11.20.2009

Crítica: A Saga Crepúsculo: Lua Nova

A Saga Crepúsculo: Lua Nova
The Twilight Saga: New Moon
EUA, 2009 - 130 min
Romance / Fantasia
Direção: Chris Weitz
Roteiro: Melissa Rosenberg

Por Derek Klein
Depois de um ano e muita expectativa, a continuação de Crepúsculo, Lua Nova chega aos cinemas. Um filme bem superior ao primeiro,
mostrando que seus realizadores entenderam o tamanho da situação que puseram-se ao traduzir para as telas, um dos romances teen mais
famosos dos últimos tempos, mas ainda tem coisas a desejar.

De épocas em épocas, há filmes que modificam o cinema, involuntariamente ou não, trazendo em resultado, dar uma moda temporária de filmes que se aproximam ao máximo do gênero, a fim de obter o mesmo Sucesso. Quando em 2001, Harry Potter chegou aos cinemas fazendo uma das bilheterias mais louváveis de todos os tempos, todos acharam que era o bruxinho era o filme ''modinha'' do momento. 2002 chegou e estava lá Harry Potter massacrando todos os filmes que ingressam nos cinemas. Veio 2004 e Harry Potter a partir daí provou que tinha vindo para ficar, enlouquecendo outras produtoras de filmes, que tentaram de qualquer maneira, arranjar um substituto ao bruxo, para acabar com seu legado ou simplesmente substituí-lo quando sua história chegasse ao fim. Vieram ''As crônicas de Nárnia'', ''Eragon'', ''Os seis signos da Luz'', ''A Bússola de Ouro'', ''Piratas do Caribe'', ''Transformers'', entre outros. Que com excessão aos dois últimos citados não foram para frente ou simplesmente perderam a força conforme os anos. Motivo? O de sempre. Nunca houve história que realmente motivasse o público para voltarem seis vezes ao cinema como já aconteceu com Harry Potter. Foi aí que apareceu Crepúsculo. Situado na internet como o substituto de Potter na literatura e nos cinemas, Crepúsculo ganhou força e logo chegou aos cinemas. Com um orçamento razoável, o filme dominou os cinemas, animando seus realizadores para uma continuação, isso mesmo que o filme de origem da possível frânquia tivesse sido bem ruim, o que pelo visto hoje, não desanimou o público para ver a continuação.

Só citei toda esta história por um motivo bem simples: A Saga Crepúsculo, seja ele, Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse ou Amanhecer não são os futuros substitutos de Harry Potter, seus livros e filmes podem até serem bons entretenimentos para alguns e serem tudo para os fãs, mas A Saga Crepúsculo não tem a força e a magnitude que a criação de J.K Rowling tem. Ao contrário de Stephenie Meyer, Rowling cativou não só o seu público alvo, mas fez milhões de pessoas no planeta se voltarem cultuadamente a sua criação. A Summit Enterteniment entende isso, tanto que foi obrigada a colocar nas continuações de Crepúsculo ''A Saga Crepúsculo'', para que os não fãs pudessem identificar que aqueles filmes eram continuações. Não nego seu fênomeno e sua ambição, mas enxerguem a realidade e desfrutem a honra de conseguirem chegar a progredir e crescer dentro deste gênero fantasioso, que poucos conseguiram.

Voltando a Lua Nova, a chegada de Chris Weitz foi de bom grado, e nota-se a diferença que fez desde o começo do filme, dando-lhe um ''acabamento'' sútil e interessante, alternando-se de boas trilhas sonoras, reformulando aquela fotográfia fraca e sem graça, para uma mais clássica e mais objetiva ao mesmo tempo, transformando aquele mundo ''morto'' de Crepúsculo.

Na trama, Bella festeja seu aniversário na casa da família Cullen, desfrutando e conhecendo ainda mais a família de Edward, quando um pequeno acidente acontece, Bella se corta e é atacada por um membro da familia, o vampiro enxerga todo o perigo que a coloca, decidindo assim, abandonar a garota. Entrando em uma depressão profunda, Bella abre uma amizade profunda com Jacob, onde vê a seu lado uma diminuíção de sua dor. Percebendo que Edward aparece em ''vultos'' à ela em momentos de perigo, Bella arrisca-se
pulando para o mar de um penhasco, a situação se complica, mas Jacob consegue a resgatar. Por um mal entendido Edward acredita que Bella morreu e decide ir para a Itália para entregar à familia Volturi, seu corpo à morte.

Bom, do elenco principal nada mudou, Kristen Stewart sorri, entristesse, chora e sua cara nunca muda, a mesma coisa pode se dizer de Robert Pattinson que não se esforça mais que balançar o cabelo e decorar frases bonitas para derreter as garotas. Taylor Lautner é uma surpresa agradável, apesar de Weitz limitar o garoto a posição de objeto sexual do filme, ainda sim o garoto esbanja carisma e mostra-se dedicado, se explorado, poderá se tornar um grande ator. Já o elenco secundário se sai um pouco melhor, Michael Sheen definitivamente é a atração por onde passa, mas Dakota Fanning não passa de um objeto controlado do cenário que preenche.

Chris Weitz utiliza melhor seu orçamento, melhora efeitos especiais e visuais, utiliza de uma maquiagem menos artificial, mas ainda não beira a realidade. E isso pode se dizer do filme todo. O filme em si é bem mais desenvolvido e aproveitado que seu anterior, mas ainda deixa exposto um artificialismo que, poderia ser rapidamente consertado se tivesse dado tempo suficiente e se esforçassem com dedicação. Já o roteiro novamente apela para o público alvo, fará as garotas irem ao delírio, mas enjoará fácil os garotos. Mas é compensado com cenas de ação mais elaboradas e sofisticadas, que fará ao menos, não ser uma tortura aos namorados que forem forçados a ver o longa.

Resumindo Lua Nova, o filme é bem superior ao primeiro, se você não achou de todo mal o primeiro, vai gostar bem mais deste. Mas infelizmente é muito destinado ao público alvo e isso é tão notável, que os produtores nem se dão ao trabalho de capricharem no filme e/ou na frânquia. Prova disto é que Eclipse será lançado daqui 7 meses. E também é prova que seu sucesso veio e passará tão rápido que quando Amanhecer, a continuação de Eclipse e último livro da adaptação aos cinemas, chegue antes até da segunda parte de Harry Potter e as Relíquias da Morte, mostrando que seus produtores entendem o que tem em mãos.

Nota:7,0

11.16.2009

Crítica: 2012

2012

EUA, 2009 - 158 min
Ação / Ficção científica
Direção: Roland Emmerich
Roteiro: Roland Emmerich, Harald Kloser


Por Derek Klein
Roland Emmerich nunca foi um diretor exemplar, mas se destacou com projetos que sempre agradaram, na maioria das vezes,
o grande público. Parece até algum tipo de brincadeira ou piada sem graça, mas Roland Emmerich conseguiu, mais uma vez, enganar
não só o grande público, mas como a crítica, que pacientemente, esperava um projeto inusitado, já que a idéia do longa realmente pendia para o que mais o diretor alemão consegue fazer: destruir coisas. Resultado? Emmerich conseguiu um feito inédito no mundo: se auto plágiar. Sim, o novo filme de Roland Emmerich é uma copia descarada de ''O Dia Depois de Amanhã''. E é desde jeito que 2012 invade as telas.

Na trama, a teoria Máia consiste em dizer que em 2012 o sistema planetário é alterado fazendo com que a Terra desloque-se para outro ponto sofrendo efeitos extremente catastróficos e irreversíveis, que indicam trazer o fim do mundo com a descolação da crosta terrestre.

O longa não tem próposito, não tem originalidade, e não tem intenção maior que faturar milhões pelo mundo afora, utilizando de marketing, pontos turisticos poucos explorados nos cinemas como o Cristo Redentor. Isso mesmo. Se você está achando que pela primeira vez na vida em um filme você veria o Brasil se desmoronar pode ir acordando, a Columbia Pictures fez apenas uma questão de jogar  a estátua no cartaz para trazer curiosidade ao público. Mas não se engane. Não há nada que você não tenha visto em outros filmes de Roland Emmerich que não esteja neste filme. Há o pai que tenta reconquistar os filhos, o cientista desacreditado pelo governo americano, o presidente de alma boa que carrega em seu gabinete um assistente cruel e calculista, o casal de idosos, pessoas desnorteadas andam sem rumo pela neve, músicas de impacto em cenas mais drámaticas, até o cachorro que se salva dos acontecimentos apocaliticos aparece no filme e as ''coincidências'' chegam até doer os olhos.

