2.07.2010
Crítica: Amor sem Escalas
Amor Sem Escalas
Up In The Air
EUA, 2009 - 109 min
Romance / Drama / Comédia
Direção: Jason Reitman
Roteiro: Jason Reitman e Sheldon Turner
Por Derek Klein
Essa é uma das poucas vezes que assisto um filme e fico sem saber o que escrever para vocês. O mais novo filme do diretor Jason Reitman, com George Clooney e Vera Farmiga é simplesmente um dos melhores filmes do ano e uma terapia incontestável.
Na trama, Clooney vive Ryan Bingham um executivo cujo o trabalho é despedir funcionários de outras empresas quando outras não tem coragem o suficiente para fazer, viajando assim 322 dias do ano, o que para ele é ótimo. Porém, com a chegada de uma nova funcionária na empresa, que traz idéias inovadoras de
econômia no setor, faz com que o trabalho de Bingham vire um tédio e desumano, já que além de despedir pessoas, ele fará isso por uma tela de computador sem nem menos ver a pessoa que será despedida. E sentindo que a garota não tenha o minimo de noção de seu trabalho, ele convida Natalie (Anna Kendrick) para ir com ele nas empresas.
O que Reitman faz aqui, desenvolvendo uma história simples, mas colocando inúmeros consentimentos nos personagens, de uma forma que todos defendem seu lado moralista, faz com que Amor sem Escalas literalmente saía do patamar clichê de uma comédia romântica e nos faça repenssar coisas da vida. A forma impessoal com que o protagonista define sua vida domina totalmente sua depência por este estilo de vida, onde ele vive praticamente rodeado de pessoas dentro de um aeroporto, esquecendo sempre que os únicos 40 dias que passa em sua casa é detestável. E o jeito com que Ryan defende seus príncipios de que a vida é pequena demais para uma responsabilidade muito grande como casar e ter filhos chega a ser motivação de vida para outras pessoas em palestras que ele mesmo desenvolve.
Mas sua convivência com Natalie, que tem seus príncipios totalmente diferentes do dele geram conversas e discussões excelentes, que faz você ficar totalmente interessado no filme, onde há momentos, em que você mesmo se pergunta o que é certo e o que é errado, e no próprio filme estas respostas são respondidas de uma forma que realmente convence o telespectador, trazendo a quem assiste uma sensação de tranquilidade e bem estar.
Se o roteiro é excelente, nos requisitos técnicos o filme não fica para trás, com uma trilha sonora super agradável, tomadas interessantes e com atuações cativantes além de Clooney, mas Anna Kendrick e Vera Farmiga fazem com que o novo filme de Jason Reitman nunca caía na mesmice, desenvolvendo o interesse o público.
Indicado ao Oscar, Amor sem Escalas é uma experiência de questionar as decisões da vida, sendo elas boas ou ruins e mostrando que nem sempre o caminho que tomamos tem volta.
Nota: 9,5
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Crítica: Sherlock Holmes
Sherlock Holmes
Sherlock Holmes
Inglaterra/EUA, 2009 - 128 min
Aventura / Suspense
Direção: Guy Ritchie
Roteiro: Michael Robert Johnson, Anthony Peckham, Simon Kinberg
Depois de ficar em cima do muro com mediano Rock'n Rolla, Guy Ritchie compromete-se aqui em transformar um personagem histórico da literatura inglesa e isso não é necessariamente bom.
Na trama, Lorde Blackwood (Mark Strong) foi apanhado pelo detetive e a Scotland Yard prestes a cometer um crime - o sacrifício de uma garota em um ritual de magia negra.
Com sua condenação à morte, o lorde faz promessas e pragas de vida após a morte... até que Blackwood ressuscita, e começa por seu plano em prática. Enquanto isso, Holmes tem que lidar com uma antiga rival, Irene Adler (Rachel McAdams), que também surge sem aviso.
Com uma fotográfia deslumbrante, uma composição sonora quase perfeita pelo artista Hans Zimmer, uma graciosa atuação de Robert Downey Jr. com uma ótima química com Jude Law, o que falta à Sherlock Holmes é um roteiro descente. Altamente repetitivo e que apaga muito das caracteristicas do detetive, faz com que Holmes transforme-se quase em uma comédia de ação altamente descartável, o que definitivamente não havia necessidade. Mas tudo poderia até ter sido engolido se não fosse o forçado e altamente incalculado final. Realmente faltou coragem a Guy Ritchie.
Indicado ao Oscar por melhor fotográfia, Sherlock Holmes realmente merece este requisito.
Nota: 5,5
Sherlock Holmes
Inglaterra/EUA, 2009 - 128 min
Aventura / Suspense
Direção: Guy Ritchie
Roteiro: Michael Robert Johnson, Anthony Peckham, Simon Kinberg
Depois de ficar em cima do muro com mediano Rock'n Rolla, Guy Ritchie compromete-se aqui em transformar um personagem histórico da literatura inglesa e isso não é necessariamente bom.
Na trama, Lorde Blackwood (Mark Strong) foi apanhado pelo detetive e a Scotland Yard prestes a cometer um crime - o sacrifício de uma garota em um ritual de magia negra.
Com sua condenação à morte, o lorde faz promessas e pragas de vida após a morte... até que Blackwood ressuscita, e começa por seu plano em prática. Enquanto isso, Holmes tem que lidar com uma antiga rival, Irene Adler (Rachel McAdams), que também surge sem aviso.
Com uma fotográfia deslumbrante, uma composição sonora quase perfeita pelo artista Hans Zimmer, uma graciosa atuação de Robert Downey Jr. com uma ótima química com Jude Law, o que falta à Sherlock Holmes é um roteiro descente. Altamente repetitivo e que apaga muito das caracteristicas do detetive, faz com que Holmes transforme-se quase em uma comédia de ação altamente descartável, o que definitivamente não havia necessidade. Mas tudo poderia até ter sido engolido se não fosse o forçado e altamente incalculado final. Realmente faltou coragem a Guy Ritchie.
Indicado ao Oscar por melhor fotográfia, Sherlock Holmes realmente merece este requisito.
Nota: 5,5
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1.24.2010
Crítica: Premonição 4 (3-D)
Premonição 4
The Final Destination
Eua, 2009 - 82 min
Suspense / Terror
Direção: David R. Ellis
Roteiro: Eric Bress /
Jeffrey Reddick
Por Derek Klein
De que a frânquia de Premonição nunca foi simbolo de excelência, todos já sabem, mas sempre proporcionou diversão a seu público alvo com mortes criativas. Até agora. Do criador de Premonição 2, o mais novo filme da frânquia definitivamente acaba com toda a graça da frânquia em menos de 1h 30.
Sabemos o quanto as produtoras, principalmente as medianas, lançam filmes chamados de ''caça-níqueis'', que sabem que não há
o minimo de descência ao longa, mas ao menos consegue uma boa bilheteria. Premonição é uma frânquia caça níquel, mas depois desta bomba que acaba de chegar aos cinemas, nem isso será mais.
Sem criatividade e muito menos sem pretensão alguma, Premonição 4 simplesmente passará despercebido até mesmo para quem gosta da frânquia. As mortes sendo o objetivo principal da diversão do filme, na maioria das vezes criativas ou tensas, estão chatas e não sente-se nenhuma emoção ou sentimento por qualquer uma delas, não há claustrofobia, não há aflição, não há sustos, não há tensão, apenas rápidas tomadas do pior ''gore'' e as piores montagens que você possa imaginar, e o 3-D porcamente utilizado, faz você sentir na pele o quanto do seu dinheiro perdeu entrando na sala de cinema para assistir tamanha estupidez.
Literalmente falando, não há absolutamente nada que se salve em Premonição 4, não é fraco acidente inicial, as fraquíssimas mortes rápidas, os atores extremamente inúteis e sem vontade alguma, ou o roteiro, se podemos chamar isso de roteiro, que não consigue interessar o público um minuto sequer.
Muitos reclamaram do atraso de quase 5 meses para o filme chegar ao Brasil, que não deveria nem ter vindo, estragando o começo de 2010 com uma das maiores bombas, se igualando ao terrível Alien vs Predador 2 e definitivamente acabando com o único potencial da frânquia que era entreter.
Nem que você seja fã de carteirinha do filme. Fique longe!
Nota: 1,5
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Depois de mais de uma década, Titanic finalmente perde seu trono!
Desde que Titanic levou multidões de pessoas aos cinemas e se transformou no filme mais bem sucedido da história do cinema fazendo em disparada a qualquer outro filme, uma bilheteria estimada em 1,84 bilhões de doláres. 13 anos se passaram. E irônicamente ou não, ninguém nada mesmo que James Cameron, diretor de Titanic para tirar de um trono de mais de uma década com o seu novo e extraordinário filme ''Avatar''. Ainda não há nada oficializado, por que o filme está apenas 6 milhões atrás da bilheteria de Titanic, mas considerando que os números foram imobilizados pouco após o meia-dia, a bilheteria do filme ainda corre e dentro de poucas horas teremos o anúncio de tal feito. Depois de muito trabalho, James Cameron tem ciência do que ele representa neste momento a indústria cinematográfica, tanto em criação, em revolução e em bilheterias.
Estima-se que Avatar ainda passe dos 2 bilhões em arrecadação. A pergunta agora é: Quanto tempo esperaremos por outro recorde? Mais 13 anos, ou até a continuação de ''Avatar'' chegar aos cinemas?
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12.26.2009
Crítica: Avatar
Avatar
EUA, 2009 - 162 min
Ação / Ficção Científica
Direção: James Cameron
Roteiro: James Cameron
Por Derek Klein
Quase 15 anos de espera, muitos sacrifícios, muita criatividade e 500 milhões de doláres deram vida ao mais novo projeto de James Cameron. E a história cinematográfica pode levantar as mãos para cima e agradecer a mais viva revolução do cinema moderno: Avatar.
Apesar de bombas como Dragon Ball, Street Fighter ou The Spirit, 2009 foi um ano que o cinema literalmente foi alvo de grandiosos projetos, não só grandiosos como um conceito moderno e descente de se fazer cinema. Está aí O Curioso Caso de Benjamin Button que não me deixa mentir ou Watchmen, Distrito 9, Bastardos Inglórios, Atividade Paranormal, Anticristo... projetos que mostraram que a sétima arte não precisa necessariamente seguir conceitos tradicionais para isto. E por estas e outras, 2009 foi um ano muito válido. Um ano válido até dia 17 de Dezembro, depois deste dia, 2009 virou um marco na história do cinema.
Apesar de bombas como Dragon Ball, Street Fighter ou The Spirit, 2009 foi um ano que o cinema literalmente foi alvo de grandiosos projetos, não só grandiosos como um conceito moderno e descente de se fazer cinema. Está aí O Curioso Caso de Benjamin Button que não me deixa mentir ou Watchmen, Distrito 9, Bastardos Inglórios, Atividade Paranormal, Anticristo... projetos que mostraram que a sétima arte não precisa necessariamente seguir conceitos tradicionais para isto. E por estas e outras, 2009 foi um ano muito válido. Um ano válido até dia 17 de Dezembro, depois deste dia, 2009 virou um marco na história do cinema.
