e sem graça, para uma mais clássica e mais objetiva ao mesmo tempo, transformando aquele mundo ''morto'' de Crepúsculo.
Na trama, Bella festeja seu aniversário na casa da família Cullen, desfrutando e conhecendo ainda mais a família de Edward, quando um pequeno acidente acontece, Bella se corta e é atacada por um membro da familia, o vampiro enxerga todo o perigo que a coloca, decidindo assim, abandonar a garota. Entrando em uma depressão profunda, Bella abre uma amizade profunda com Jacob, onde vê a seu lado uma diminuíção de sua dor. Percebendo que Edward aparece em ''vultos'' à ela em momentos de perigo, Bella arrisca-se
pulando para o mar de um penhasco, a situação se complica, mas Jacob consegue a resgatar. Por um mal entendido Edward acredita que Bella morreu e decide ir para a Itália para entregar à familia Volturi, seu corpo à morte.
Bom, do elenco principal nada mudou, Kristen Stewart sorri, entristesse, chora e sua cara nunca muda, a mesma coisa pode se dizer de Robert Pattinson que não se esforça mais que balançar o cabelo e decorar frases bonitas para derreter as garotas. Taylor Lautner é uma surpresa agradável, apesar de Weitz limitar o garoto a posição de objeto sexual do filme, ainda sim o garoto esbanja carisma e mostra-se dedicado, se explorado, poderá se tornar um grande ator. Já o elenco secundário se sai um pouco melhor, Michael Sheen definitivamente é a atração por onde passa, mas Dakota Fanning não passa de um objeto controlado do cenário que preenche.
Chris Weitz utiliza melhor seu orçamento, melhora efeitos especiais e visuais, utiliza de uma maquiagem menos artificial, mas ainda não beira a realidade. E isso pode se dizer do filme todo. O filme em si é bem mais desenvolvido e aproveitado que seu anterior, mas ainda deixa exposto um artificialismo que, poderia ser rapidamente consertado se tivesse dado tempo suficiente e se esforçassem com dedicação. Já o roteiro novamente apela para o público alvo, fará as garotas irem ao delírio, mas enjoará fácil os garotos. Mas é compensado com cenas de ação mais elaboradas e sofisticadas, que fará ao menos, não ser uma tortura aos namorados que forem forçados a ver o longa.
Resumindo Lua Nova, o filme é bem superior ao primeiro, se você não achou de todo mal o primeiro, vai gostar bem mais deste. Mas infelizmente é muito destinado ao público alvo e isso é tão notável, que os produtores nem se dão ao trabalho de capricharem no filme e/ou na frânquia. Prova disto é que Eclipse será lançado daqui 7 meses. E também é prova que seu sucesso veio e passará tão rápido que quando Amanhecer, a continuação de Eclipse e último livro da adaptação aos cinemas, chegue antes até da segunda parte de Harry Potter e as Relíquias da Morte, mostrando que seus produtores entendem o que tem em mãos.
Nota:7,0



