O mais engraçado de tudo que Emmerich sempre teve ótimas premissas e ótimas oportunidades em seus projetos, como em 2004 que construíu ''O Dia depois de Amanhã'' numa época que o aquecimento global de tornou um problema muito aberto e público, como também poderia ter  aproveitado em 2008 com a época de filmes épicos de 2007 como ''300'', ''Desbravadores'', ''Alatriste'' e um pouco mais adiante, mas já divulgado ''A Lenda de Beowulf'' para levar a outro patamar seu ''10.000 A.C'', e agora que estamos numa época de extremas mudanças e bem perto da suposta data do fim do mundo, 2012 tinha tudo para ter sido um dos melhores filmes do ano. Dizer que era medo perder dinheiro com um filme mais sério não era, isto já passou, faz tempo e ''O Cavaleiro das Trevas'', ''300'', ''Distrito 9'', ''Bastardos Inglórios'' são as maiores provas disto, não há desculpa. O que Roland Emerich faz é enganar o público com excelentes propagandas e nos entregando tudo o que já vimos antes.

Nem John Cusack, nem Amanda Peet ou Thandie Newton não conseguem, ao menos, cativar o público com seus personagens, que só faz o filme perder ainda mais o brilho da tal premissa Máia.

Acho que se pudesse dizer que 2012 valia a pena por alguma coisa diria que era pelos efeitos especiais, que mais uma vez, é a atração de um filme de Emmerich. Detalhista, o diretor prefere diminuir tomadas áreas, deixando seu ''monstro'' catastrófico ainda maior e mais violento, com tomadas belissímas de puro caos; algumas forçadas, mas sim, de muita qualidade.

Mas não se engane Roland Emmerich não evoluiu, foram as novas tecnologias que proporciaram isto à ele, se não, ele teria feito igual ao de  ''O Dia depois de Amanhã''. Nem os atores, nem os efeitos, nem os 5 segundos do Cristo desabando sobre o Rio de Janeiro salva 2012 do desastre, e desta vez falo do filme e não do tema.

Nota: 4,0

11.09.2009

EXCLUSIVO Crítica: Atividade Paranormal

Atividade Paranormal
Paranormal Activity

EUA, 2009 - 98 min
Terror/Suspense
Direção: Oren Peli
Roteiro: Oren peli

Por Derek Klein
Desde o absurdo dinheiro que A Bruxa de Blair (The Blair Witch Project) rendeu aos seus criadores e investidores que,
em porcentagem ao pequeno orçamento, bateu o recorde de melhor bilheteria de todos os tempos nos cinemas. O longa custou apenas 36 mil doláres e arrecadou 248 milhões. Um ano depois, A Bruxa de Blair ganhou uma continuação horrenda que destruiu a reputação dos criadores do primeiro filme e a idéia de câmera caseira foi deixada de lado por algum tempo. Anos mais tarde projetos ótimos como o filme espanhol [REC], a filmagem de um ataque do monstro de JJ. Abrams em Cloverfield acabou empolgando novamente o público com o estilo até chegar o mais recente Distrito 9. Mas nada que chegasse a se comparar ao filme de origem à ''moda''.

Sem monstros, zumbis ou alienígenas, Atividade Paranormal é constituído de uma maneira simples: uma estudante de universidade afirma que espiritos não há deixam em paz já faz anos. O namorado incredúlo compra uma câmera para filmar dia e noite os acontecimentos dentro da casa. Com 15 mil doláres, Atividade Paranormal tenta recriar sobre outras circunstâncias o pavor que A Bruxa de Blair causou no mundo.
Com a metade do orçamento Oren Peli consegue exatamente o que queria e vai além.

Apesar de uma premissa que a primeira vista possa soar de um clichê absurdo, já é totalmente esquecida desde os primeiros minutos do filme. O realismo é tão absurdo quando o de Blair. O desespero toma conta e o telespectador se sente totalmente desconfortável a determinadas cenas. Os atores desconhecidos dão créditos a Peli e a casa comum nos mostra o quanto normal toda aquela situação possa ser, ou pior, vir a acontecer.

Oren Peli entende que o medo não é presenciar espiritos, mortes ou assassinatos e sim fazer com que isso fique oculto ao telespectador, fazendo-o, involuntariamente, imaginar o que está acontecendo e esta parte o diretor israelense mantém praticamente intacto ao de A Bruxa de Blair, só que um pouco de ousadia fez com que aquele ''intacto'' viesse junto do ''praticamente''.
No longa de 1999 que seguia esta premissa de fazer o telespectador se apavorar com sua própria imaginação, ele comete um pequeno erro do qual poderia ter sido reparado: o longa sempre retratava que a história da bruxa era uma lenda, depois o diretor fez questão de provar que isso não era verdade, mas fez questão de fingir que não desmentiu e em momento algum não há sinal de nenhum ser no meio da floresta, o que acaba, desnecessariamente, confundindo um pouco o público, que na maioria, sairam revoltados do cinema (injustiçamente por que o filme é excelente). Mas aqui não. Peli utiliza de bizarras provocações que só fazem a mente do espectador ficar ainda mais fértil e é claro que o cenário da típica casa americana é outro ponto que faz toda esta premissa ser realizada com extremo sucesso.

E a partir daí começam os gritos, a inquietação, os sustos, a indignação e o receio de tudo aquilo poder ser real e Oren Peli faz questão de martelar isso o filme todo. Seria imprudente detalhar mais de um filme como Atividade Paranormal, que num ano de caríssimos blockbusters atraiu o público para um projeto de tão pequeno porte, que acabou se tornando febre nos cinemas nos Estados Unidos, subindo semanalmente nas colocações de bilheterias, quebrando já a barreira dos 100 milhões, ultrapassando Titanic em porcentagem de orçamento e isso só prova que é a critividade que faz um filme e não seus efeitos especiais.

É claro que se você for algum fã psicótico por sangue e morte no estilo ''Jogos Mortais'' e não tem a paciência do terror realmente tomar conta de você, afaste-se do longa. Se você for dos que adoraram ''A Bruxa de Blair'', pense bem aonde, com quem e que horas vai assistir este filme.

Definitivamente até agora, o melhor filme de terror da década. Talvez Oren Peli faça esta marca sumir ano que vem com ''Área 51''.


O longa estréia em 4 de Dezembro.


Nota: 9,8



[Na estréia do longa, a crítica terá alterações devido o filme ter sido lançado com três finais diferentes. Não Perca!]

10.20.2009

Crítica: Distrito 9

Distrito 9
(District 9)

África do Sul / Nova Zelândia, 2009 - 112 min
Ação / Ficção científica
Direção: Neill Blomkamp
Roteiro: Neill Blomkamp, Terri Tatchell

Por Derek Klein
Todo mundo sabe que não é de hoje que alguns filmes de baixo orçamento estouram em bilheterias por se destacarem, em geralmente, um projeto inusitado. Mas de 2 anos para cá, isso cresceu demais, felizmente.
Depois de Cloverfield, [REC], Busca Implácavel, Se Beber, Não Case, chegou a vez de Distrito 9 mostrar que fez jús ao fenômeno de bilheteria e críticas positivas ao redor do mundo. E pode ter certeza. Neill Blomkamp começou com o pé direito.

Seja por um realismo impressionante, o modo de filmar ou a história, Distrito 9 entra como uma surpresa super agradável que faz com que o gênero de Ficção Científica sinta que ainda há meios de tornar tudo ainda mais interessante. Mesmo que, por vezes, tenhamos que utilizar alguns clichês. E Blomkamp entende isso.