Como já citado abaixo no especial do filme, Avatar já mostrava indícios que traria uma nova era de tecnologia para a indústria, que seria a abertura oficial da empregação do 3-D nos futuros filmes e que assustara o planeta com uma das maiores campanhas públicitárias que o mundo já viu. Mas quer saber? Avatar é mais. Muito mais.
O que James Cameron criou está além de tecnologia, está além de revoluções ou de marcos na história, Avatar te fascina por perfeição, por infinitos detalhes, por uma ambição grandiosa numa história que de primeira vista possa parece bem simples e até clichê, mas que eu garanto, encantará qualquer marmanjo de 50 anos que acha que a tecnologia só destroi o mundo.
A glória de Avatar ultrapassa tudo o que poderia achar-se de encantador a primeira vista, e um veterano como ninguém na área dessa relação entre humanos e máquinas, James Cameron simplesmente não joga seu novo mundo a primeira vista, fazendo o telespectador engolir e tentar digerir a força o que vê, sábio, Cameron coloca o telespectador lentamente dentro deste mundo, e entre 40 ou 50 minutos de filme você literalmente está em Pandora, e se for com a ajuda do 3-D, tudo a sua volta será esquecido, sentirá como se nem estivesse dentro do cinema, uma viagem que jamais teve tamanha proporção e potência como em Avatar. A nova tecnologia de criação dos humanos em cima da computadorização gráfica só cria ainda mais a perfeição do que é real e o que é ficção, não havendo limites em nenhum momento, nem no menor detalhe sequer, para que tudo saía de um modo que você acredite que tudo o que vê nas telas seja real, e acredite, se não fosse a dura realidade do mundo e dissessem que haviam encontrado outros seres muito longe daqui, as pessoas não diriam que o povo Navi não existe. O diretor canadense nunca erra a mão nos detalhes, que não só encantam o espectador como se encarrega de trocar este desejo de encanto por desejo de existencia, tudo parece esplêndido.
Como uma fotográfia sublime, cheia de cores vivas e intensas, fazem ainda mais a viagem por Pandora valer a pena, quando começa-se as tomadas noturnas pela floresta, tudo se torna ainda mais formidável, que com criaturas estranhas e ao mesmo tempo explêndidas, fazem de Avatar não só um filme sensacional visualmente, mas você acaba se questionando, voluntariamente, se os seres humanos poderiam ter vivido daquele jeito há muito tempo atrás, de um modo muito simples, mas cheio de felicidade, alegria, respeito e acima de tudo: paz. E pensando nisto, James Cameron é mais sábio e infelizmente nos mostra a realidade do contexto humano de ser: poder e ganancia.
Na trama, Jake Sully (Sam Worthington) é um soldado paraplégico que é convidado a participar de um programa chamado Avatar, onde ele substitui o irmão gêmeo morto, para a encarnação de uma criatura de mais de 3 metros e azul, decodificada com todos os seus DNAs, onde ele se desligará de seu corpo, para literalmente viver na criatura que viverá infiltrada dentro de Pandora para adaptar-se aos costumes do planeta e de seus habitantes. O planeta é sondado pelos humanos porque contém um tipo de fonte de energia alternativa que poderia de vez, acabar com todos os problemas da Terra. Porém a exploração desta fonte de energia requer a destruição de boa parte da floresta de Pandora e toda a cultura que envolvi os Navi, criatura de uma junção humana e animal. Mas com a convivência entre os Navi's, Jake vê ali um modo de vida harmoniosa e feliz, onde literalmente poderá voltar andar, onde também conhece Neytiri (Zoe Saldana), filha orgulhosa do clá de Eytukan, que lhe ensina a se adaptar neste magnifico planeta. O problema é que o ''povo do céu'' (o modo como os Navi's chamam os humanos) não querem saber de outra coisa a não ser a tal fonte de energia, concentada em uma pedra que vale 20 milhões o kilo. E o chefe desta operação Parker Selfrigde coloca o trabalho violento do coronel Quaritch à frente do trabalho científico para obter com mais agilidade o que quer. E é onde o inferno começa.
James Cameron é um diretor que gosta de brincar de Deus, ora ele concede, ora ele tira e com Avatar ele faz o mesmo. Depois de te maravilhar de todas as formas possíveis, tudo o que ele te entregou começa vir abaixo com a invasão dos humanos em Pandora, e você sente, literalmente a perda de cada coisa que se é destruída dentro daquele universo, cultuado de crenças religiosas e atráves da trança do cabelo dos Navi's, onde eles podem ter acesso espiritualmente com qualquer ser de dentro do planeta, fazendo não só a união dos povos, mas a união entre os Navi's, os animais e a floresta, algo feito com tamanha integridade que logo se vem na cabeça do porquê James Cameron ser considerado o rei do mundo, uma ligação tão forte com algo inexistente que chega estar além da compreenção e está ali a fonte de ouro do diretor canadense.
Além de seu próprio esforço, os atores não ficaram por baixo, e a ''inauguração'' de Sam Worthington nos cinemas com Exterminador do Futuro 4 e agora em Avatar, só prova que será um dos atores mais cobiçados de Hollywood em muito pouco tempo, além de muito competente, esbanja carisma para tudo quanto é lado e para a felicidade dos colegas de trabalho, isto se aplica na sua pessoa fora das telas também. Stephen Lang constroí aqui, um dos vilões mais desumanos que o cinema já virá, mas as cenas mesmo são todas roubadas por Zoe Saldana. Extremamente dedicada, cria seu personagem animado em um dos personagens mais admiráveis dos últimos anos, é impossível não se entristecer com a Navi em momentos que ela se desespera ou chora, incrível!
Quase 15 anos de espera que foram altamente recompensados, fechando 2009 com chave de ouro, marcando o ano não só como a revolução tecnologica, mas a criatividade que parece nunca ter limites na cabeça de James Cameron e a indústria cinematográfica agradece, e muito. Depois de Watchmen, não esperava mais nenhum projeto a altura durante um bom tempo, mas Avatar mostrou que o poder da imaginação é ainda maior. Sem dúvidas o filme do ano, e também o filme da década.
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12.20.2009
AVATAR
Bom galera, estou sem tempo para entrar e deixar para vocês a crítica do novo filme de James Cameron. Só posso dizer para vocês que em breve estarei postando e que o filme foi maravilhoso e cumpre tudo o que promete. Já posso adiantar que sim, é o filme do ano. Para os anciosos, dêem prioridade ao 3-D, se for em IMAX melhor ainda, a cópia dublada está muito boa, da pra ver o filme numa boa caso você for com alguém que não goste de filmes legendados e a maior dica para que for enfrentar o cinema normal, sente-se no meio da sala, não será o mesmo efeito do 3-D claro, mas garanto que faz diferença. Bom filme à todos.
Derek Klein
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12.13.2009
Especial: Avatar
Por Derek Klein
Cinema para alguns é mais um trabalho como qualquer outro, mas como em qualquer ramo, há sempre as pessoas que se destacam, há as que fazem a diferença, as que revolucionam e no ramo cinematográfico há James Cameron.
Cameron nunca foi um diretor como os outros que se contentam em trabalhar com o que tem, ele sempre buscou o que as pessoas classificam como impossível, e esta palavra causa uma certa excitação em seu ego pessoal. O diretor canadense foi o primeiro a ultrapassar a produção de um filme com mais de 100 milhões com Exterminador do Futuro 2, e novamente foi ele que quebrou a marca dos 200 milhões com Titanic, já explorou o oceano em mergulho livre em marcas que mergulhadores profissionais nunca chegaram e já filmou com sua equipe particular meses dentro de um tanque gélido durante 10 horas por dia, as bolhas de polipropileno que flutuavam na superficie entravam pelos ouvidos, nariz e pulmões, causando inúmeras infecções. A água havia tanto cloro que os cabelos ficavam brancos e extremamente frágeis que chegavam até congelar e quebrarem em contato com o ar, tudo isso em busca da perfeição. E se alguém dissesse que ele faz isso por dinheiro ficaria sem graça ao saber que o diretor desistiu de seu cachê quando as filmagens de Exterminador do Futuro 2 quase tiveram que ser suspensas já que os investidores não queriam mais continuar com um projeto tão caro. Sempre em busca da ousadia, de revoluções para garantir algo que sempre pudesse ser melhorado e lembrado por toda a era cinematográfica e podem ter certeza, que todo o trabalho deste diretor visionário atravessará décadas e sempre será lembrado como ele é hoje ''o melhor diretor do mundo'', já que além de suas radicais mudanças no cinema e foi o único diretor que conseguiu que um filme atingisse 1,8 bilhões de doláres em bilheterias.
(clique para ver a perfeita resolução do filme)
Já que James Cameron nunca foi um diretor como qualquer outro, é claro que seu novo projeto teria que algo diferente. Talvez diferente não seja a palavra, talvez o incrível, o impossível, a revolução, a perfeição pudessem destingir o que este diretor visionário pretende fazer.
Avatar já é um projeto antigo, que infelizmente foi guardado já que na época, o mundo não disponibilizava de tal tecnologia. Seu roteiro foi sendo aperfeiçoado durante este tempo, até que em 2005, Cameron decidiu que muita coisa havia mudado e seu projeto poderia seguir em frente. Sua dificuldade desta vez não era o dinheiro, não era água e sim construir um filme todo em computadorização gráfica e em 3D, mas efeitos que trouxesse a perfeição a ponto de não se destinguir o real da ficção. O próprio diretor afirmou que este seria seu projeto mais difícil, ele próprio junto de uma equipe desenvolveram uma câmera que pudesse gravar o 3D e o 2D, que fosse de leve manuseio e pudessem capturar cenas como as mais sofisticadas câmeras podem fazer hoje.
Com as devidas câmeras prontas, Cameron precisava de um diretor visionário que entendesse o que tal projeto significa e que pudesse junto com ele, entrar de corpo e alma na criação e desenvolvimento de seu mundo digital e é aí que entra Peter Jackson e sua produtora de efeitos especiais WETA. Disponibilizando 800 designers, quase a empresa toda trabalhava na criação deste mundo, que além de revolucionário tecnologicamente, teria que chamar atenção do público e agradá-los de um jeito que só James Cameron consegue fazer em um filme de ficção científica, este elo entre homem e máquina.
(clique para ver a perfeita resolução do filme)
E é claro que um projeto de tamanha ambição não poderia deixar de ser esperado por milhares de cinéfilos. Cuidando também do marketing do filme, Cameron optou por utilizar um marketing que deixasse o público na expectativa do filme, espalhou internet afora toda a tecnologia que o filme implantaria, sua história e fazia divulgações com imagens de sets e de atores, mais nada além disto. O que no começo havia excitado o público com o tempo começou a se tornar duvidoso, pouco se sabia do filme e ainda sim o diretor dizia que seria o maior projeto da vida dele e com projetos misteriosos durante o ano todo, Avatar começou a
quase que esquecido pelo público que cada vez mais ficava desanimado.
Com o orçamento inicial de mais de 200 milhões, Avatar exigia mais e quando caiu na internet que seu orçamento já ultrapassava de 300 milhões, o mundo todo começava a voltar seu olhos em cima do filme, mas logo isso teve que ser retirado da internet já que os acionistas que bancavam tudo não faziam idéia de que tudo já haviam chego num ponto de grande investimento e que ainda não havia sido concretizado.
Para atrair ainda mais o público, James Cameron tratou de ele próprio produzir um trailer, já que havia rejeitado outros 8, que ele mesmo dizia que não chegavam perto do que seu projeto significava. Mas dai que veio o pior, o trailer estava sobrecarregado de tanta espectativa que ele próprio não conseguiu conter a decepção do público, que novamente, se desanimou com o projeto, de uma tal força, que assustaram
a todos que haviam investido milhões no filme.
A solução para um projeto tão audacioso não fosse para o ralo, foi investir furiosamente em um dos maiores marketings que o mundo já viu. Foram inúmeros vídeos, trailers, imagens em altíssima resolução mostrando com perfeição o gráfico que Cameron havia conseguido chegar, que beirava o espanto de muitos, além de comerciais de televisão, parcerias com empresas e em uma delas o Mc Donalds, que fez uma das suas maiores, se não a maior, propaganda costumizada que a empresa já vira. E com tamanha monstruosidade de propaganda, o público não só voltou a acreditar no projeto do visionário diretor, como também instigou pessoas do planeta todo que não faziam idéia de nada.
(clique para ver a perfeita resolução do filme)
Mas tamanha perfeição não estava pronta dois meses antes do lançamento mundial, e em outubro, foi divulgado que mais de 500 milhões já havia sido gastos no projeto e ele ainda não estava totalmente acabado, e que isso é negado até a morte pela produtora, já que o medo do fracasso em um projeto milionário causa pressão e vergonha demais para eles. Bobagem. Eles não fazem a mínima idéia do que Avatar representa ao mundo.
Avatar não será mais um filme, será o filme que revolucionará o 3D e a computadorização gráfica, que fará com que cinemas do mundo todo sejam praticamente obrigados aderir a tecnologia, que fará que com o mundo cinematográfico passe por uma revolução e tenha mais um elemento que envolva o público nas sete artes. Um trabalho feito de corpo e alma de um diretor que sempre lutou para que o cinema nunca fosse
encarado como um produto e sim uma viagem que o dinheiro não possa ganhar.
A tecnologia de Avatar requere um cinema com tecnologia 3D e IMAX para ser visto com a maior perfeição, se em sua cidade não tiver um, arranje uma galera e vá para a cidade vizinha, nem que tenha apenas o 3D, mas desfrute de tudo o que James Cameron conseguiu fazer. Como disse Jeffrey Katzenberg (sócio da DreamWorks): "O cinema teve apenas duas revoluções fundamentais: a do som e a da cor. Avatar vai liderar a terceira – a do 3D. A indústria de cinema é uma até o dia 17 – e será outra no dia 18, quando o filme começa a ser exibido''.
Cinema para alguns é mais um trabalho como qualquer outro, mas como em qualquer ramo, há sempre as pessoas que se destacam, há as que fazem a diferença, as que revolucionam e no ramo cinematográfico há James Cameron.
Cameron nunca foi um diretor como os outros que se contentam em trabalhar com o que tem, ele sempre buscou o que as pessoas classificam como impossível, e esta palavra causa uma certa excitação em seu ego pessoal. O diretor canadense foi o primeiro a ultrapassar a produção de um filme com mais de 100 milhões com Exterminador do Futuro 2, e novamente foi ele que quebrou a marca dos 200 milhões com Titanic, já explorou o oceano em mergulho livre em marcas que mergulhadores profissionais nunca chegaram e já filmou com sua equipe particular meses dentro de um tanque gélido durante 10 horas por dia, as bolhas de polipropileno que flutuavam na superficie entravam pelos ouvidos, nariz e pulmões, causando inúmeras infecções. A água havia tanto cloro que os cabelos ficavam brancos e extremamente frágeis que chegavam até congelar e quebrarem em contato com o ar, tudo isso em busca da perfeição. E se alguém dissesse que ele faz isso por dinheiro ficaria sem graça ao saber que o diretor desistiu de seu cachê quando as filmagens de Exterminador do Futuro 2 quase tiveram que ser suspensas já que os investidores não queriam mais continuar com um projeto tão caro. Sempre em busca da ousadia, de revoluções para garantir algo que sempre pudesse ser melhorado e lembrado por toda a era cinematográfica e podem ter certeza, que todo o trabalho deste diretor visionário atravessará décadas e sempre será lembrado como ele é hoje ''o melhor diretor do mundo'', já que além de suas radicais mudanças no cinema e foi o único diretor que conseguiu que um filme atingisse 1,8 bilhões de doláres em bilheterias.
(clique para ver a perfeita resolução do filme)
Já que James Cameron nunca foi um diretor como qualquer outro, é claro que seu novo projeto teria que algo diferente. Talvez diferente não seja a palavra, talvez o incrível, o impossível, a revolução, a perfeição pudessem destingir o que este diretor visionário pretende fazer.
Avatar já é um projeto antigo, que infelizmente foi guardado já que na época, o mundo não disponibilizava de tal tecnologia. Seu roteiro foi sendo aperfeiçoado durante este tempo, até que em 2005, Cameron decidiu que muita coisa havia mudado e seu projeto poderia seguir em frente. Sua dificuldade desta vez não era o dinheiro, não era água e sim construir um filme todo em computadorização gráfica e em 3D, mas efeitos que trouxesse a perfeição a ponto de não se destinguir o real da ficção. O próprio diretor afirmou que este seria seu projeto mais difícil, ele próprio junto de uma equipe desenvolveram uma câmera que pudesse gravar o 3D e o 2D, que fosse de leve manuseio e pudessem capturar cenas como as mais sofisticadas câmeras podem fazer hoje.
Com as devidas câmeras prontas, Cameron precisava de um diretor visionário que entendesse o que tal projeto significa e que pudesse junto com ele, entrar de corpo e alma na criação e desenvolvimento de seu mundo digital e é aí que entra Peter Jackson e sua produtora de efeitos especiais WETA. Disponibilizando 800 designers, quase a empresa toda trabalhava na criação deste mundo, que além de revolucionário tecnologicamente, teria que chamar atenção do público e agradá-los de um jeito que só James Cameron consegue fazer em um filme de ficção científica, este elo entre homem e máquina.
(clique para ver a perfeita resolução do filme)
E é claro que um projeto de tamanha ambição não poderia deixar de ser esperado por milhares de cinéfilos. Cuidando também do marketing do filme, Cameron optou por utilizar um marketing que deixasse o público na expectativa do filme, espalhou internet afora toda a tecnologia que o filme implantaria, sua história e fazia divulgações com imagens de sets e de atores, mais nada além disto. O que no começo havia excitado o público com o tempo começou a se tornar duvidoso, pouco se sabia do filme e ainda sim o diretor dizia que seria o maior projeto da vida dele e com projetos misteriosos durante o ano todo, Avatar começou a
quase que esquecido pelo público que cada vez mais ficava desanimado.
Com o orçamento inicial de mais de 200 milhões, Avatar exigia mais e quando caiu na internet que seu orçamento já ultrapassava de 300 milhões, o mundo todo começava a voltar seu olhos em cima do filme, mas logo isso teve que ser retirado da internet já que os acionistas que bancavam tudo não faziam idéia de que tudo já haviam chego num ponto de grande investimento e que ainda não havia sido concretizado.
Para atrair ainda mais o público, James Cameron tratou de ele próprio produzir um trailer, já que havia rejeitado outros 8, que ele mesmo dizia que não chegavam perto do que seu projeto significava. Mas dai que veio o pior, o trailer estava sobrecarregado de tanta espectativa que ele próprio não conseguiu conter a decepção do público, que novamente, se desanimou com o projeto, de uma tal força, que assustaram
a todos que haviam investido milhões no filme.
A solução para um projeto tão audacioso não fosse para o ralo, foi investir furiosamente em um dos maiores marketings que o mundo já viu. Foram inúmeros vídeos, trailers, imagens em altíssima resolução mostrando com perfeição o gráfico que Cameron havia conseguido chegar, que beirava o espanto de muitos, além de comerciais de televisão, parcerias com empresas e em uma delas o Mc Donalds, que fez uma das suas maiores, se não a maior, propaganda costumizada que a empresa já vira. E com tamanha monstruosidade de propaganda, o público não só voltou a acreditar no projeto do visionário diretor, como também instigou pessoas do planeta todo que não faziam idéia de nada.
(clique para ver a perfeita resolução do filme)
Mas tamanha perfeição não estava pronta dois meses antes do lançamento mundial, e em outubro, foi divulgado que mais de 500 milhões já havia sido gastos no projeto e ele ainda não estava totalmente acabado, e que isso é negado até a morte pela produtora, já que o medo do fracasso em um projeto milionário causa pressão e vergonha demais para eles. Bobagem. Eles não fazem a mínima idéia do que Avatar representa ao mundo.
Avatar não será mais um filme, será o filme que revolucionará o 3D e a computadorização gráfica, que fará com que cinemas do mundo todo sejam praticamente obrigados aderir a tecnologia, que fará que com o mundo cinematográfico passe por uma revolução e tenha mais um elemento que envolva o público nas sete artes. Um trabalho feito de corpo e alma de um diretor que sempre lutou para que o cinema nunca fosse
encarado como um produto e sim uma viagem que o dinheiro não possa ganhar.
A tecnologia de Avatar requere um cinema com tecnologia 3D e IMAX para ser visto com a maior perfeição, se em sua cidade não tiver um, arranje uma galera e vá para a cidade vizinha, nem que tenha apenas o 3D, mas desfrute de tudo o que James Cameron conseguiu fazer. Como disse Jeffrey Katzenberg (sócio da DreamWorks): "O cinema teve apenas duas revoluções fundamentais: a do som e a da cor. Avatar vai liderar a terceira – a do 3D. A indústria de cinema é uma até o dia 17 – e será outra no dia 18, quando o filme começa a ser exibido''.
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11.20.2009
Crítica: A Saga Crepúsculo: Lua Nova
A Saga Crepúsculo: Lua NovaThe Twilight Saga: New Moon
EUA, 2009 - 130 min
Romance / Fantasia
Direção: Chris Weitz
Roteiro: Melissa Rosenberg
Por Derek Klein
Depois de um ano e muita expectativa, a continuação de Crepúsculo, Lua Nova chega aos cinemas. Um filme bem superior ao primeiro,
mostrando que seus realizadores entenderam o tamanho da situação que puseram-se ao traduzir para as telas, um dos romances teen mais
famosos dos últimos tempos, mas ainda tem coisas a desejar.
De épocas em épocas, há filmes que modificam o cinema, involuntariamente ou não, trazendo em resultado, dar uma moda temporária de filmes que se aproximam ao máximo do gênero, a fim de obter o mesmo Sucesso. Quando em 2001, Harry Potter chegou aos cinemas fazendo uma das bilheterias mais louváveis de todos os tempos, todos acharam que era o bruxinho era o filme ''modinha'' do momento. 2002 chegou e estava lá Harry Potter massacrando todos os filmes que ingressam nos cinemas. Veio 2004 e Harry Potter a partir daí provou que tinha vindo para ficar, enlouquecendo outras produtoras de filmes, que tentaram de qualquer maneira, arranjar um substituto ao bruxo, para acabar com seu legado ou simplesmente substituí-lo quando sua história chegasse ao fim. Vieram ''As crônicas de Nárnia'', ''Eragon'', ''Os seis signos da Luz'', ''A Bússola de Ouro'', ''Piratas do Caribe'', ''Transformers'', entre outros. Que com excessão aos dois últimos citados não foram para frente ou simplesmente perderam a força conforme os anos. Motivo? O de sempre. Nunca houve história que realmente motivasse o público para voltarem seis vezes ao cinema como já aconteceu com Harry Potter. Foi aí que apareceu Crepúsculo. Situado na internet como o substituto de Potter na literatura e nos cinemas, Crepúsculo ganhou força e logo chegou aos cinemas. Com um orçamento razoável, o filme dominou os cinemas, animando seus realizadores para uma continuação, isso mesmo que o filme de origem da possível frânquia tivesse sido bem ruim, o que pelo visto hoje, não desanimou o público para ver a continuação.