A trama começa na década de 80, onde uma nave alienigena acaba de pousar em cima de Joanesburgo, na África do Sul, onde fica imóvel durante três meses. Passado o tempo, os humanos decidem invadir a nave, encontrando Et's em condições péssimas, doentes e desnutridos. O Governo africano decide criar uma área para agrupar-los, denominada Distrito 9. Acontece que com o tempo, as coisas saem do controle. O Abrigo de torna uma favela, dominada por tráfico, miséria e injustiças. As pessoas que moram perto decidem forçar o governo, por medo, a restringir o local alienígina, para que não aja caos. Mas tudo vai de mal a pior, onde decidem retirar quase 2 milhões de Et's do distrito, para levár-los a outro acampamento há 200 km  longe da cidade, que na verdade é um campo de concentração. E para tal evacuação, Wikus Van De Merwe é encarregado do despejo destes extraterrestres. É aonde tudo acaba piorando de vez.

Falar mais da trama é colocar em risco as surpresas do filme e isso eu não poderia fazer. O que eu posso fazer é dizer quanto Distrito 9 vale a pena ser assistido. As questões de morais predominam todo o filme, e a sensação (rara hoje em dia) de raiva sobre os humanos acabam inquietando o telespectador. Questões sobre preconceitos, crueldade e injustiça, fazem a visão do primeiro longa de Neill Blomkamp enchergar além de alienígenas e mostrar que aquilo tudo poderia estar acontecendo com outros seres humanos, de outros costumes, sem serem necessariamente, alienígenas. E mostram, para nós, como o mundo de hoje está ainda mais sujo pela ganância de capitalismo e poder, fazendo com que, inconsientemente e incorruptívelmente os humanos façam de tudo para obterem sempre mais e mais.

Em questões técnicas, Blomkamp acerta mais uma vez, em um design detalhado, interessante, diferente e em certos momentos, cativante. Há outros claro, que ele consegue predominar o mistério do desconhecido, o desespero e a aflição, junto com cenas magníficas de ação, mas sempre mantendo o bom desenvolvimento do roteiro. E colocar Sharlto Copley como o personagem Wikus, foi perfeito. Você pode odiar e amá-lo ao mesmo tempo, simplesmente fascinante.

Já os mais puristas, acusam Distrito 9 de ser um projeto que começa totalmente novo, para cair na solução mais fácil do monótomo. Eu não creio nisto. Apesar de concordar, que a abertura de sensacionais 30 minutos do filme seja brilhante, o projeto não teria forçar para chegar até o fim seguindo aquela linha de estratégia por um simples motivo: frieza. Sim, frieza. Apesar de brilhante e muito interessante, não há carisma e cativação pelo longa neste período, já que ele emprega uma forma impessoal de contar sua história, e isso involuntariamente, acabaria afastando o telespectador de sentir toda aquela crueldade, de uma forma mais humana e pessoal e é evidente que a chave desta pélicula, que se divide, entre um documentário e um filme, que por diversas vezes, é emocional, chama-se Wikus. Apesar de brilhante, a atuação não é somente o mérito desta chave e sim, por ele ser responsável por o telespectador sempre ver tudo dos dois lados. E lá vai outro mérito para Neill Blomkamp.

Blomkamp estava cogitado para dirigir a adaptação de Halo, que foi cancelado pela discórdia entre a Microsoft e a Universal Pictures, fazendo que Peter Jackson (A Trilogia de Senhor dos Anéis) voluntariamente financiasse um projeto para que Neil torna-se seus trabalhos mais famosos e conhecidos. E não vejo como melhor ele poderia ter conseguido tudo isso.

Lido uma vez, encerro a crítica sobre a seguinte frase: ''Distrito 9 é um tapa na cara dos seres humanos cada vez mais egoístas e ambiciosos''.

Nota: 9,5

10.10.2009

Crítica: Bastardos Inglórios


Bastardos Inglórios
(Inglourious Basterds)
EUA, 2009 - 153 min
Guerra
Direção: Quentin Tarantino
Roteiro: Quentin Tarantino


Por Derek Klein
Sádico, doente, gênio. Quentin Tarantino já foi chamado de muitas coisas. E a palavra ''polêmico'' talvez,
encaixaria melhor em toda a sua fama. Pessoalmente, eu encaixaria: brilhante. Tarantino sabe como ninguém deixar um filme surreal e divertido, utilizando muitas vezes a clichêria para transparecersuas idéias e pode se dizer que, graças ao clichê, suas idéias sempre inovam ou transformam determinadas situações, já muita das vezes de ótimas sacadas, para outro patamar. E podemos dizer, felizmente, que Bastardos Inglórios entra nesta lista.

Recebendo inúmeros elogios por onde passa, o novo filme de Tarantino consegue retratar a ditadura da Segunda Guerra de uma maneira totalmente diferenciada da habitual e utiliza os clichês ao seu favor, deixando de lado toda aquela falação melodramática e incorporando uma história diferente dos livros de história, para literalmente, ''vermos o que precisava ser visto e não foi''. Confuso? Não fique.

Com uma simples e competente história distribuídas em capitulos (à lá Kill Bill), Bastardos inglórios narra duas histórias ao mesmo tempo: A dos conhecidos como Bastardos, matadores cruéis de nazistas, tentando se infiltrarem como cívis na França, para tentar acabar com a repreensão dos nazistas aos Judeus e a história de Shosanna Dreyfus, uma garota que presencia a familia judia morta na sua frente por nazistas tendo que viver entre os nazistas e com uma identidade falsa, para piorar a situação, um jovem soldado nazista admira a jovem, aonde nele, ela vê a chance de se vingar.

Quentin Tarantino foi meticulosamente sábio ao empregar seus diferenciais, onde dar uma pitada de seus ''modos''e ainda por cima, conseguiu fazer com o que o telespectador tenha a maior raiva possível (se já não fosse o bastante) dos nazistas, que sem dúvidas algumas, são os pés e a cabeça do filme. E o nome disto se chama Christoph Waltz.

Que os alemães são pessoas de consensos fortes, principalmente os nazistas. Isso todo mundo já sabe. Mas Terantino foi além, e fez com que Waltz mostrasse o quanto um nazista pode ser insuportávelmente chato, arrogante e cínico, de uma educação que chega a se tornar inoportuna e desagradável.
Pouco conhecido, Christhoph Waltz sem dúvidas, rouba todas as cenas do filme, como Heath Ledger conseguiu fazer com ''Coringa'' em O Cavaleiro das Trevas.  É um ator extremamente compentente, que sem sobra de dúvidas, a partir de agora, será muito mais explorado no cinema e ter todo o reconhecimente
que merece. Simplesmente extraordinário.

Mas felizmente não é somente Waltz o talento todo do filme, muito bem também se saí Brad Pitt como o tenente dos Bastardos, Mélanie Laurent como Shosanna, Diane Kruger como a agente dupla e em especial, brilhantemente doente e mazoquista Eli Roth. Na verdade todo o elenco está além de muito bem escolhido, empenhados devidamente aos papéis.

Outro requisito de mérito é o roteiro interessante, inteligente e inovador, que faz com que filmes como ''Operação Valquíria'' (Valkirie, 2009) caiam no esquecimento, e dêem lugar ao ficcionismo brilhante de Tarantino, que igualando, digamos, ao seu modo pessoal de transmitir suas histórias, faz com que Bastardos Inglórios seja um filme muito satisfatório e memorável. Que atores extraordinários façam com que, (não é o caso e sim um exemplo) requisitos técnicos sejam praticamente esquecidos.

Definitivamente, um dos melhores filmes de Quentin Tarantino.

Nota: 9,5

Crítica: Gamer


Gamer
(Gamer)
EUA, 2008 - 95 min
Ação / Ficção científica
Direção: Mark Neveldine e Brian Taylor
Roteiro: Mark Neveldine e Brian Taylor


Por Derek Klein
''Os Condenados'' (The Condemned, 2007), ''Corrida Mortal'' (Death Race, 2008), agora é a vez de Gamer tentar convencer
o telespectador que Reality Show com condenados à morte podem ser uma forma divertida e inteligente de entretenimento.
O Resultado não acaba sendo muito o visionado.

Dos excêntricos criadores de ''Adrenalina'' (Crank, 2006) esperava-se um pouco mais, ou melhor, bem mais ousadia num projeto,
que visionando a idéia em si, poderia gerar frutos muito bons e salvar Gamer do clichê, mas não é bem o que acontece,
e a sensação sobre mais uma tentativa de elevar estes filmes acaba não acontecendo e o motivo acaba sendo confuso, já que o roteiro do projeto poderia restaurar uma boa idéia com a ousadia certa de Mark Neveldine e Brian Taylor, e é aí que tudo fica confuso: roteiro interessante e na mão de ousados criadores, então por que optaram pelo clichê? Pelo monótomo? Uma pena.

Na trama futurista, um jogo criado com o cortex e a nanotecnologia denominado Slayers acaba virando a nova sensação de todo o mundo, gerando bilhões de doláres para uma empresa particular em conjunto com o governo, onde células do cérebro de uma pessoa são gradualmente  modificadas via nanotecnologia para permitir controle remoto. Dentro de Slayers, os jogadores são humanos de verdade - condenados ao
corredor da morte que escolhem o campo de guerra do game em troca do perdão da pena, onde a regra consiste em que o jogador tenha que vencer 30 partidas para ser libertado e Kable (Gerald Butler) está quase lá, venceu 27 partidas, e espera sair para rever a esposa e a filha. E para piorar, a esposa de Kable se submete a trabalhar em um jogo similar a ''The Sims'' que também emprega da mesma tecnologia para entreter de todas as formas seus jogadores, inclusive sexualmente, o que coloca Ambie (Amber Valletta)
em uma situação muito desgradável e com poucas alternativas, já que é controlada.

O roteiro começa a se fundir quando descobre-se que os dois ''jogos'' são da mesma empresa, e que a velha história de arma de experimentos
que não deu certo, acaba sendo preso para não revelar nada sobre o projeto e pretende sair da prisão atrás de vingança e blá, blá, blá.
Este pedaço nós pulamos. A questão mesmo poderia ser o moralismo, o fato das pessoas saberem que são pessoas reais fazendo seus movimentos em outro lugar do mundo parece não humanizar as pessoas que jogam, não sabendo o sofrimento que outras que são obrigadas a praticar.
Já que não era pela ousadia que Neveldine e Taylor queriam se sobressaltar, era sobre esta premissa que eles deveriam ter aprofundado Gamer e tudo em questão acaba sendo levemente tocado.

O resultado acaba parecendo bem amador e dificil de compreender: em uma hora Neveldine utiliza suas sacadas ousadas, outra vez tenta mostrar que está querendo desenvolver uma relação além da diversão que os personagens possam trazer e a sensação era que ele mesmo não sabia qual era a melhor opção para deixar Gamer mais atrativo, e o receio de optar por um, misturou e colocou os dois. E como se não bastasse, o futuro - não tão distante, como o inicio do filme sugere, acaba transparecendo uma frieza de artificialismo
muito grande, onde não confia-se que aquilo possa realmente acontecer. Em requisitos de atuação não há sobressaltos e até Gerald Butler, um grande ator, acaba somente no ''carismático'' de sempre.

Mas também o filme não é de todo mal, boas sequências de ação e um vilão que parece ter vindo dos video-games. As grandes sacadas de ação em primeira pessoa devem agradar os amantes de ''Counter Strike'', se não for o seu caso, indicaria outro filme.

Talvez em um remake, alguém decida tirar Gamer de cima do muro.

Nota: 6,5

9.13.2009

Crítica: Vale Tudo

Por Derek Klein
Um filme pode ser salvo mesmo sem recursos de grandes efeitos especiais, ou até mesmo atuações medianas, mas nada consegue salvar um filme do fracasso se o roteiro for ruim, e Vale Tudo, o novo filme de Dito Montiel senti cruelmente a falta dele.

Na trama, Channing Tatum faz Shawn MacArthur, garoto de cidade pequena que se muda para Nova York e leva a vida vendendo contrabando nas ruas. Quando é descoberto pelo malandro Harvey Boarden (Terrence Howard), Shawn vai parar em um lucrativo esporte do submundo da metrópole: o das brigas ilegais.

Já pela sinopse, senti-se que a trama se baseia em clichês, mas como hoje em dia, diretores como Sam Raimi consegue transformar grandes clichês em filmes interessantes, ao menos, esperava-se que Montiel tentasse fazer o mesmo com Vale Tudo, mas que nada, o diretor mostra-se tão desinteressado com o filme que sente-se até os 50 primeiros minutos da trama que ele não sabe para onde quer levar esta verdadeira bomba e depois tenta forçar o drama com superação, vingança e reconciliações.

Até Terrence Howard sente-se desconfortável com sua posição e Channing Tatum acaba literalmente se transformando em uma sombra durante o filme, o garoto não consegue escolher filmes e diretores mais competentes, talento ele até demonstra ter, mas falta alguém que mostre à ele como usá-lo e Dito Montiel fingi não perceber isso e joga o rapaz para brigar. As lutas são desinteressantes e nada até o fim do filme parece ter um pingo de pretensão. Não adianta, blockbusters conseguem até se salvarem com roteiros medianos, mas dramas de produção inferior buscam outras platéias para serem conquistadas e Montiel joga o pior para eles.

Infelizmente ou felizmente os únicos que procurarão o filme são os amantes de luta ou as amantes de Tatum, e se você não for nenhum deles, melhor passar bem longe.

Nota:3,5

Crítica: Up - Altas Aventuras

Por Derek Klein
Desde muito tempo, a Pixar Animation Studios, tem sido sinônimo de qualidade. E Up - Altas Aventuras, felizmente, está dentro deste padrão!

Os filmes da Pixar, sempre chamam a atenção por sempre terem algo a mais, que durante todo o longa ficava-se quase impossível de se perceber o que era: se era o engenhoso roteiro, a agradável trilha sonora ou o carisma dado aos personagens. Parece brincadeira, mas apesar de Up ser a melhor animação do ano, não sei por onde começar...

Up, mais uma vez, faz com que o telespectador se deslumbre com a viagem que a Pixar consegue proporcionar, fazendo até com que os adultos, lembre das melhores lembranças. Faz com que o mundo se torne mais belo, mais brilhantemente inocente de uma forma que está longe de comprometer a inteligência do público.

Na trama, Carl Fredricksen, um vendedor de balões de 78 anos que finalmente realiza o sonho de uma vida inteira partindo em uma grande aventura depois de prender milhares de balões à sua casa e voar para as florestas da América do Sul.

Como em Wall-E, onde a Pixar conseguiu quebrar a barreira de uma animação brilhante quase sem falas, Up faz questão de quebrar a barreira de uma animação onde o personagem principal é um idoso, onde geralmente, fazem papéis de personagens maus e ranzinzas.

Não há o que reclamar em nenhum requisito do filme, o filme é grandioso, nos passa sempre uma lição de vida, nos diverte, nos emociona de um jeito que só a Pixar consegue fazer!

Engraçado, emocionante, divertido, cultuado e fabuloso. Up é indescritível. Outra vez, mas uma superação da engenhosa da melhor indústria de animação de todos os tempos, que já tem sua história marcada de criatividade na industria cinetográfica.
Corra para os cinemas o mais rápido possível!

Nota:10,0

9.12.2009

Confira o intrigante trailer de A Origem, o novo filme de Christopher Nolan


''Parece que não haverá econômias em marketing
ao novo projeto de Nolan''

O novo projeto do diretor de O Cavaleiro das Trevas mostra que não veio para brincar, utiliza o mesmo compositor das músicas de Batman, o excelente Hans Wimmer para criar outro clima digno de superar os bilhões feitos seu projeto anterior e ainda conta com ótimos atores e boas jogadas.

Assista ao trailer:

video

A Origem, estréia em 16 de Julho de 2010.

Crítica: Anticristo

Por Derek Klein
Polêmico, é a melhor palavra que traduza a carreira do diretor dinamarquês Lars Von Trier. E este ano, não foi diferente. Von Trier foi vadiado, aplaudido e criticado duramente por inúmeros reportéres no Festival de Cannes por causa de Anticristo, onde o diretor passava por uma profunda depressão e considerou o filme como a terapia que o salvou da doença dizendo que ''Anticristo é o projeto mais importante da minha vida''. Provavelmente é.