Só citei toda esta história por um motivo bem simples: A Saga Crepúsculo, seja ele, Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse ou Amanhecer não são os futuros substitutos de Harry Potter, seus livros e filmes podem até serem bons entretenimentos para alguns e serem tudo para os fãs, mas A Saga Crepúsculo não tem a força e a magnitude que a criação de J.K Rowling tem. Ao contrário de Stephenie Meyer, Rowling cativou não só o seu público alvo, mas fez milhões de pessoas no planeta se voltarem cultuadamente a sua criação. A Summit Enterteniment entende isso, tanto que foi obrigada a colocar nas continuações de Crepúsculo ''A Saga Crepúsculo'', para que os não fãs pudessem identificar que aqueles filmes eram continuações. Não nego seu fênomeno e sua ambição, mas enxerguem a realidade e desfrutem a honra de conseguirem chegar a progredir e crescer dentro deste gênero fantasioso, que poucos conseguiram.
Voltando a Lua Nova, a chegada de Chris Weitz foi de bom grado, e nota-se a diferença que fez desde o começo do filme, dando-lhe um ''acabamento'' sútil e interessante, alternando-se de boas trilhas sonoras, reformulando aquela fotográfia fraca e sem graça, para uma mais clássica e mais objetiva ao mesmo tempo, transformando aquele mundo ''morto'' de Crepúsculo.
Na trama, Bella festeja seu aniversário na casa da família Cullen, desfrutando e conhecendo ainda mais a família de Edward, quando um pequeno acidente acontece, Bella se corta e é atacada por um membro da familia, o vampiro enxerga todo o perigo que a coloca, decidindo assim, abandonar a garota. Entrando em uma depressão profunda, Bella abre uma amizade profunda com Jacob, onde vê a seu lado uma diminuíção de sua dor. Percebendo que Edward aparece em ''vultos'' à ela em momentos de perigo, Bella arrisca-se
pulando para o mar de um penhasco, a situação se complica, mas Jacob consegue a resgatar. Por um mal entendido Edward acredita que Bella morreu e decide ir para a Itália para entregar à familia Volturi, seu corpo à morte.
Bom, do elenco principal nada mudou, Kristen Stewart sorri, entristesse, chora e sua cara nunca muda, a mesma coisa pode se dizer de Robert Pattinson que não se esforça mais que balançar o cabelo e decorar frases bonitas para derreter as garotas. Taylor Lautner é uma surpresa agradável, apesar de Weitz limitar o garoto a posição de objeto sexual do filme, ainda sim o garoto esbanja carisma e mostra-se dedicado, se explorado, poderá se tornar um grande ator. Já o elenco secundário se sai um pouco melhor, Michael Sheen definitivamente é a atração por onde passa, mas Dakota Fanning não passa de um objeto controlado do cenário que preenche.
Chris Weitz utiliza melhor seu orçamento, melhora efeitos especiais e visuais, utiliza de uma maquiagem menos artificial, mas ainda não beira a realidade. E isso pode se dizer do filme todo. O filme em si é bem mais desenvolvido e aproveitado que seu anterior, mas ainda deixa exposto um artificialismo que, poderia ser rapidamente consertado se tivesse dado tempo suficiente e se esforçassem com dedicação. Já o roteiro novamente apela para o público alvo, fará as garotas irem ao delírio, mas enjoará fácil os garotos. Mas é compensado com cenas de ação mais elaboradas e sofisticadas, que fará ao menos, não ser uma tortura aos namorados que forem forçados a ver o longa.
Resumindo Lua Nova, o filme é bem superior ao primeiro, se você não achou de todo mal o primeiro, vai gostar bem mais deste. Mas infelizmente é muito destinado ao público alvo e isso é tão notável, que os produtores nem se dão ao trabalho de capricharem no filme e/ou na frânquia. Prova disto é que Eclipse será lançado daqui 7 meses. E também é prova que seu sucesso veio e passará tão rápido que quando Amanhecer, a continuação de Eclipse e último livro da adaptação aos cinemas, chegue antes até da segunda parte de Harry Potter e as Relíquias da Morte, mostrando que seus produtores entendem o que tem em mãos.
Nota:7,0
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11.16.2009
Crítica: 2012
EUA, 2009 - 158 min
Ação / Ficção científica
Direção: Roland Emmerich
Roteiro: Roland Emmerich, Harald Kloser
Por Derek Klein
Roland Emmerich nunca foi um diretor exemplar, mas se destacou com projetos que sempre agradaram, na maioria das vezes,
o grande público. Parece até algum tipo de brincadeira ou piada sem graça, mas Roland Emmerich conseguiu, mais uma vez, enganar
não só o grande público, mas como a crítica, que pacientemente, esperava um projeto inusitado, já que a idéia do longa realmente pendia para o que mais o diretor alemão consegue fazer: destruir coisas. Resultado? Emmerich conseguiu um feito inédito no mundo: se auto plágiar. Sim, o novo filme de Roland Emmerich é uma copia descarada de ''O Dia Depois de Amanhã''. E é desde jeito que 2012 invade as telas.
Na trama, a teoria Máia consiste em dizer que em 2012 o sistema planetário é alterado fazendo com que a Terra desloque-se para outro ponto sofrendo efeitos extremente catastróficos e irreversíveis, que indicam trazer o fim do mundo com a descolação da crosta terrestre.
O longa não tem próposito, não tem originalidade, e não tem intenção maior que faturar milhões pelo mundo afora, utilizando de marketing, pontos turisticos poucos explorados nos cinemas como o Cristo Redentor. Isso mesmo. Se você está achando que pela primeira vez na vida em um filme você veria o Brasil se desmoronar pode ir acordando, a Columbia Pictures fez apenas uma questão de jogar a estátua no cartaz para trazer curiosidade ao público. Mas não se engane. Não há nada que você não tenha visto em outros filmes de Roland Emmerich que não esteja neste filme. Há o pai que tenta reconquistar os filhos, o cientista desacreditado pelo governo americano, o presidente de alma boa que carrega em seu gabinete um assistente cruel e calculista, o casal de idosos, pessoas desnorteadas andam sem rumo pela neve, músicas de impacto em cenas mais drámaticas, até o cachorro que se salva dos acontecimentos apocaliticos aparece no filme e as ''coincidências'' chegam até doer os olhos.
O mais engraçado de tudo que Emmerich sempre teve ótimas premissas e ótimas oportunidades em seus projetos, como em 2004 que construíu ''O Dia depois de Amanhã'' numa época que o aquecimento global de tornou um problema muito aberto e público, como também poderia ter aproveitado em 2008 com a época de filmes épicos de 2007 como ''300'', ''Desbravadores'', ''Alatriste'' e um pouco mais adiante, mas já divulgado ''A Lenda de Beowulf'' para levar a outro patamar seu ''10.000 A.C'', e agora que estamos numa época de extremas mudanças e bem perto da suposta data do fim do mundo, 2012 tinha tudo para ter sido um dos melhores filmes do ano. Dizer que era medo perder dinheiro com um filme mais sério não era, isto já passou, faz tempo e ''O Cavaleiro das Trevas'', ''300'', ''Distrito 9'', ''Bastardos Inglórios'' são as maiores provas disto, não há desculpa. O que Roland Emerich faz é enganar o público com excelentes propagandas e nos entregando tudo o que já vimos antes.
Nem John Cusack, nem Amanda Peet ou Thandie Newton não conseguem, ao menos, cativar o público com seus personagens, que só faz o filme perder ainda mais o brilho da tal premissa Máia.
Acho que se pudesse dizer que 2012 valia a pena por alguma coisa diria que era pelos efeitos especiais, que mais uma vez, é a atração de um filme de Emmerich. Detalhista, o diretor prefere diminuir tomadas áreas, deixando seu ''monstro'' catastrófico ainda maior e mais violento, com tomadas belissímas de puro caos; algumas forçadas, mas sim, de muita qualidade.
Mas não se engane Roland Emmerich não evoluiu, foram as novas tecnologias que proporciaram isto à ele, se não, ele teria feito igual ao de ''O Dia depois de Amanhã''. Nem os atores, nem os efeitos, nem os 5 segundos do Cristo desabando sobre o Rio de Janeiro salva 2012 do desastre, e desta vez falo do filme e não do tema.
Nota: 4,0
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11.09.2009
EXCLUSIVO Crítica: Atividade Paranormal
Atividade ParanormalParanormal Activity
EUA, 2009 - 98 min
Terror/Suspense
Direção: Oren Peli
Roteiro: Oren peli
Por Derek Klein
Desde o absurdo dinheiro que A Bruxa de Blair (The Blair Witch Project) rendeu aos seus criadores e investidores que,
em porcentagem ao pequeno orçamento, bateu o recorde de melhor bilheteria de todos os tempos nos cinemas. O longa custou apenas 36 mil doláres e arrecadou 248 milhões. Um ano depois, A Bruxa de Blair ganhou uma continuação horrenda que destruiu a reputação dos criadores do primeiro filme e a idéia de câmera caseira foi deixada de lado por algum tempo. Anos mais tarde projetos ótimos como o filme espanhol [REC], a filmagem de um ataque do monstro de JJ. Abrams em Cloverfield acabou empolgando novamente o público com o estilo até chegar o mais recente Distrito 9. Mas nada que chegasse a se comparar ao filme de origem à ''moda''.
Sem monstros, zumbis ou alienígenas, Atividade Paranormal é constituído de uma maneira simples: uma estudante de universidade afirma que espiritos não há deixam em paz já faz anos. O namorado incredúlo compra uma câmera para filmar dia e noite os acontecimentos dentro da casa. Com 15 mil doláres, Atividade Paranormal tenta recriar sobre outras circunstâncias o pavor que A Bruxa de Blair causou no mundo.
Com a metade do orçamento Oren Peli consegue exatamente o que queria e vai além.
Apesar de uma premissa que a primeira vista possa soar de um clichê absurdo, já é totalmente esquecida desde os primeiros minutos do filme. O realismo é tão absurdo quando o de Blair. O desespero toma conta e o telespectador se sente totalmente desconfortável a determinadas cenas. Os atores desconhecidos dão créditos a Peli e a casa comum nos mostra o quanto normal toda aquela situação possa ser, ou pior, vir a acontecer.
Oren Peli entende que o medo não é presenciar espiritos, mortes ou assassinatos e sim fazer com que isso fique oculto ao telespectador, fazendo-o, involuntariamente, imaginar o que está acontecendo e esta parte o diretor israelense mantém praticamente intacto ao de A Bruxa de Blair, só que um pouco de ousadia fez com que aquele ''intacto'' viesse junto do ''praticamente''.