A vontade de provocar dor psicológica no telespectador é um feito disputadissímo em Hollywood, depois então de ''Jogos Mortais'' e ''O Albergue'', o cinema basicamente (com raras excessões) viu sangue escorrer telas adentro e fora também, já que até para 3-D os filmes sanguinários foram passados. Mas os diretores de Hollywood se esquecem que a dor fisica só acontece quando o psicológico fora muito afetado e Lars Von Trier não se esquece disto. nem um momento sequer.

Na trama, um casal perdem seu filho em um trágico acidente e dor é tão grande que a mãe da criança entra em uma depressão tão profunda que ela chega a ficar em estados de transe. Com isso, o marido psicológo tenta ajudar a esposa, tentando curá-la com terapias intensivas de psicologia, num lugar, ironicamente chamado, de Éden.

O fato de Von Trier não colocar citar nomes dos protagonistas, é um feito que só engrandece o filme, o deixa mais real, como se tudo aquilo pudesse acontecer a qualquer hora e com qualquer pessoa.
Já na introdução do filme, você sente que Anticristo veio para fazer um marco para os amantes de cinema, começando com uma das cenas mais lindas em preto e branco em slow motion que o cinema já tenha visto. A intensidade de mostrar que a cena rompe todas as barreiras, é mostrar não só romanticamente dizendo, mas literalmente mostrando a cena de sexo entre os dois protagonistas que entregam-se totalmente um nos braços do outro. E é onde a desgraça toda acontece, quando todas as barreiras começam a ser quebradas, onde você começa a sentir o porquê de todo o sofrimento que virá a seguir.

O dinarmaquês não hesita em nenhum só momento de massacrar a dor intensa que a mãe da criança está passando, é uma dor tão brusca que ela atravessa as telas e você literalmente sente o que ela está passando e da posição do pai, de tenta se manter o mais firme possível para que tudo não desmorone, mas claro, tudo é somente fachada.

Lars Von Trier é manipulador, esperto e astuto e você percebe isso quando o diretor decide contar todo o filme em capitulos, onde no fim, você percebe como ele fez para que tudo saísse como precisava ser, para que tudo o que foi criado não perdesse o efeito no fim.
Depois de tanta dor psicológica, enfim, o diretor começa as torturas fisicas, que são quase, que, insuportáveis de serem assistidas. Quebrar as barreiras é a essência do filme e o diretor evita todos os cortes possíveis para que você sinta a realidade introduzida nas cenas, é tudo muito assustador.

O ponto positivo do filme são os atores pouco conhecidos que são brilhantes, e fazem o possível para que nada dê errado no filme e eles conseguem, são absurdamente convincentes no que transmitem nas telas e mas uma vez dá outro tom realístico ao filme, como também o modo de filmar com a camêra na mão, focando e desfocando em momentos críticos da película, que só nos envolve cada vez mais a tudo que se passa.

Muitos talvez não entendam o porquê de algumas coisas acontecerem, como a raposa dizendo ao protagonista ''O Caos reina'' e outras coisas que não convém citar para não estragar surpresas que também acaba elevando Anticristo a um patamar dos mais sombrios pesadelos, aqueles que sentimos medo por coisas absurdas e sem nexo, mas que você particulamente, sabe o sentido de todas? Isso que faz com que o novo filme de Lars Von Trier se torne uma obra-prima.

Mas não sinta-se feliz em sair pouco abalado no fim da projeção, a sensação ruim mesmo começa depois que o filme acabar.

Nota: 9,8

9.07.2009

Crítica: Se Beber, Não Case

Por: Derek Klein


Após uma boa premissa, ótimas críticas e se transformar em um fenômeno nos EUA, Se Beber, Não Case chega aos cinemas brasileiros cumprindo todo o que promete: diversão e muitas risadas, na nova comédia de Todd Phillips.


Na trama, o personagem de Justin Bartha (Doug) está noivo e junto de três amigos decide fazer uma despedida de solteiro em Las Vegas, só que eles acabam bebendo demais e tudo sai fora do controle. Mas só descobrem isso, quando o quarto de 4,500 doláres está destroçado, eles estão nús jogados pelo quarto, um deles está sem o dente da frente, dentro do banheiro há um tigre, trancado dentro de um armário um bebê e o noivo sumiu.


Falar em despedidas de solteiro por Las Vegas pode sugerir clichês sem fim, já que inúmeros e incontáveis longas já foram gravados na cidade, este sem dúvida, não pode ser comparado a nenhum deles, conseguiram transformar tudo o que um diretor Hollywoodiano poderia destruir um filme e criaram uma das comédias mais divertidas dos últimos cinco anos. Qual a receita de um filme assim dar certo? Simples: fugir da normalidade e jogar o politicamente incorreto. E Zach Galifianakis é a grande prova disto.


O cara masturba bebês, faz piadas do 11 de Setembro e outras coisas tão absurdas que se tornam tão divertidas, já que o próprio ator é uma comédia e nota-se o grande carisma e competência só de olhar em seu rosto. Bradley Cooper e Ed Helms também não ficam atrás, sente-se o conforto de trabalho entre ambos juntos, que acaba resultando um realismo ótimo e boas cenas, aliás, parece que realmente eles já se conheciam e isto é excelente, já que na maioria das comédias do gênero, apelam primeiro ao sexo e mulheres nuas para divertir o telespectador e aqui, a arma deles é muito maior: o envolvimento e atenção dos atores para que nenhuma oportunidade fuga e sentir aquela sensação de ''Aqui, eles poderiam ter ido mais além'', mas não, são ótimas tiradas durante toda a projeção sem direto à descansos.


E olha que a versão que chegou do filme ao Brasil, foi uma versão mais light, já que nos Estados Unidos, o politicamente incorreto filme de Phillips foi ainda mais corajoso e com certeza foi o que levou o filme de 35 milhões arrecadar quase 300 milhões de doláres somente no país com uma censura de PG-17.
Mas não desespere-se, a versão modificada do Brasil corta linguajares ''obscenos'' e nudes absurda da versão original, mas nenhuma cena foi cortada do filme. Mas isso deve ser totalmente resolvido na versão que chegará em DVD.


Filme modificado ou não, Se Beber, Não Case, sem dúvidas, foi o filme de comédia do ano.


Nota: 9,5


8.28.2009

Crítica: Arraste-me para o Inferno

Por Derek Klein
Sabe quando você ouve todo mundo dizer que os filmes antigos de terror que eram gloriosos? Pois bem. É com esta premissa que Arraste-me para o Inferno chega aos cinemas. Mas parece que muitos esquecem daqueles filmes de terror baratos que utilizavam cenas absurdas por falta de recursos? E o filme acabava ficando ainda pior? É assim que me senti depois de ver o novo projeto de Sam Raimi.

Na trama, a vida da ambiciosa Christine Brown vai bem até que uma misteriosa senhora aparece no banco em que ela trabalha para implorar por uma extensão do empréstimo de sua casa. Quando a jovem nega o pedido e despeja a idosa, ela lança a maldição da Lâmia sobre ela, transformando sua vida em um pesadelo. Assombrada por um espírito maligno e desacreditada por um namorado cético, Christine recorre ao vidente Rham Jas para salvar sua alma da condenação eterna.

Talvez não aja mais premissa cheia de clichês em um filme de terror como esta, mas é a partir daí que Sam Raimi tenta trazer os velhos tempos do terror para brilhar novamente com tudo aquilo com que ele foi criado muito tempo atrás, e em partes consegue, e muito. Raimi consegue criar situações que apesar de tudo, ainda consegue colocar medo nas pessoas, e se não tivesse pensado em intercalar humor a trama, talvez aqui pudessemos ver um dos melhores filmes de terror deste ano, o que resultou em um filme que sente-se a todo momento que o diretor está tirando sarro da platéia, aonde ele eleva o medo as alturas e quando está para dar o ''gran finale'' ele coloca alguma cena ridicula para não cair no conceito do ''convencional'', como por exemplo demônios vomitando animais, olhos aparecendo dentro de bolos e outras coisas tão absurdas que faz com que você pergunte-se o que está fazendo dentro da sala de cinema vendo aquilo.