No longa de 1999 que seguia esta premissa de fazer o telespectador se apavorar com sua própria imaginação, ele comete um pequeno erro do qual poderia ter sido reparado: o longa sempre retratava que a história da bruxa era uma lenda, depois o diretor fez questão de provar que isso não era verdade, mas fez questão de fingir que não desmentiu e em momento algum não há sinal de nenhum ser no meio da floresta, o que acaba, desnecessariamente, confundindo um pouco o público, que na maioria, sairam revoltados do cinema (injustiçamente por que o filme é excelente). Mas aqui não. Peli utiliza de bizarras provocações que só fazem a mente do espectador ficar ainda mais fértil e é claro que o cenário da típica casa americana é outro ponto que faz toda esta premissa ser realizada com extremo sucesso.
E a partir daí começam os gritos, a inquietação, os sustos, a indignação e o receio de tudo aquilo poder ser real e Oren Peli faz questão de martelar isso o filme todo. Seria imprudente detalhar mais de um filme como Atividade Paranormal, que num ano de caríssimos blockbusters atraiu o público para um projeto de tão pequeno porte, que acabou se tornando febre nos cinemas nos Estados Unidos, subindo semanalmente nas colocações de bilheterias, quebrando já a barreira dos 100 milhões, ultrapassando Titanic em porcentagem de orçamento e isso só prova que é a critividade que faz um filme e não seus efeitos especiais.
É claro que se você for algum fã psicótico por sangue e morte no estilo ''Jogos Mortais'' e não tem a paciência do terror realmente tomar conta de você, afaste-se do longa. Se você for dos que adoraram ''A Bruxa de Blair'', pense bem aonde, com quem e que horas vai assistir este filme.
Definitivamente até agora, o melhor filme de terror da década. Talvez Oren Peli faça esta marca sumir ano que vem com ''Área 51''.
O longa estréia em 4 de Dezembro.
Nota: 9,8
[Na estréia do longa, a crítica terá alterações devido o filme ter sido lançado com três finais diferentes. Não Perca!]
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10.20.2009
Crítica: Distrito 9
Distrito 9
África do Sul / Nova Zelândia, 2009 - 112 min
Ação / Ficção científica
Direção: Neill Blomkamp
Roteiro: Neill Blomkamp, Terri Tatchell
Por Derek Klein
Todo mundo sabe que não é de hoje que alguns filmes de baixo orçamento estouram em bilheterias por se destacarem, em geralmente, um projeto inusitado. Mas de 2 anos para cá, isso cresceu demais, felizmente.
Depois de Cloverfield, [REC], Busca Implácavel, Se Beber, Não Case, chegou a vez de Distrito 9 mostrar que fez jús ao fenômeno de bilheteria e críticas positivas ao redor do mundo. E pode ter certeza. Neill Blomkamp começou com o pé direito.
Seja por um realismo impressionante, o modo de filmar ou a história, Distrito 9 entra como uma surpresa super agradável que faz com que o gênero de Ficção Científica sinta que ainda há meios de tornar tudo ainda mais interessante. Mesmo que, por vezes, tenhamos que utilizar alguns clichês. E Blomkamp entende isso.
A trama começa na década de 80, onde uma nave alienigena acaba de pousar em cima de Joanesburgo, na África do Sul, onde fica imóvel durante três meses. Passado o tempo, os humanos decidem invadir a nave, encontrando Et's em condições péssimas, doentes e desnutridos. O Governo africano decide criar uma área para agrupar-los, denominada Distrito 9. Acontece que com o tempo, as coisas saem do controle. O Abrigo de torna uma favela, dominada por tráfico, miséria e injustiças. As pessoas que moram perto decidem forçar o governo, por medo, a restringir o local alienígina, para que não aja caos. Mas tudo vai de mal a pior, onde decidem retirar quase 2 milhões de Et's do distrito, para levár-los a outro acampamento há 200 km longe da cidade, que na verdade é um campo de concentração. E para tal evacuação, Wikus Van De Merwe é encarregado do despejo destes extraterrestres. É aonde tudo acaba piorando de vez.
Falar mais da trama é colocar em risco as surpresas do filme e isso eu não poderia fazer. O que eu posso fazer é dizer quanto Distrito 9 vale a pena ser assistido. As questões de morais predominam todo o filme, e a sensação (rara hoje em dia) de raiva sobre os humanos acabam inquietando o telespectador. Questões sobre preconceitos, crueldade e injustiça, fazem a visão do primeiro longa de Neill Blomkamp enchergar além de alienígenas e mostrar que aquilo tudo poderia estar acontecendo com outros seres humanos, de outros costumes, sem serem necessariamente, alienígenas. E mostram, para nós, como o mundo de hoje está ainda mais sujo pela ganância de capitalismo e poder, fazendo com que, inconsientemente e incorruptívelmente os humanos façam de tudo para obterem sempre mais e mais.
Em questões técnicas, Blomkamp acerta mais uma vez, em um design detalhado, interessante, diferente e em certos momentos, cativante. Há outros claro, que ele consegue predominar o mistério do desconhecido, o desespero e a aflição, junto com cenas magníficas de ação, mas sempre mantendo o bom desenvolvimento do roteiro. E colocar Sharlto Copley como o personagem Wikus, foi perfeito. Você pode odiar e amá-lo ao mesmo tempo, simplesmente fascinante.
Já os mais puristas, acusam Distrito 9 de ser um projeto que começa totalmente novo, para cair na solução mais fácil do monótomo. Eu não creio nisto. Apesar de concordar, que a abertura de sensacionais 30 minutos do filme seja brilhante, o projeto não teria forçar para chegar até o fim seguindo aquela linha de estratégia por um simples motivo: frieza. Sim, frieza. Apesar de brilhante e muito interessante, não há carisma e cativação pelo longa neste período, já que ele emprega uma forma impessoal de contar sua história, e isso involuntariamente, acabaria afastando o telespectador de sentir toda aquela crueldade, de uma forma mais humana e pessoal e é evidente que a chave desta pélicula, que se divide, entre um documentário e um filme, que por diversas vezes, é emocional, chama-se Wikus. Apesar de brilhante, a atuação não é somente o mérito desta chave e sim, por ele ser responsável por o telespectador sempre ver tudo dos dois lados. E lá vai outro mérito para Neill Blomkamp.
Blomkamp estava cogitado para dirigir a adaptação de Halo, que foi cancelado pela discórdia entre a Microsoft e a Universal Pictures, fazendo que Peter Jackson (A Trilogia de Senhor dos Anéis) voluntariamente financiasse um projeto para que Neil torna-se seus trabalhos mais famosos e conhecidos. E não vejo como melhor ele poderia ter conseguido tudo isso.
Lido uma vez, encerro a crítica sobre a seguinte frase: ''Distrito 9 é um tapa na cara dos seres humanos cada vez mais egoístas e ambiciosos''.
Nota: 9,5
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10.10.2009
Crítica: Bastardos Inglórios
Bastardos Inglórios
(Inglourious Basterds)
EUA, 2009 - 153 min
Guerra
Direção: Quentin Tarantino
Roteiro: Quentin Tarantino
Por Derek Klein
Sádico, doente, gênio. Quentin Tarantino já foi chamado de muitas coisas. E a palavra ''polêmico'' talvez,
encaixaria melhor em toda a sua fama. Pessoalmente, eu encaixaria: brilhante. Tarantino sabe como ninguém deixar um filme surreal e divertido, utilizando muitas vezes a clichêria para transparecersuas idéias e pode se dizer que, graças ao clichê, suas idéias sempre inovam ou transformam determinadas situações, já muita das vezes de ótimas sacadas, para outro patamar. E podemos dizer, felizmente, que Bastardos Inglórios entra nesta lista.
Recebendo inúmeros elogios por onde passa, o novo filme de Tarantino consegue retratar a ditadura da Segunda Guerra de uma maneira totalmente diferenciada da habitual e utiliza os clichês ao seu favor, deixando de lado toda aquela falação melodramática e incorporando uma história diferente dos livros de história, para literalmente, ''vermos o que precisava ser visto e não foi''. Confuso? Não fique.
Com uma simples e competente história distribuídas em capitulos (à lá Kill Bill), Bastardos inglórios narra duas histórias ao mesmo tempo: A dos conhecidos como Bastardos, matadores cruéis de nazistas, tentando se infiltrarem como cívis na França, para tentar acabar com a repreensão dos nazistas aos Judeus e a história de Shosanna Dreyfus, uma garota que presencia a familia judia morta na sua frente por nazistas tendo que viver entre os nazistas e com uma identidade falsa, para piorar a situação, um jovem soldado nazista admira a jovem, aonde nele, ela vê a chance de se vingar.
Quentin Tarantino foi meticulosamente sábio ao empregar seus diferenciais, onde dar uma pitada de seus ''modos''e ainda por cima, conseguiu fazer com o que o telespectador tenha a maior raiva possível (se já não fosse o bastante) dos nazistas, que sem dúvidas algumas, são os pés e a cabeça do filme. E o nome disto se chama Christoph Waltz.
Que os alemães são pessoas de consensos fortes, principalmente os nazistas. Isso todo mundo já sabe. Mas Terantino foi além, e fez com que Waltz mostrasse o quanto um nazista pode ser insuportávelmente chato, arrogante e cínico, de uma educação que chega a se tornar inoportuna e desagradável.
Pouco conhecido, Christhoph Waltz sem dúvidas, rouba todas as cenas do filme, como Heath Ledger conseguiu fazer com ''Coringa'' em O Cavaleiro das Trevas. É um ator extremamente compentente, que sem sobra de dúvidas, a partir de agora, será muito mais explorado no cinema e ter todo o reconhecimente
que merece. Simplesmente extraordinário.
Mas felizmente não é somente Waltz o talento todo do filme, muito bem também se saí Brad Pitt como o tenente dos Bastardos, Mélanie Laurent como Shosanna, Diane Kruger como a agente dupla e em especial, brilhantemente doente e mazoquista Eli Roth. Na verdade todo o elenco está além de muito bem escolhido, empenhados devidamente aos papéis.
Outro requisito de mérito é o roteiro interessante, inteligente e inovador, que faz com que filmes como ''Operação Valquíria'' (Valkirie, 2009) caiam no esquecimento, e dêem lugar ao ficcionismo brilhante de Tarantino, que igualando, digamos, ao seu modo pessoal de transmitir suas histórias, faz com que Bastardos Inglórios seja um filme muito satisfatório e memorável. Que atores extraordinários façam com que, (não é o caso e sim um exemplo) requisitos técnicos sejam praticamente esquecidos.
Definitivamente, um dos melhores filmes de Quentin Tarantino.
Nota: 9,5
(Inglourious Basterds)
EUA, 2009 - 153 min
Guerra
Direção: Quentin Tarantino
Roteiro: Quentin Tarantino
Por Derek Klein
Sádico, doente, gênio. Quentin Tarantino já foi chamado de muitas coisas. E a palavra ''polêmico'' talvez,
encaixaria melhor em toda a sua fama. Pessoalmente, eu encaixaria: brilhante. Tarantino sabe como ninguém deixar um filme surreal e divertido, utilizando muitas vezes a clichêria para transparecersuas idéias e pode se dizer que, graças ao clichê, suas idéias sempre inovam ou transformam determinadas situações, já muita das vezes de ótimas sacadas, para outro patamar. E podemos dizer, felizmente, que Bastardos Inglórios entra nesta lista.