Por outro lado, toda a intenção de renascer filmes antigos de terror está lá, desde o intro, até o letreiro em preto e branco no fim, vendo como Sam consegue converter tanto clichês em coisas interessantes, era mais do que esperado que ele limita-se a trazer o outro lado dos tempos antigos que muitos querem esquecer, e não é falta de competência, por que até as velhas que sempre são utlizadas em filmes de terror consegue aqui ter o maior destaque de qualquer bizarrice que algum idoso já tenha participado, pode se dizer que boa parte que o filme tem de ressalva deve-se à ela.

Tudo estava ali, ele tinha ''a faca e o queijo nas mãos'', mais prefiriu fazer de outra forma. Acima de tudo de bom que você consegue tirar do filme, uma mensagem fica ainda mais estampada: Terror e Comédia são gêneros que não combinam, principalmente quando vende-se em marketing apenas um dos gêneros utilizados no filme.

Nota: 5,0

Crítica: G.I Joe: A Origem de Cobra

Por Derek Klein
Depois de tantos elogios do próprio Stephen Sommers, G.I Joe: A Origem de Cobra chega ao cinemas, finalizando os blockbusters milionários de verão. O filme tem muita ação, pouca história e algumas piadas sem graças, mas como blockbuster, foi o filme que mais funcionou.

Na trama, a equipe conhecida como G.I. Joe (Global Integrated Joint Operating Entity), elite militar norte-americana que está na Europa quando recebe a missão de derrotar Cobra, uma organização criminosa liderada por um traficante de armas escocês.

A história em si é cheia de clichês, mas Sommers a construiu de um jeito que sente-se que tudo ali poderia ir mais longe, tudo poderia ter ficado e ser levado mais a sério também, como se fosse as histórias antigas do Batman, em tudo sempre tinha uma piadinha boba, e daí chegou um tal Christopher Nolan e jogou um dark em cima do morcegão e beirou a perfeição com o projeto. O problema é que a Paramount tem um padrão para estes filmes de adaptação de bonecos depois da explosão de dinheiro que Transformers gerou a eles, então se nem mesmo quem fornece o dinheiro para produzir filmes assim leva o projeto a sério, não será outros que o levarão.

E a partir da premissa de filme de ação/aventura/comédia, G.I Joe praticamente se limita a ação desenfreada, com píadas introduzidas, fazendo todas as cenas que poderiam dar um ''Q'' a mais na história se tornarem apenas cenas divertidas e sem seriedade. Dizer que isto é um rótulo digno de um blockbuster: Pode se dizer que sim. Mas se a idéia era vender um filme quase família para conseguir mais bilheteria, sabia que tudo poderia ter ficado mais interessante sem precisar aumentar a censura, e O Cavaleiro das Trevas é um ótimo exemplo disto, não?

Deixando a negatividade de lado, sobressaltamos que a melhor cena do filme é a corrida entre Paris. Muito bem feita e com um tom altamente realistico, incluindo uma mixagem de som ótima, é com certeza a cena que seus amigos lembrarão quando perguntarem para você deste filme.

Em relação a atuação não há sobressaltos, Dennis Quaid tem a marca de líder estampada em seu rosto, já Marlon Wayans definitivamente incomoda o filme e Channing Tatum poderia ter ido melhor, mas sente-se que não tenta nada maior por vontade do diretor de sobressaltar outras coisas no filme, como a alta tecnologia, que enfim, favoreceu algumas cenas a película.

Como disse anteriormente, G.I Joe: A Origem de Cobra, pode ser o blockbuster que tecnicamente mais funcionou, mas não disse que era o melhor e com Star Trek e Harry Potter na lista do verão americano, não é mesmo.


Nota: 7,0

7.16.2009

Crítica: Harry Potter e o Enígma do Príncipe

Por Derek Klein
Após dois anos de espera, finalmente Harry Potter e o Enígma do Príncipe chega as telonas! Mais sombrio, mais adulto e mais engraçado.

Desde de A Ordem da Fênix, David Yates conseguiu puxar a saga do bruxinho realmente para o lado negativo da coisa, não digo do filme e sim de todo o universo que gira em torno da pelicula. Com alguns erros, mas ainda sim a melhor adaptação feita dos livros. Já em O Enígma do Príncipe, Yates consegue consertar vários de seus erros, fazendo o sexto filme da saga fluir com mais densidade.

Vendo com a ferocidade que os antigos longas apresentavam a história e a ação ao mesmo tempo, David aqui prefere criar os ambientes de reflexão, mostrando que tudo o que era certinho e bonitinho na verdade não é aquilo, que o mundo dos bruxos pode ser muito pior que o nosso. Com este conceito, o filme carrega uma carga muito dramática e cheia de tensão, que deixa em segundo plano à ação e tenta envolver o telespectador com os personagens em si e tenta o máximo não deslumbrar o expectador somente com efeitos especiais, já que este longa é o mais caro de toda a série.

A história deste pára exatamente onde o outro acabou, inclementa mais uma carga de drama sobre o fim do quinto filme, para trazer com mais força o problema pelo o que mundo dos bruxos sofrem e logo está lá, Harry partindo para o sexto ano em Hogwarts. Não convém falar da história em si já que Harry Potter não é nenhum iniciante nas telonas, mas sim do roteiro que fez inúmeros cortes para introduzir 600 páginas em 2h 30 de filme. Apesar de grandes avanços, Yates peca um pouco em cortar algumas cenas com muita importância à trama, para dedicar-se a relacionamentos, o que acaba diminuindo um pouco o entusiasmo de que também acompanhou a saga através dos livros, mas é claro que quem não os leu nem vai notar nada e conseguirá aproveitar o longa ao máximo.

Já em partes técnicas, o sexto longa chega à perfeição: fotográfia excelente, efeitos surpreendentes, direção de arte, figurino, efeitos sonoros, mixagem de som, tudo absolutamente muito bem feito, talvez até por que o longa ficou engavetado mais de 8 meses com o adiantamento e assim teve mais tempo em se preocupar com detalhes.

Em termos de atuação o elenco se eleva a um nível nunca visto antes, e o trio principal consegue se entrosar com mais realismo e graça, e ainda sozinhos consegue fazer destaque. Outro que realmente tirou ''os pés da lama'' foi Tom Felton, ele encarnou o Draco Malfoy que os fãs queriam ver há muito tempo e mais uma vez, Helena Bonham Carter consegue ser o alvo das atenções em todas as cenas em que aparece como Bellatrix Lastranger, irritando e divertindo ainda mais o público. Jim Broadbent também merece destaque por Horácio Sloghorn.

Deixando de ser um fã chato, o filme merece seus reconhecimentos que são INÚMEROS. De longe aqui, o melhor da saga, como dito antes mais sombrio, mais adulto, mais engraçado... coloca engraçado nisto! As poucas cenas de ação estão extraordinárias, destaque para a sequência dentro da caverna que sem sombra de dúvidas, marcará a história de Harry Potter nos cinemas. O Quadribol também mostrou-se mais realista e perigoso, mas não menos divertido e as filmagens de Yates fazem com que Hogwarts se torne novamente uma caixa de mistérios, revelando lados ocultos.

E aí esta, Harry Potter e o Enígma do Príncipe, para marcar o começo do fim da trajetória da saga e fazer história no cinema, já que espera-se que o filme atinja mais de 1 bilhão de doláres.
Sem dúvidas, o auge dos Blockbusters de verão dos Eua este ano.




Nota: 9,5

6.29.2009

Pré Critica: Harry Potter e o Enígma do Príncipe

Se você é fã de Harry Potter, deve estar contando os segundos para a estréia do filme e como se não bastasse todos os filmes que você vai assistir no cinema passa um trailer que te deixa ainda mais na expectativa! Principalmente querendo saber se foram ainda mais fiéis aos fabúlosos livros de J.K Rowling...

Estamos aqui para dizer que... VIMOS OS 5 PRIMEIROS MINUTOS DO FILME e sendo assim, acho injusto não vir aqui compartilhar com vocês. Não é muito, mas vindo de Harry Potter imagino que queiram saber em detalhes:

''Para não estragar as surpresas não revelarei absolutamente nada do filme, principalmente em ética a Warner Bros. Entertainment. Mas vamos aos fatos, se tudo o que parecer naqueles 5 minutos traduzirem o filme todo, sem dúvidas posso dizer que este será o melhor filme do bruxo até o momento, houve cortes? Sempre há. Mas isso é plenamente aceitável sabendo do tamanho dos detalhes dos livros e do mundo que representa os bruxos, mas garanto, até ali, o essêncial do livro está lá, firme e forte. Com doses extraordinárias de efeitos especiais de primeira, atuações excelentes e muitos ataques, pela densidade do clima ali presente, não digo do filme em questão e sim do projeto todo, sinto o cheiro de um novo CAVALEIRO DAS TREVAS surgindo...
E ali está o Coringa do ano...''

COM VENDAS ANTECIPADAS NO FINAL DE SEMANA. HARRY POTTER E O ENÍGMA DO PRÍNCIPE ESTREÍA MUNDIALMENTE DIA 15 DE JULHO... AGUARDEM!

Crítica: De Repente Califórnia

Por: Derek Klein
Chegando super atrasado no Brasil, para ser mais específico, 2 anos, De Repente Califórnia traz um conceito gracioso de simplicidade que acaba conseguindo tocar seu público alvo, já que muitas vezes nos deparamos com situações semelhantes aos dos personagens, e não limita-se à gays.

De repente Califórnia é um daqueles filmes que raramente você vai encontrar em uma locadora: produtora desconhecida, produção baixa, atores desconhecidos e nenhuma divulgação muito aparente. A única coisa que talvez possa ter aumentado sua especulação em cima do longa é por retratar a homossexualidade, onde em pleno século XXI, isso ainda não foi superado pela sociedade preconceituosa.

Pois bem, o filme tenta retratar este ponto de uma maneira delicada, mas ao mesmo tempo uma opção que não necessariamente resumi-se em tragédias, ou destruindo familias, como em O Segredo de Brokeback Mountain.

O filme mostra Zach (Trevor Wrigth), um rapaz solitário que tem que segurar tudo a sua volta para que tudo não desmorone: a irmã que não está nem aí para o filho e não passa uma noite sem ter um homem diferente em sua cama, o pai desiludido por ser abandonado pela esposa e ainda sofrendo problemas como dependência de remédios e para ajudar não pode ir atrás de seus sonhos por ter que trabalhar e ajudar a sustentar a casa, já que seu pai não trabalha e a irmã só gasta o dinheiro em porcarias e ainda tem seu melhor amigo que está saindo do estado.

A história parece um tanto cheia de clichês dramáticos para quem ouve assim por dizer, e tecnicamente é, mas é contada de um jeito muito bacana, modernizada e não apela tão drasticamente para o drama, a trama limita-se em algumas partes a cavocar o fundo, talvez para ser um filme mais fácil de assistir para o público maior e/ou talvez o diretor tentasse mostrar que nem tudo vem para o mal, e particulamente considero a segunda opção.

O jeito em que tudo é contado, é nitidamente algo que poderia ser real, e que poderia acontecer com qualquer um de nós. Ali Zach encara primeiramente a homossexualidade como um defeito, um erro e acabando percebendo que tudo vai além de sexo entre dois homens, ele vê ali algo que está acima de sexualidade, vê compreensão, solidariedade, carinho e uma alternativa para ser feliz, independente do que os outros pensam e acima de tudo, independente do que sua cabeça considera certo ou errado.

Os atores são bem competentes e muito carismáticos, mas sem sobressaltos. Infelizmente aqui o que peca são partes tecnicas entre falas e edições de som e um roteiro que poderia ter ido mais longe, limitou-se a ir mais longe, onde sem dúvidas poderia ter ido, sua duração de projeção é a maior prova disso, mas vale a pena conferir.

Nota: 8,0

6.24.2009

Crítica: Transformers: A Vingança dos Derrotados

Por: Derek Klein
É quase impossível esquecer o estrondo que Transformers fez em 2007, com efeitos especiais e sequências de ações alucinantes. Dois anos depois chega a continuação Transformers: A Vingança dos Derrotados. Um filme ainda maior que seu antecessor, travando uma batalha gigantesca durante o longa.

Mas como todos sabem, quanto maior você vai, maior pode ser a queda e os rôbos de Michael Bay QUASE colocaram este ditado em jus. Mas para o alivio dos fãs, não foi desta vez. Como muitos, você deve estar se perguntando onde o longa erra tanto e infelizmente nós vemos aqui, mais uma vez, a obrigação de duplicar todos o que deu certo no primeiro longa como por exemplo colocar mais um cachorro para o Sam, como se o animal fizesse alguma coisa durante a projeção que tivesse algum êxito. Infelizmente ainda há algumas piadas descontextualizadas, e algumas falas sem noção. Mas é inevitável dizer: O FILME É BOM DEMAIS!

Tudo pelo o que o filme mostra, isso você acaba tirando de letra, claro que não vá ao cinema esperando uma demonstração de Clint Eastwood, mas o sincronismo das máquinas de Bay chegam a beirar a Arte. Os efeitos especiais beiram a perfeição, o som frenético da o clima ideal e os efeitos sonoros são de arrepiar os cabelos. A sensação de crescimento durante o filme beira o infinito, você sempre está se surpreendendo e quando chega ao fim que você passou mais da metade de duas doras e meia vendo lutas sensacionais, você acha que já tinha visto de tudo, mas não, está lá outra cena que faz seu coração acelerar.

Em relação ao roteiro, podemos dizer que houve uma evolução, há mais enfoque na história, o que coloca Shia Labeouf com mais importância na trama e não aquele garoto que estava com a coisa errada, na hora errada e apesar de super estendidas, as sequênciaa de ação tem mais propósitos e você sente uma maior finalidade contextual, mas claro, tudo do jeito ''Transformers'' de ser. Não espere que o longa parará um só segundo para contar histórias ou explicar alguma coisa, você vai ver e descobrir tudo como no longa antecessor, tudo na correria. Parece um erro, e em algumas partes é, mas por ser um blockbuster estilo familia isto acaba ocasionando em uma boa alternativa.

Já com os atores, Shia Labeouf dispensa comentários, engraçado, simpático, carismático e bom ator, Megan Fox também segura bem as pontas, junto com John Turturro, que tem um papel menor a trama, mas acaba se ressaltando automaticamente. Li sobre várias reclamações (como sempre) sobre a falta de exploração dos personagens secundários, que muitos que tinham um papel maior no primeiro longa, mal aparecem aqui: é verdade. Mas em algumas partes, isso acaba vindo também do roteiro, tudo ali se mostra muito rápido, muito ágil e sem muito tempo a perder, e onde creio eu, que acabou automaticamente apagando os personagens que não estavam relacionados diretamente com o foco da trama.

Há do que reclamar do longa? Há sim. Mas Transformers tem um objetivo maior que é o entretenimento. E o roteiro pode ter furos. A direção ter erros. Que ainda o longa consegue te fazer concentrar todos os minutos do filme. É diversão pura! Como sempre digo, filmes com roteiros grandiosos, ou com propósitos maiores, são maravilhosos, são inexquecíveis! Mas sempre tem aquele dia que você quer sentar, relaxar e ver diversão e o longa esbalda isso.

Como blockbuster, Transformers: A Vingança dos Derrotados conseguiu atingir Exterminador do Futuro 4: A Salvação e ficar lado a lado. Talvez dia 15 de Julho, isso possa ser desempatado rapidamente.



Nota: 9,3

6.14.2009

Crítica: Intrigas de Estado

Por: Derek Klein
No meio de uma temporada imensa de Blockbusters, na verdade, a maior do ano, se disponibilizando dos maiores efeitos especiais, eis aqui um longa que mais uma vez prova a todos nós que não precisa-se muito para fazer um filme além de um bom roteiro.

Quando eu me refiro a pouca coisa, quero mencionar as situações que estamos acostumados a ver em um filme que estréia numa época desta, principalmente em um
thriller. Ao invéz de gigantes perseguições, explosões e muito tiroteio, o que prevalece em Intrigas de Estado é mesmo o clima investigativo, tão bom que só poderia ter o bom gosto inglês mesmo.