Recebendo inúmeros elogios por onde passa, o novo filme de Tarantino consegue retratar a ditadura da Segunda Guerra de uma maneira totalmente diferenciada da habitual e utiliza os clichês ao seu favor, deixando de lado toda aquela falação melodramática e incorporando uma história diferente dos livros de história, para literalmente, ''vermos o que precisava ser visto e não foi''. Confuso? Não fique.
Com uma simples e competente história distribuídas em capitulos (à lá Kill Bill), Bastardos inglórios narra duas histórias ao mesmo tempo: A dos conhecidos como Bastardos, matadores cruéis de nazistas, tentando se infiltrarem como cívis na França, para tentar acabar com a repreensão dos nazistas aos Judeus e a história de Shosanna Dreyfus, uma garota que presencia a familia judia morta na sua frente por nazistas tendo que viver entre os nazistas e com uma identidade falsa, para piorar a situação, um jovem soldado nazista admira a jovem, aonde nele, ela vê a chance de se vingar.
Quentin Tarantino foi meticulosamente sábio ao empregar seus diferenciais, onde dar uma pitada de seus ''modos''e ainda por cima, conseguiu fazer com o que o telespectador tenha a maior raiva possível (se já não fosse o bastante) dos nazistas, que sem dúvidas algumas, são os pés e a cabeça do filme. E o nome disto se chama Christoph Waltz.
Que os alemães são pessoas de consensos fortes, principalmente os nazistas. Isso todo mundo já sabe. Mas Terantino foi além, e fez com que Waltz mostrasse o quanto um nazista pode ser insuportávelmente chato, arrogante e cínico, de uma educação que chega a se tornar inoportuna e desagradável.
Pouco conhecido, Christhoph Waltz sem dúvidas, rouba todas as cenas do filme, como Heath Ledger conseguiu fazer com ''Coringa'' em O Cavaleiro das Trevas. É um ator extremamente compentente, que sem sobra de dúvidas, a partir de agora, será muito mais explorado no cinema e ter todo o reconhecimente
que merece. Simplesmente extraordinário.
Mas felizmente não é somente Waltz o talento todo do filme, muito bem também se saí Brad Pitt como o tenente dos Bastardos, Mélanie Laurent como Shosanna, Diane Kruger como a agente dupla e em especial, brilhantemente doente e mazoquista Eli Roth. Na verdade todo o elenco está além de muito bem escolhido, empenhados devidamente aos papéis.
Outro requisito de mérito é o roteiro interessante, inteligente e inovador, que faz com que filmes como ''Operação Valquíria'' (Valkirie, 2009) caiam no esquecimento, e dêem lugar ao ficcionismo brilhante de Tarantino, que igualando, digamos, ao seu modo pessoal de transmitir suas histórias, faz com que Bastardos Inglórios seja um filme muito satisfatório e memorável. Que atores extraordinários façam com que, (não é o caso e sim um exemplo) requisitos técnicos sejam praticamente esquecidos.
Definitivamente, um dos melhores filmes de Quentin Tarantino.
Nota: 9,5
| Reações: |
Crítica: Gamer
Gamer
(Gamer)
EUA, 2008 - 95 min
Ação / Ficção científica
Direção: Mark Neveldine e Brian Taylor
Roteiro: Mark Neveldine e Brian Taylor
Por Derek Klein
''Os Condenados'' (The Condemned, 2007), ''Corrida Mortal'' (Death Race, 2008), agora é a vez de Gamer tentar convencer
o telespectador que Reality Show com condenados à morte podem ser uma forma divertida e inteligente de entretenimento.
O Resultado não acaba sendo muito o visionado.
Dos excêntricos criadores de ''Adrenalina'' (Crank, 2006) esperava-se um pouco mais, ou melhor, bem mais ousadia num projeto,
que visionando a idéia em si, poderia gerar frutos muito bons e salvar Gamer do clichê, mas não é bem o que acontece,
e a sensação sobre mais uma tentativa de elevar estes filmes acaba não acontecendo e o motivo acaba sendo confuso, já que o roteiro do projeto poderia restaurar uma boa idéia com a ousadia certa de Mark Neveldine e Brian Taylor, e é aí que tudo fica confuso: roteiro interessante e na mão de ousados criadores, então por que optaram pelo clichê? Pelo monótomo? Uma pena.
Na trama futurista, um jogo criado com o cortex e a nanotecnologia denominado Slayers acaba virando a nova sensação de todo o mundo, gerando bilhões de doláres para uma empresa particular em conjunto com o governo, onde células do cérebro de uma pessoa são gradualmente modificadas via nanotecnologia para permitir controle remoto. Dentro de Slayers, os jogadores são humanos de verdade - condenados ao
corredor da morte que escolhem o campo de guerra do game em troca do perdão da pena, onde a regra consiste em que o jogador tenha que vencer 30 partidas para ser libertado e Kable (Gerald Butler) está quase lá, venceu 27 partidas, e espera sair para rever a esposa e a filha. E para piorar, a esposa de Kable se submete a trabalhar em um jogo similar a ''The Sims'' que também emprega da mesma tecnologia para entreter de todas as formas seus jogadores, inclusive sexualmente, o que coloca Ambie (Amber Valletta)
em uma situação muito desgradável e com poucas alternativas, já que é controlada.
O roteiro começa a se fundir quando descobre-se que os dois ''jogos'' são da mesma empresa, e que a velha história de arma de experimentos
que não deu certo, acaba sendo preso para não revelar nada sobre o projeto e pretende sair da prisão atrás de vingança e blá, blá, blá.
Este pedaço nós pulamos. A questão mesmo poderia ser o moralismo, o fato das pessoas saberem que são pessoas reais fazendo seus movimentos em outro lugar do mundo parece não humanizar as pessoas que jogam, não sabendo o sofrimento que outras que são obrigadas a praticar.
Já que não era pela ousadia que Neveldine e Taylor queriam se sobressaltar, era sobre esta premissa que eles deveriam ter aprofundado Gamer e tudo em questão acaba sendo levemente tocado.
O resultado acaba parecendo bem amador e dificil de compreender: em uma hora Neveldine utiliza suas sacadas ousadas, outra vez tenta mostrar que está querendo desenvolver uma relação além da diversão que os personagens possam trazer e a sensação era que ele mesmo não sabia qual era a melhor opção para deixar Gamer mais atrativo, e o receio de optar por um, misturou e colocou os dois. E como se não bastasse, o futuro - não tão distante, como o inicio do filme sugere, acaba transparecendo uma frieza de artificialismo
muito grande, onde não confia-se que aquilo possa realmente acontecer. Em requisitos de atuação não há sobressaltos e até Gerald Butler, um grande ator, acaba somente no ''carismático'' de sempre.
Mas também o filme não é de todo mal, boas sequências de ação e um vilão que parece ter vindo dos video-games. As grandes sacadas de ação em primeira pessoa devem agradar os amantes de ''Counter Strike'', se não for o seu caso, indicaria outro filme.
Talvez em um remake, alguém decida tirar Gamer de cima do muro.
Nota: 6,5
(Gamer)
EUA, 2008 - 95 min
Ação / Ficção científica
Direção: Mark Neveldine e Brian Taylor
Roteiro: Mark Neveldine e Brian Taylor
Por Derek Klein
''Os Condenados'' (The Condemned, 2007), ''Corrida Mortal'' (Death Race, 2008), agora é a vez de Gamer tentar convencer
o telespectador que Reality Show com condenados à morte podem ser uma forma divertida e inteligente de entretenimento.
O Resultado não acaba sendo muito o visionado.
Dos excêntricos criadores de ''Adrenalina'' (Crank, 2006) esperava-se um pouco mais, ou melhor, bem mais ousadia num projeto,
que visionando a idéia em si, poderia gerar frutos muito bons e salvar Gamer do clichê, mas não é bem o que acontece,
e a sensação sobre mais uma tentativa de elevar estes filmes acaba não acontecendo e o motivo acaba sendo confuso, já que o roteiro do projeto poderia restaurar uma boa idéia com a ousadia certa de Mark Neveldine e Brian Taylor, e é aí que tudo fica confuso: roteiro interessante e na mão de ousados criadores, então por que optaram pelo clichê? Pelo monótomo? Uma pena.
Na trama futurista, um jogo criado com o cortex e a nanotecnologia denominado Slayers acaba virando a nova sensação de todo o mundo, gerando bilhões de doláres para uma empresa particular em conjunto com o governo, onde células do cérebro de uma pessoa são gradualmente modificadas via nanotecnologia para permitir controle remoto. Dentro de Slayers, os jogadores são humanos de verdade - condenados ao
corredor da morte que escolhem o campo de guerra do game em troca do perdão da pena, onde a regra consiste em que o jogador tenha que vencer 30 partidas para ser libertado e Kable (Gerald Butler) está quase lá, venceu 27 partidas, e espera sair para rever a esposa e a filha. E para piorar, a esposa de Kable se submete a trabalhar em um jogo similar a ''The Sims'' que também emprega da mesma tecnologia para entreter de todas as formas seus jogadores, inclusive sexualmente, o que coloca Ambie (Amber Valletta)
em uma situação muito desgradável e com poucas alternativas, já que é controlada.
O roteiro começa a se fundir quando descobre-se que os dois ''jogos'' são da mesma empresa, e que a velha história de arma de experimentos
que não deu certo, acaba sendo preso para não revelar nada sobre o projeto e pretende sair da prisão atrás de vingança e blá, blá, blá.
Este pedaço nós pulamos. A questão mesmo poderia ser o moralismo, o fato das pessoas saberem que são pessoas reais fazendo seus movimentos em outro lugar do mundo parece não humanizar as pessoas que jogam, não sabendo o sofrimento que outras que são obrigadas a praticar.
Já que não era pela ousadia que Neveldine e Taylor queriam se sobressaltar, era sobre esta premissa que eles deveriam ter aprofundado Gamer e tudo em questão acaba sendo levemente tocado.
O resultado acaba parecendo bem amador e dificil de compreender: em uma hora Neveldine utiliza suas sacadas ousadas, outra vez tenta mostrar que está querendo desenvolver uma relação além da diversão que os personagens possam trazer e a sensação era que ele mesmo não sabia qual era a melhor opção para deixar Gamer mais atrativo, e o receio de optar por um, misturou e colocou os dois. E como se não bastasse, o futuro - não tão distante, como o inicio do filme sugere, acaba transparecendo uma frieza de artificialismo
muito grande, onde não confia-se que aquilo possa realmente acontecer. Em requisitos de atuação não há sobressaltos e até Gerald Butler, um grande ator, acaba somente no ''carismático'' de sempre.
Mas também o filme não é de todo mal, boas sequências de ação e um vilão que parece ter vindo dos video-games. As grandes sacadas de ação em primeira pessoa devem agradar os amantes de ''Counter Strike'', se não for o seu caso, indicaria outro filme.
Talvez em um remake, alguém decida tirar Gamer de cima do muro.