Tudo aqui encaixa-se muito bem, tanto tecnicamente, quanto na trama. Como sempre
Russell Crowe está muito bem, como também Ben Affleck e Rachel McAdams que estavam um pouco distantes do cinema atualmente conseguem segurar bem seus papéis. Helen Mirren foi um pouco mal aproveitada aqui, não que seu papel seja ruim, mas poderia ter feito o que sabe fazer de melhor: brilhar.

Longe de um absurdo sem nexo como
Anjos e Demônios, o clima nunca é quebrado e sempre são acrescentados outro pontos que fazem você querer saber o por quê de tudo aquilo. Na verdade, este é o grande triunfo do filme, fazer tudo funcionar sem apelar para as coisas habituais de sempre.

E outra coisa que nos deixa ainda mais confortantes ao longa é o jeito como
Kevin Macdonald mostra sua visão em cima de todas as situações, de todas as pessoas e suas fardas. Não há sempre o certo e o errado, há sempre o ''porém'', o ''portanto'' e o ''talvez'', deixando ao seu critério o julgamento dos atos dos personagens, claro que o diretor também expressa sua opinião sobre isso, dando um final realista ao filme.

Todos aqui competentes, o que talvez não tivesse motivos para surpresas, mas numa época de
''Transformers'' e ''Uma Noite no Museu '', um longa como este é uma surpresa, sim. E muito agradável por sinal.

Nota: 9,0

6.07.2009

Crítica: Exterminador do Futuro: A Salvação

Por: Derek Klein
Tanto tempo se passou desde Exterminador do Futuro 3, que depois da não muito bem sucedida arrecadação do filme, a Warner Bros. decidiu arranjar um bom roteiro para uma continuação e tomar parte dos direitos do filme, onde aqui, o filme só foi distribuído mundialmente, exceto os EUA, pela Colúmbia Pictures, onde do filme mesmo não se envolveu muito.

Exterminador do Futuro 4: A Salvação realmente veio para incendiar a frânquia novamente, contrataram um diretor que estava longe de ser um James Cameron, com filmes de purissímo entretenimento como ''As Panteras''. Muitos o julgaram e bateram o pé, até confesso que fiquei com o pé para trás quando descobri que McG dirigiria o filme. Mas não é que o cara segurou muito bem as pontas?

O cara mostrou que realmente entende de câmeras, há tomadas durante o filme que são sensacionais. O ambiente realista encaixou-se perfeitamente em um futuro não plausível como aquele. Colocou
Christian Bale como John Connor, outro acerto e realmente mostrou que dominava tudo quando colocou um certo Sam Worthington para viver um personagem pra lá de interessante.

Em termos técnicos, o filme beira o excepcional, efeitos excelentes, música pra lá de adequada, não inovadora, mas flui perfeitamente, há atores que se destacam mais , é claro, mas nenhum que faça você se constrager, figurino, locação, direção de arte, efeitos sonoros, mixagem de som... realmente não há do que reclamar, tudo muito bem feito. Ele realmente mostra que sua empolgação com o projeto vai além, mostra o quanto ele respeita aquele universo e jamais tenta levar o filme para um rumo diferente ao que ele realmente é. São inúmeras as homenagens aos primeiros dois longas, o que deve agradar e muito os fãs.

Em atuação,
Bale está muito bom, mas quem realmente carrega tudo nas costas é Worthington. O cara é carismatico demais! Com um currículo muito pequeno, quase que um novato, Sam realmente mostra que veio pra ficar e ficar mesmo. Bale fica escondido atrás dele, o modo dele interagir é fantástico, podemos, desde já, esperar grandes coisas deste ator. Simplesmente tampa todo mundo a sua volta! Mas uma vez Bale fica atrás por um coadjuvante.

O roteiro de um
blockbuster sempre tenta amenizar seu lado profundo, para deixar o filme mais leve para que se possa abusar da ação e criar o entretenimento fisíco que não se pode faltar! Mas McG mosta que respeita o público e não cria algo que subestime a inteligência dos expectadores, muito pelo contrário, como Star Trek, o filme realça esta idéia de levar o passado para o futuro, onde que, alterando este futuro, mude tudo no passado. Vou ser sincero, não é uma coisa fácil de entender e muito menos dizer que isto consiga trancar as pontas de uma trama, e para isso não martelar doentemente na sua cabeça, o próprio filme diz abertamente para você não ficar pensando no assunto que realmente é de enlouquecer. Muitos acusaram McG de ter criado um capítulo a frânquia e não algo que pudesse mostrar ainda mais além, realmente o filme em sí é um episódio de todo aquele mundo, por que é tão evidente que a idéia do diretor era realmente continuar a contar esta saga de uma forma que rendesse uma trilogia, então dizer que seu roteiro é mal aproveitado , é mentira. O roteiro chegou onde ele tinha que chegar, assim como a frânquia de Harry Potter faz a cada filme.

O único problema aqui é realmente o público, que está menosprezando filmes excelentes, deixando-os com baixissímas bilheterias, onde pode ocasionar o
fim das possíveis trilogias, e infelizmente Exterminador do Futuro 4 entra nesta lista, é realmente uma pena.

Mas sem dúvida o longa se mostrou superior à todos os
blockbusters de verão deste ano.


Nota: 9,3

5.23.2009

Crítica: Anjos e Dêmonios

Por: Derek Klein
Fizeram tanta repercusão por causa de O Codigo Da Vinci, que quando anunciaram a continuação, estavam todos à expectativa de outro filme que gerasse outra polêmica enorme, antes do próprio filme sair, a Igreja Católica já o condenava esperando absurdas teorias... que nada!

Anjos e Demônios por sua vez, está bem longe de ser polêmico, não digo pelas pessoas que o rodeam, mas sim pelo conteúdo à mostra. Eles bem que tentaram... mas no fim, o único conceito para engolir tudo o que se assistiu é realmente encarando o filme como PURO ENTRETENIMENTO, não mas que isso, e ponto final.

Em termos técnicos há pouco do que reclamar, cenários exuberantes que conseguiram dentro do Vaticano, tomadas bem elaboradas e efeitos à altura. Tom Hanks, como muitos dizem, está atuando no ''automático'', então não há do que reclamar e também do que elogiar. O único ponto técnico que estraga o filme realmente é a forma que o som é utilizado. As músicas em si, são boas, mas ergue-las a cada palavra que demonstra um achado ao enigma chega a ser irritante, principalmente quando não há variação entre elas, mantendo o mesmo ritmo de ação entre a projeção que em alguns momentos chega a ser massante.

Muitos haviam criticado Ron Howard por O Codigo Da Vinci ser muito parado, aqui ele mostra que ouviu as criticas... até por demais. O longa acabou perdendo méritos de roteiros a incessantes correrias, o que poderia ser um ajuste, acabou virando outro erro da pelicula.

A história até começa bem, mas conforme a necessidade de fazer polêmica como no filme anterior, seu desfecho acaba sendo até constrangedor. É forçado e tenta fazer o expectador engolir a seco tudo o que o longa sugere aos fatos que são muito pouco lógicos. Resumindo tentam fazer do absurdo uma polêmica, mas é aí o principal erro de diretor, vai até surpreender as pessoas, mas quem realmente parar para pensar em tudo vai sacar de cara como tudo aquilo é apenas uma desculpa para algo maior, como se não já bastasse o que aparece um pouco antes do ''gran finale''.

Ah, sem contar piadas que descontextualizam o clima que deveria ser tenso, acaba quase passando realmente o filme para o gênero ''pastelão'', o que limita também a profundidade das abordagens de buscas enigmáticas, mas um pouco de besteirol e Anjos e Dêmonios viraria A Lenda do Tesouro Perdido 3, sem Nicholas Cage, claro.

Mas apesar dos apesares, o longa ainda tem seus méritos. Para quem não liga para tanta história e prefere mais a correria tendo também um final ''surpreendente'', Anjos e Demônios está aí para suprir suas necessidades! Até agora, se mostrou o longa mais fraco da temporada dos Blockbusters deste ano.






Nota: 6,0