Nota: 6,5
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9.13.2009
Crítica: Vale Tudo
Por Derek KleinUm filme pode ser salvo mesmo sem recursos de grandes efeitos especiais, ou até mesmo atuações medianas, mas nada consegue salvar um filme do fracasso se o roteiro for ruim, e Vale Tudo, o novo filme de Dito Montiel senti cruelmente a falta dele.
Na trama, Channing Tatum faz Shawn MacArthur, garoto de cidade pequena que se muda para Nova York e leva a vida vendendo contrabando nas ruas. Quando é descoberto pelo malandro Harvey Boarden (Terrence Howard), Shawn vai parar em um lucrativo esporte do submundo da metrópole: o das brigas ilegais.
Já pela sinopse, senti-se que a trama se baseia em clichês, mas como hoje em dia, diretores como Sam Raimi consegue transformar grandes clichês em filmes interessantes, ao menos, esperava-se que Montiel tentasse fazer o mesmo com Vale Tudo, mas que nada, o diretor mostra-se tão desinteressado com o filme que sente-se até os 50 primeiros minutos da trama que ele não sabe para onde quer levar esta verdadeira bomba e depois tenta forçar o drama com superação, vingança e reconciliações.
Até Terrence Howard sente-se desconfortável com sua posição e Channing Tatum acaba literalmente se transformando em uma sombra durante o filme, o garoto não consegue escolher filmes e diretores mais competentes, talento ele até demonstra ter, mas falta alguém que mostre à ele como usá-lo e Dito Montiel fingi não perceber isso e joga o rapaz para brigar. As lutas são desinteressantes e nada até o fim do filme parece ter um pingo de pretensão. Não adianta, blockbusters conseguem até se salvarem com roteiros medianos, mas dramas de produção inferior buscam outras platéias para serem conquistadas e Montiel joga o pior para eles.
Infelizmente ou felizmente os únicos que procurarão o filme são os amantes de luta ou as amantes de Tatum, e se você não for nenhum deles, melhor passar bem longe.
Nota:3,5
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Crítica: Up - Altas Aventuras

Up - Altas Aventuras
UpEUA, 2009 - 96 min
Aventura / Animação
Direção: Pete Docter, Bob Peterson
Roteiro: Pete Docter, Bob Peterson, Thomas McCarthy
Por Derek Klein
Desde muito tempo, a Pixar Animation Studios, tem sido sinônimo de qualidade. E Up - Altas Aventuras, felizmente, está dentro deste padrão!
Os filmes da Pixar, sempre chamam a atenção por sempre terem algo a mais, que durante todo o longa ficava-se quase impossível de se perceber o que era: se era o engenhoso roteiro, a agradável trilha sonora ou o carisma dado aos personagens. Parece brincadeira, mas apesar de Up ser a melhor animação do ano, não sei por onde começar...
Up, mais uma vez, faz com que o telespectador se deslumbre com a viagem que a Pixar consegue proporcionar, fazendo até com que os adultos, lembre das melhores lembranças. Faz com que o mundo se torne mais belo, mais brilhantemente inocente de uma forma que está longe de comprometer a inteligência do público.
Na trama, Carl Fredricksen, um vendedor de balões de 78 anos que finalmente realiza o sonho de uma vida inteira partindo em uma grande aventura depois de prender milhares de balões à sua casa e voar para as florestas da América do Sul.
Como em Wall-E, onde a Pixar conseguiu quebrar a barreira de uma animação brilhante quase sem falas, Up faz questão de quebrar a barreira de uma animação onde o personagem principal é um idoso, onde geralmente, fazem papéis de personagens maus e ranzinzas.
Não há o que reclamar em nenhum requisito do filme, o filme é grandioso, nos passa sempre uma lição de vida, nos diverte, nos emociona de um jeito que só a Pixar consegue fazer!
Engraçado, emocionante, divertido, cultuado e fabuloso. Up é indescritível. Outra vez, mas uma superação da engenhosa, e melhor indústria de animação de todos os tempos, que já tem sua história marcada de criatividade na industria cinematográfica. Corra para os cinemas o mais rápido possível!
Nota:10,0
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9.12.2009
Confira o intrigante trailer de A Origem, o novo filme de Christopher Nolan

''Parece que não haverá econômias em marketing
ao novo projeto de Nolan''
O novo projeto do diretor de O Cavaleiro das Trevas mostra que não veio para brincar, utiliza o mesmo compositor das músicas de Batman, o excelente Hans Wimmer para criar outro clima digno de superar os bilhões feitos seu projeto anterior e ainda conta com ótimos atores e boas jogadas.
Assista ao trailer:
A Origem, estréia em 16 de Julho de 2010.
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Crítica: Anticristo

Anticristo
AntichristDinamarca/Alemanha/
França/Suécia/Itália,
2009 - 109 min/Terror
Direção: Lars Von Trier
Roteiro: Lars Von Trier
Por Derek Klein
Polêmico, é a melhor palavra que traduza a carreira do diretor dinamarquês Lars Von Trier. E este ano, não foi diferente. Von Trier foi vadiado, aplaudido e criticado duramente por inúmeros reportéres no Festival de Cannes por causa de Anticristo, onde o diretor passava por uma profunda depressão e considerou o filme como a terapia que o salvou da doença dizendo: ''Anticristo é o projeto mais importante da minha vida''. Provavelmente é.
A vontade de provocar dor psicológica no telespectador é um feito disputadissímo em Hollywood, depois então de ''Jogos Mortais'' e ''O Albergue'', o cinema basicamente (com raras excessões) viu sangue escorrer telas adentro e fora também, já que até para 3-D os filmes sanguinários foram passados. Mas os diretores de Hollywood se esquecem que a dor fisica só acontece quando o psicológico fora muito afetado e Lars Von Trier não se esquece disto. nem um momento sequer.
Na trama, um casal perdem seu filho em um trágico acidente e dor é tão grande que a mãe da criança entra em uma depressão tão profunda que ela chega a ficar em estados de transe. Com isso, o marido psicológo tenta ajudar a esposa, tentando curá-la com terapias intensivas de psicologia, num lugar, ironicamente chamado, de Éden.
O fato de Von Trier não colocar citar nomes dos protagonistas, é um feito que só engrandece o filme, o deixa mais real, como se tudo aquilo pudesse acontecer a qualquer hora e com qualquer pessoa.
O dinarmaquês não hesita em nenhum só momento de massacrar a dor intensa que a mãe da criança está passando, é uma dor tão brusca que ela atravessa as telas e você literalmente sente o que ela está passando e da posição do pai, de tentar se manter o mais firme possível para que tudo não desmorone, mas claro, tudo é somente fachada.
Lars Von Trier é manipulador, esperto e astuto e você percebe isso quando o diretor decide contar todo o filme em capitulos, onde no fim, você percebe como ele fez para que tudo saísse como precisava ser, para que tudo o que foi criado não perdesse o efeito no fim.
O ponto positivo do filme são os atores pouco conhecidos que são brilhantes, e fazem o possível para que nada dê errado no filme e eles conseguem, são absurdamente convincentes no que transmitem nas telas e mas uma vez dá outro tom realístico ao filme, como também o modo de filmar com a camêra na mão, focando e desfocando em momentos críticos da película, como se quisesse falar com este movimentos, detalhá-los, o que só nos envolve cada vez mais a tudo que se passa.
Muitos talvez não entendam o porquê de algumas coisas acontecerem, como a raposa dizendo ao protagonista ''O Caos reina'' e outras coisas que não convém citar para não estragar surpresas que também acaba elevando Anticristo a um patamar dos mais sombrios pesadelos, aqueles que sentimos medo por coisas absurdas e sem nexo, mas que você particulamente, sabe o sentido de todas? Isso que faz com que o novo filme de Lars Von Trier se torne uma obra-prima.
Mas não sinta-se feliz em sair pouco abalado no fim da projeção, a sensação ruim mesmo começa depois que o filme acabar. Coloca ruim nisso.
A vontade de provocar dor psicológica no telespectador é um feito disputadissímo em Hollywood, depois então de ''Jogos Mortais'' e ''O Albergue'', o cinema basicamente (com raras excessões) viu sangue escorrer telas adentro e fora também, já que até para 3-D os filmes sanguinários foram passados. Mas os diretores de Hollywood se esquecem que a dor fisica só acontece quando o psicológico fora muito afetado e Lars Von Trier não se esquece disto. nem um momento sequer.
Na trama, um casal perdem seu filho em um trágico acidente e dor é tão grande que a mãe da criança entra em uma depressão tão profunda que ela chega a ficar em estados de transe. Com isso, o marido psicológo tenta ajudar a esposa, tentando curá-la com terapias intensivas de psicologia, num lugar, ironicamente chamado, de Éden.
O fato de Von Trier não colocar citar nomes dos protagonistas, é um feito que só engrandece o filme, o deixa mais real, como se tudo aquilo pudesse acontecer a qualquer hora e com qualquer pessoa.
Já na introdução do filme, você sente que Anticristo veio para fazer um marco para os amantes de cinema, começando com uma das cenas mais lindas em preto e branco em slow motion que o cinema já tenha visto. A intensidade de mostrar que a cena rompe todas as barreiras, é mostrar não só romanticamente dizendo, mas literalmente mostrando a cena de sexo entre os dois protagonistas que entregam-se totalmente um nos braços do outro. E é onde a desgraça toda acontece, quando todas as barreiras começam a ser quebradas, onde você começa a sentir o porquê de todo o sofrimento que virá a seguir.
O dinarmaquês não hesita em nenhum só momento de massacrar a dor intensa que a mãe da criança está passando, é uma dor tão brusca que ela atravessa as telas e você literalmente sente o que ela está passando e da posição do pai, de tentar se manter o mais firme possível para que tudo não desmorone, mas claro, tudo é somente fachada.
Lars Von Trier é manipulador, esperto e astuto e você percebe isso quando o diretor decide contar todo o filme em capitulos, onde no fim, você percebe como ele fez para que tudo saísse como precisava ser, para que tudo o que foi criado não perdesse o efeito no fim.
Depois de tanta dor psicológica, enfim, o diretor começa as torturas fisicas, que são quase, que, insuportáveis de serem assistidas. Quebrar as barreiras é a essência do filme e o diretor evita todos os cortes possíveis para que você sinta a realidade introduzida nas cenas, é tudo muito assustador.
O ponto positivo do filme são os atores pouco conhecidos que são brilhantes, e fazem o possível para que nada dê errado no filme e eles conseguem, são absurdamente convincentes no que transmitem nas telas e mas uma vez dá outro tom realístico ao filme, como também o modo de filmar com a camêra na mão, focando e desfocando em momentos críticos da película, como se quisesse falar com este movimentos, detalhá-los, o que só nos envolve cada vez mais a tudo que se passa.
Muitos talvez não entendam o porquê de algumas coisas acontecerem, como a raposa dizendo ao protagonista ''O Caos reina'' e outras coisas que não convém citar para não estragar surpresas que também acaba elevando Anticristo a um patamar dos mais sombrios pesadelos, aqueles que sentimos medo por coisas absurdas e sem nexo, mas que você particulamente, sabe o sentido de todas? Isso que faz com que o novo filme de Lars Von Trier se torne uma obra-prima.
Mas não sinta-se feliz em sair pouco abalado no fim da projeção, a sensação ruim mesmo começa depois que o filme acabar. Coloca ruim nisso.
Nota: 9,8
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9.07.2009
Crítica: Se Beber, Não Case
Se Beber, Não Case
The Hangover
EUA, 2009 - 100 min/Comédia
Direção: Todd Phillips
Roteiro: Jon Lucas, Scott Moore
Por Derek Klein
Após uma boa premissa, ótimas críticas e se transformar em um fenômeno nos EUA, Se Beber, Não Case chega aos cinemas brasileiros cumprindo todo o que promete: diversão e muitas risadas, na nova comédia de Todd Phillips.
Na trama, o personagem de Justin Bartha (Doug) está noivo e junto de três amigos decide fazer uma despedida de solteiro em Las Vegas, só que eles acabam bebendo demais e tudo sai fora do controle. Mas só descobrem isso, quando o quarto de 4,500 doláres está destroçado, eles estão nús jogados pelo quarto, um deles está sem o dente da frente, dentro do banheiro há um tigre, trancado dentro de um armário um bebê e o noivo sumiu.
Falar em despedidas de solteiro por Las Vegas pode sugerir clichês sem fim, já que inúmeros e incontáveis longas já foram gravados na cidade, este sem dúvida, não pode ser comparado a nenhum deles, conseguiram transformar tudo o que um diretor Hollywoodiano poderia destruir um filme e criaram uma das comédias mais divertidas dos últimos cinco anos. Qual a receita de um filme assim dar certo? Simples: fugir da normalidade e jogar o politicamente incorreto. E Zach Galifianakis é a grande prova disto.
O cara masturba bebês, faz piadas do 11 de Setembro e outras coisas tão absurdas que se tornam tão divertidas, já que o próprio ator é uma comédia e nota-se o grande carisma e competência só de olhar em seu rosto. Bradley Cooper e Ed Helms também não ficam atrás, sente-se o conforto de trabalho entre ambos juntos, que acaba resultando um realismo ótimo e boas cenas, aliás, parece que realmente eles já se conheciam e isto é excelente, já que na maioria das comédias do gênero, apelam primeiro ao sexo e mulheres nuas para divertir o telespectador e aqui, a arma deles é muito maior: o envolvimento e atenção dos atores para que nenhuma oportunidade fuja e sentir aquela sensação de ''poderiam ter ido além'', mas não, são ótimas tiradas durante toda a projeção sem direto à descansos.
E olha que a versão que chegou do filme ao Brasil, foi uma versão mais light, já que nos Estados Unidos, o politicamente incorreto filme de Phillips foi ainda mais corajoso e com certeza foi o que levou o filme de 35 milhões arrecadar quase 300 milhões de doláres somente no país com uma censura de PG-17.
Mas não desespere-se, a versão modificada do Brasil corta linguajares ''obscenos'' e nudes absurda da versão original, mas nenhuma cena foi cortada do filme. Mas isso deve ser totalmente resolvido na versão que chegará em DVD.
Filme modificado ou não, Se Beber, Não Case, sem dúvidas, foi o filme de comédia do ano.
Nota: 9,5
The Hangover
EUA, 2009 - 100 min/Comédia
Direção: Todd Phillips
Roteiro: Jon Lucas, Scott Moore
Por Derek Klein
Após uma boa premissa, ótimas críticas e se transformar em um fenômeno nos EUA, Se Beber, Não Case chega aos cinemas brasileiros cumprindo todo o que promete: diversão e muitas risadas, na nova comédia de Todd Phillips.
Na trama, o personagem de Justin Bartha (Doug) está noivo e junto de três amigos decide fazer uma despedida de solteiro em Las Vegas, só que eles acabam bebendo demais e tudo sai fora do controle. Mas só descobrem isso, quando o quarto de 4,500 doláres está destroçado, eles estão nús jogados pelo quarto, um deles está sem o dente da frente, dentro do banheiro há um tigre, trancado dentro de um armário um bebê e o noivo sumiu.
Falar em despedidas de solteiro por Las Vegas pode sugerir clichês sem fim, já que inúmeros e incontáveis longas já foram gravados na cidade, este sem dúvida, não pode ser comparado a nenhum deles, conseguiram transformar tudo o que um diretor Hollywoodiano poderia destruir um filme e criaram uma das comédias mais divertidas dos últimos cinco anos. Qual a receita de um filme assim dar certo? Simples: fugir da normalidade e jogar o politicamente incorreto. E Zach Galifianakis é a grande prova disto.
O cara masturba bebês, faz piadas do 11 de Setembro e outras coisas tão absurdas que se tornam tão divertidas, já que o próprio ator é uma comédia e nota-se o grande carisma e competência só de olhar em seu rosto. Bradley Cooper e Ed Helms também não ficam atrás, sente-se o conforto de trabalho entre ambos juntos, que acaba resultando um realismo ótimo e boas cenas, aliás, parece que realmente eles já se conheciam e isto é excelente, já que na maioria das comédias do gênero, apelam primeiro ao sexo e mulheres nuas para divertir o telespectador e aqui, a arma deles é muito maior: o envolvimento e atenção dos atores para que nenhuma oportunidade fuja e sentir aquela sensação de ''poderiam ter ido além'', mas não, são ótimas tiradas durante toda a projeção sem direto à descansos.
E olha que a versão que chegou do filme ao Brasil, foi uma versão mais light, já que nos Estados Unidos, o politicamente incorreto filme de Phillips foi ainda mais corajoso e com certeza foi o que levou o filme de 35 milhões arrecadar quase 300 milhões de doláres somente no país com uma censura de PG-17.
Mas não desespere-se, a versão modificada do Brasil corta linguajares ''obscenos'' e nudes absurda da versão original, mas nenhuma cena foi cortada do filme. Mas isso deve ser totalmente resolvido na versão que chegará em DVD.
Filme modificado ou não, Se Beber, Não Case, sem dúvidas, foi o filme de comédia do ano.
Nota: 9,5
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8.28.2009
Crítica: Arraste-me para o Inferno
Por Derek KleinSabe quando você ouve todo mundo dizer que os filmes antigos de terror que eram gloriosos? Pois bem. É com esta premissa que Arraste-me para o Inferno chega aos cinemas. Mas parece que muitos esquecem daqueles filmes de terror baratos que utilizavam cenas absurdas por falta de recursos? E o filme acabava ficando ainda pior? É assim que me senti depois de ver o novo projeto de Sam Raimi.
Na trama, a vida da ambiciosa Christine Brown vai bem até que uma misteriosa senhora aparece no banco em que ela trabalha para implorar por uma extensão do empréstimo de sua casa. Quando a jovem nega o pedido e despeja a idosa, ela lança a maldição da Lâmia sobre ela, transformando sua vida em um pesadelo. Assombrada por um espírito maligno e desacreditada por um namorado cético, Christine recorre ao vidente Rham Jas para salvar sua alma da condenação eterna.
Talvez não aja mais premissa cheia de clichês em um filme de terror como esta, mas é a partir daí que Sam Raimi tenta trazer os velhos tempos do terror para brilhar novamente com tudo aquilo com que ele foi criado muito tempo atrás, e em partes consegue, e muito. Raimi consegue criar situações que apesar de tudo, ainda consegue colocar medo nas pessoas, e se não tivesse pensado em intercalar humor a trama, talvez aqui pudessemos ver um dos melhores filmes de terror deste ano, o que resultou em um filme que sente-se a todo momento que o diretor está tirando sarro da platéia, aonde ele eleva o medo as alturas e quando está para dar o ''gran finale'' ele coloca alguma cena ridicula para não cair no conceito do ''convencional'', como por exemplo demônios vomitando animais, olhos aparecendo dentro de bolos e outras coisas tão absurdas que faz com que você pergunte-se o que está fazendo dentro da sala de cinema vendo aquilo.
Por outro lado, toda a intenção de renascer filmes antigos de terror está lá, desde o intro, até o letreiro em preto e branco no fim, vendo como Sam consegue converter tanto clichês em coisas interessantes, era mais do que esperado que ele limita-se a trazer o outro lado dos tempos antigos que muitos querem esquecer, e não é falta de competência, por que até as velhas que sempre são utlizadas em filmes de terror consegue aqui ter o maior destaque de qualquer bizarrice que algum idoso já tenha participado, pode se dizer que boa parte que o filme tem de ressalva deve-se à ela.
Tudo estava ali, ele tinha ''a faca e o queijo nas mãos'', mais prefiriu fazer de outra forma. Acima de tudo de bom que você consegue tirar do filme, uma mensagem fica ainda mais estampada: Terror e Comédia são gêneros que não combinam, principalmente quando vende-se em marketing apenas um dos gêneros utilizados no filme.
Nota: 5,0
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Crítica: G.I Joe: A Origem de Cobra
Por Derek Klein Depois de tantos elogios do próprio Stephen Sommers, G.I Joe: A Origem de Cobra chega ao cinemas, finalizando os blockbusters milionários de verão. O filme tem muita ação, pouca história e algumas piadas sem graças, mas como blockbuster, foi o filme que mais funcionou.
Na trama, a equipe conhecida como G.I. Joe (Global Integrated Joint Operating Entity), elite militar norte-americana que está na Europa quando recebe a missão de derrotar Cobra, uma organização criminosa liderada por um traficante de armas escocês.
A história em si é cheia de clichês, mas Sommers a construiu de um jeito que sente-se que tudo ali poderia ir mais longe, tudo poderia ter ficado e ser levado mais a sério também, como se fosse as histórias antigas do Batman, em tudo sempre tinha uma piadinha boba, e daí chegou um tal Christopher Nolan e jogou um dark em cima do morcegão e beirou a perfeição com o projeto. O problema é que a Paramount tem um padrão para estes filmes de adaptação de bonecos depois da explosão de dinheiro que Transformers gerou a eles, então se nem mesmo quem fornece o dinheiro para produzir filmes assim leva o projeto a sério, não será outros que o levarão.
E a partir da premissa de filme de ação/aventura/comédia, G.I Joe praticamente se limita a ação desenfreada, com píadas introduzidas, fazendo todas as cenas que poderiam dar um ''Q'' a mais na história se tornarem apenas cenas divertidas e sem seriedade. Dizer que isto é um rótulo digno de um blockbuster: Pode se dizer que sim. Mas se a idéia era vender um filme quase família para conseguir mais bilheteria, sabia que tudo poderia ter ficado mais interessante sem precisar aumentar a censura, e O Cavaleiro das Trevas é um ótimo exemplo disto, não?
Deixando a negatividade de lado, sobressaltamos que a melhor cena do filme é a corrida entre Paris. Muito bem feita e com um tom altamente realistico, incluindo uma mixagem de som ótima, é com certeza a cena que seus amigos lembrarão quando perguntarem para você deste filme.
Em relação a atuação não há sobressaltos, Dennis Quaid tem a marca de líder estampada em seu rosto, já Marlon Wayans definitivamente incomoda o filme e Channing Tatum poderia ter ido melhor, mas sente-se que não tenta nada maior por vontade do diretor de sobressaltar outras coisas no filme, como a alta tecnologia, que enfim, favoreceu algumas cenas a película.
Como disse anteriormente, G.I Joe: A Origem de Cobra, pode ser o blockbuster que tecnicamente mais funcionou, mas não disse que era o melhor e com Star Trek e Harry Potter na lista do verão americano, não é mesmo.
Nota: 7,0
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